10.12.2007

REACÇÃO DOS VERDES À ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO NOBEL DA PAZ

“Os Verdes” consideram muito positivo que este ano o Nobel da Paz se tenha direccionado para a problemática das alterações climáticas, que podem ter efeitos devastadores no futuro ao nível económico, social e ambiental, com fenómenos climáticos extremos que promovam a morte de milhares de seres humanos, a delapidação de recursos naturais e obriguem a migrações de populações em larga escala. De há muito que se sabe que os cenários que estão traçados para o aquecimento global, num futuro próximo, podem gerar efeitos tão terríveis como os de uma guerra, mas que a alterações do clima podem ser também, elas próprias, potenciadoras de guerras, designadamente no que diz respeito à escassez de água que pode vir a tornar-se um factor de conflito internacional neste século XXI.

A proximidade deste Nobel da Paz com a Conferência de Bali em Dezembro, que deve definir o caminho a seguir no futuro ao nível global em matéria de combate às alterações climáticas, pode ser um incentivo a que decisões concretas sejam tomadas e a que se despertem mais consciências de mais países para esta problemática ambiental global.

Quanto aos laureados com o prémio Nobel da paz, “Os Verdes” fazem uma distinção:
· No IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) a comunidade científica tem, de há longa data, dado um contributo para a sensibilização e informação ao mundo relativamente aos cenários que podem decorrer do fenómeno das alterações climáticas e apelado a medidas urgentes para o combater. Os seus diversos relatórios têm sido uma base de informação sustentável e amplamente reconhecida para todos aqueles que, por esse mundo, têm sido uma voz activa na defesa de medidas eficazes de protecção do clima na Terra.
· Já quanto a Al Gore, “Os Verdes” apresentam mais dúvidas. A sua acção no alerta e combate às alterações climáticas não está ao nível da que cientistas e ecologistas têm feito ao longo de várias décadas Por exemplo, ao nível mundial, organizações ecologistas internacionais têm sido uma voz constante e intensa nesta matéria e é-lhes reconhecida muito mais dedicação a esta problemática. Também, em 2000, quando Al Gore foi candidato a Presidente dos EUA, não fez das alterações climáticas uma prioridade de campanha, numa altura em que os EUA já declaravam guerra ao mundo quando se recusavam a participar nas negociações decorrentes do Protocolo de Quioto para ao nível global se definirem estratégias concretas para combater as alterações climáticas. A atribuição do prémio a Al Gore e não a ecologistas reconhecidos, pode ser entendida como uma tentativa de, ao mesmo tempo, não se beliscar o sistema dominante no mundo, sistema esse ao qual Al Gore não se opõe, mas ao qual muitas associações ecologistas se opõem.

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes” (T: 213 919 642; Tm: 917 462 769)
www.osverdes.pt

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