8.09.2006

POALHA DE VERÃO

A criança clandestina que abrigas em ti
Esse tripulante sem contrato que te conduz
Anda a monte da infância que não viveste
Como cego sem sepultura numa oração de luz.

Portanto, deixa escorrer os cabelos molhados
E sobre o dorso direito descansa o pensamento
O lânguido torpor de aspergir os cuidados
Deixá-los vogar nas ondas, desfraldar os ventos
Ao vento dos sonhos o vento o vento aos ventos.

É o teu dia de areia, clepsidra da praia do tempo…
A duna do ser adormece ainda como uma raiz
Que anseia germinar sobre o que dela mesma diz!

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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