10.14.2019

Metallica - Wherever I May Roam [Official Music Video]

O BEIJO SECULAR




O BEIJO SECULAR
Beijar os teus olhos é soletrar
É abrir sulcos n'alma imperfeita
Semear neles cristais e âmbar
Espreitar luz que também espreita;
É rogar aos céus sem crer rogar
Implorar perfeição à jus eleita,
Eleger amar o negrume lunar
Sem fundo por uma fenda estreita.
Mas, principalmente, é reconhecer
Que sem eles não há amar, não há ver
Não há esperança, não há esplendor;
Não há dúvida, e não há certeza
Não há felicidade, nem beleza.
Não há sonho... E também não há amor!

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

10.13.2019

VÍRGULA MUTANTE






VÍRGULA MUTANTE


Era uma vez um aprendiz de jornalista por sua própria conta e risco. Começou como uma vírgula que em breve se tornou asterisco. E sempre que alguém lhe perguntava porquê, respondia: «Eis que à realidade visto, com os fatos que de mim mesmo dispo.» Porém, de maduro bebeu demais... Até que um dia, regressou à poesia, e deixou definitivamente os jornais.

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Maria José Castanho

10.09.2019

The Smashing Pumpkins - Tonight Tonight Tradução Legendado

A METAMORFOSE DA PEDRA





A METAMORFOSE DA PEDRA


Na pedra que o faz imortal
Cinzelou o beijo (de granito);
Porém, a ternura foi tal
Que a pedra se tornou grito.
Invadiu nave celestial,
Cruzou aquéns e aléns terrenos,
Tirou ânsia à humanidade.
Irados mares tornou amenos
E aos sábios deu bondade.

Mas a mim, que sou um sonhador
Arreigado e irreverente,
Pôs-me a pensar ser por amor
Qu'as pedras se fizeram gente.

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

CUMPLICIDADE MINERAL





CUMPLICIDADE MINERAL


Desce na brisa...
O ar não contamina.
É só oxigénio que desliza
Rasgado por fiapos de neblina.

Dedico-te toda a esp'rança.
E dedico-te todo o desejo
E dedico-te o dizer que balança
E dedico-te a ânsia dum beijo
Num arpejo que nos alisa
Motiva e anima
– E determina.

És minério do mesmo veio
Labirinto, em surpresas várias.
Granito, grão a grão, pleno e cheio
Sinal d'inspiração d'estrofes diárias.


Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

10.08.2019

GOTA MADURA





GOTA MADURA

As dúvidas, como as certezas
Se têm igual transparência,
São tal e qual outras belezas
Que nos incitam à coerência.

Coerência no crer e no pensar.
No sentir, esperar e no querer.
Na contemplação e no imaginar.
No fazer, comprar e no escolher.
As dúvidas são mãe da certeza
Porque ela só nasce do duvidar,
Carregando peso à leveza
Qu'amadurece, pra de vez pingar.

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

9.27.2019

Suzanne Vega - Luka - (1987) Tradução

"O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS"


   



O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS”

A jovem flor sempre brilha
Indiferente à cor do dia...
Tem a luz por sua filha
Mais do sol, se ele porfia,
Insiste ser claridade
Induz beleza no mundo
Alegre desanoitecer
Capaz de luzir e crescer
Se o negrume é cidade
Buraco negro e imundo.


A jovem flor liberta luz
Não a prende, teme ou ata...
A dissemina e destapa,
Tal a verdade traduz
O ver qu'aos olhos escapa.

