1.20.2015


       
“Quando te escrevo o nome no recheio das horas mastigo os minutos com redobrado prazer, lenta e demoradamente, saboreando a liquidez analógica do tempo como um néctar de excelência. E defino-te  sempre com a alma cheia de nós ainda mal despertados, os corpos por desenrolar do enleado da noite, sílaba a sílaba e poro a poro, na sofreguidão desacautelada da mútua dádiva/entrega que nos tornou irrefutáveis.  Foi o nosso naufrágio incontinente.
        Agora, se houvesse como dizer-to, a eternidade seria apenas o dia seguinte. Assim, escrevo-to, e ela é sempre a mesma noite, embora repetida dia após dia sem cessar, confluindo inequívoca para cada segundo de ti.”

In JOAQUIM CASTANHO, Dizer A Eternidade    

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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