4.16.2017

É DIFÍCIL DEIXAR DE GOSTAR DE TI




DEIXAR DE GOSTAR DE TI É DIFÍCIL 
(MAS NÃO É IMPOSSÍVEL) 

Deixar de gostar de ti não é fácil
E só tentar atira-me pró buraco
Deixa-me zonzo, põe-me tão frágil
Suja-me a alma, e fico num trapo
Amarfalhado, a bater mal, ser vil
E tirano nos afetos e no trato
Com os demais, excravo de abril
Qualquer coisa abjeta no exato 
Ponto d'além de velho ficar senil.
Sim, desta vez é que não me escapo
D'esgotar todas as minhas reservas, 
Ficar c'a resiliência num fiapo
E dias como noites, só de trevas.
Hei de ir prà  pândega, hei de curtir
Tapar o céu, aproveitar o contato
De quem se ligar na minha, der o salto
Prò prado florido, e ser primaveril
Mesmo na ventania e chova a rodos,
Hei de andar na roda com todas e todos. 


Não é fácil sei, mas hei de conseguir
Já que é isso que me resta e queres, 
Enfim, se pensar em ti, hei de sorrir
E hei de exclamar: «Ora… – Mulheres!»

Joaquim Maria Castanho

QUANDO ÉS A INEQUÍVOCA INSPIRAÇÃO




QUANDO ÉS INEQUÍVOCA INSPIRAÇÃO…

Ao recortarem-se no céu adverso do circunstancial azul, 
As verdes ramadas dos salgueiros (bíblicos e distintos)
Escrevem-te serena na memória desse instante, subtil
Tal como te encontrei na manhã de todos os infinitos
Ali, já quase inacreditável, quase silhueta inesperada
A trabalhar num dia feriado, logo dedicado às famílias, 
E foste visão, Maia ou Arina, das princesas encantadas
Gomo de responsabilidade avançada pla emancipação
Consciente de ti, resistente de nós, de Senhora gentil 
E segura que não atira a toalha ao chão e quer ganhar
Vencer porque sim, sabendo que nunca há ser tarde 
Mesmo que haja incertezas e abriladas incandescentes; 
E que todos os dias serão só os nossos perfeitos dias
Inequívocas inspirações da vida real pra reais poesias.

Joaquim Maria Castanho

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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