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

9.24.2019

Ray LaMontagne - Empty Legendado Tradução #Musicaepoesia

À FADA DE MEUS OLHOS


   



DA MOTIVAÇÃO DA ESCRITA
                                                                           (à fada de meus olhos)


Pequena fada me segredou
Sem tampouco me dizer nada
Que quando plos olhos me dou
É por ter a alma enamorada,
Tocada já pelas suas mãos
Desfeita em promessas, preces
Poções, palavras e razões
Que só tem mesmo quem é fada,
Merece o que só tu mereces:
Beijos em todos os desvãos
Do corpo, assaz escondidos,
Com que a alma apaixonada
Une e estremece os corações;
Sonhos perpétuos floridos,
Com que pétala abandonada
Esquece os amores tidos;
Luz que brilha poro a poro
Que com os lábios percorro,
Se os olhos neles eu demoro
E renasço, se acaso morro...


Pequena fada, de voz doce
Doce jeitinho e tão gentil,
Escrevo pra que teu ser fosse
Não só duma fada... mas de mil!

Joaquim Maria Castanho

9.05.2019

ESPINHOSO DELEITE



   



ESPINHOSO DELEITE

Capricho de véspera
Tem o sol à espreita,
Que à vida áspera
Esp'rança a deleita...

Porém o verbo cresce
E torna-se natureza,
Que sonha mas esquece
O sonho por rudeza.

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

9.01.2019

Yes - soon - legendas pt - legendado - tradução

Pink Floyd - Coming Back To Life - Legendado

TOMADA DE CONSCIÊNCIA





TOMADA DE CONSCIÊNCIA


Se é tão bom gostar de ti
E melhor seja de quem for,
Não é por sentir o que senti...


Foi por ver que era amor!

Joaquim Maria Castanho

DO VALOR DO PRECONCEITO


   


DO VALOR DO PRECONCEITO

Se a burridade vira virtude
Haverá uma gente que nada sabe
Que muita coisa sabe e amiúde;
Porém, de tão rudimentar efeito
E rústica natureza, que cabe
No teor da palavra preconceito...

E pra todos os problemas do mundo
Acham ser essa a solução que resta.
Contudo eu, sem hesitar um segundo,
Digo-lhes já: «É mentira. Não presta!»

Joaquim Maria Castanho

8.15.2019

DECORO-TE






DECORO-TE

Decoro-te... És pauta de harmonia
Divina poro a poro, pálpebra a pálpebra,
Sílaba a sílaba és códice, poesia
Digital ode nesta nova álgebra
Que estrela a estrela ao céu acende.
Decoro-te que nem chave indizível
Quase refrão perfeito que não ofende
A língua, tal e qual a alma tangível
Quando se estende é real, plausível...
Tal a voz nunca se cansa de repetir nós.

Decoro-te... És flor à beira da tarde
Que inclina as pétalas, fala à gente
E sorri, sorri sempre, mas sem alarde
Ante todos os incómodos que sente.

Joaquim Maria Castanho

8.08.2019

CHUVADA INTERIOR





CHUVADA INTERIOR

Quando a poesia me acontece
Eu nunca saberei como, nem porquê,
Mas creio que ela só me aparece
Ao ler em teus olhos o que ninguém vê...

Eles dizem o esplendor do luar
Se acaso a lua brilhar tão cedo,
Que é uma adaga de prata a cortar
Silêncio ao luscofusco e ao medo.

Dizem por esse infinito profundo
Com que a alma se torna um poço sem fim
Donde a felicidade jorra prò mundo
Numa água que também me lava a mim!

Joaquim Maria Castanho 
  

7.23.2019

DISCURSO DO TRIGUEIRO AO SEU BANDO


  


DISCURSO DO TRIGUEIRO AO SEU BANDO

Aquele que morreu, era vosso irmão.
Tinha uma família que o amava
E todas as primaveras cumpriu missão
Que o destino, ou a vida lhe destinava:
Fazer ninho, alimentar filhos... – Mas em vão.

Aquele que morreu, era vosso irmão.
Não foi pra alimentar nenhuma cobra,
Não foi para alimentar nenhum gato.
Morreu sem um porque sim ou porque não,
Num desperdício de vida e de razão.
Aquele que morreu, era vosso irmão...
Em nenhum planeta há vida de sobra.

