1.21.2017

O MEU CÉU É OUTRO CÉU




MEU CÉU, É OUTRO CÉU, PORTANTO 

Polvilham de estrelas teus gestos
Dizendo amainado, manso luar, 
Como se entre escolhos e restos
Fossem mais doces que o sonhar; 
E demais que agitados sejam
Encrespados pela expetativa, 
Serão guardiães, que sãos protejam 
A senda da vida com seiva viva. 

Polvilham teus gestos meu canto
Teus olhos, palavras, meiga rima, 
Que jamais o céu me dirá tanto
Se ver-te, é vê-lo, sem olhar pra cima… 
Que o céu é um além que nos ‘tá dentro
Tão ideal, tão real, tão perfeito, 
Que, caso o universo tenha centro,
Nasceu-lhe ele do Big-Bang do peito.

Meio assim, do puro sentimento
Com que este céu escreveu em mim,
Sempre e toda vida a espera sem fim
– O eclodir mágico num só momento! 

Joaquim Maria Castanho 

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La vida es un tango y el que no baila es un tonto

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Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

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Também pode alcançar o céu

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