Os seus assassinos ficarão salvos
Mas nós continuaremos a ser seus alvos...
Em nenhum planeta há vida de sobra –
Aquele que morreu, era vosso irmão!

Joaquim Maria Castanho

7.04.2019

ESPELHO DE ALMA


AI TÍLIA, TILIAZINHA





AI TÍLIA, TILIAZINHA!

Já quando esta tília
Era menina, pequenina
E inocente, tinha família
Entre flores e demais gente.

Para mim, ao lembrar-me dela
Faz-me ela vários reparos,
Além do de ser útil e bela,
Chá de sabor e aroma raros.

Mais me disse que não conto
E acerca daquela grade,
Onde esperei feito tonto
Muitas vezes, às três da tarde.

Joaquim Maria Castanho

7.03.2019

LÁGRIMA INCANDESCENTE


   



LÁGRIMA INCANDESCENTE

Transpira-me a alma por fora
Envelope lacrado a pele,
Gota a gotejar, se expele
É gotícula que evapora.
É sinal do âmago, limo,
Cristal, pura transparência
Quando a alma vem ao cimo
No oceano da ausência.
Se desse refúgio aflora
Dá alvissaras a quem a zele,
Promete que não irá embora.
Geme como fado canalha.

Se a afagamos, estremece.
Se a sopramos, logo voa.
Mas quando a sede nos calha
Ganha tanta febre e aquece
Que bebê-la viva... – magoa!

Joaquim Maria Castanho

6.26.2019

DOÇURA DE ONTEM...






DOÇURA DE ONTEM...

O segredo da longa vida
É degustar essa magia,
Que a fada preferida
Terá feito n'outro dia.

Joaquim Maria Castanho

VOO SEMINAL




VOO SEMINAL

Espera por ti sem menor esperança
Adjetivos novos, advérbios nos pés.
A cada passada, os braços balança
Os olhos sem suspiro algum
O grito adormecido
Ondulando de lés a lés,
Banhado por luz sem zunzum
Nem eco, estampido nenhum.





E se nesse entretanto
Houver um princípio sem fim
Ou o pintalgar da terra, cujo manto
Seja tão colorido como o espanto,
Não estranhes, nem também te sobressaltes
Com estampados de barro e esmaltes:
As flores do meu jardim
Foi uma ave que as semeou;
E se hoje ele está assim,
É por ter sonhado que voou.

Joaquim Maria Castanho

6.23.2019

RECURSO INESGOTÁVEL


  


RECURSO INESGOTÁVEL

Agarro o verbo substantivo
Vivo abstrato mas sem contrato
E dou-o àquela pra quem vivo
Ramo de rosas riscado a rato.
É uma joia (sem quilate exato)
Preciosa sem preciosidade,
Libra cunhada, artesanato
Que a alma esculpe pla idade.

Porque esse cinzel inaudito
Que aprova, reprova e desbasta,
É o recurso mais expedito
Que o amor usa... – mas não se gasta!


Joaquim Maria Castanho

6.21.2019

FATO DESMEDIDO




FA(C)TO DESMEDIDO


As fardas e capas tapam
Escondem os infinitos
Sorrisos mágicos, ritos
Onde lindos corpos ousam
Soltar os próprios gritos...

Mas o que mais me dana
Põe a alma desnorteada,
É amar aquela paisana
Que vejo sempre fardada!


Joaquim Maria Castanho

6.20.2019

SALTOS ALTOS


   


SALTOS ALTOS

Pediu as horas, mas deram-lhe o dia.
Pediu demora, mas deram-lhe pressa.
Todavia uma espora na alegria
Esporeou-a para nova promessa.

Coou sons, amputaram-lhe a melodia.
Esperou a espera, mas não era essa.
E aconselharam-lhe mais ousadia...
Partiu então, só, como quem regressa.

A esperança nascera-lhe da agrura.
Desilusão foi tempero de salada.
Contudo, e como pisava segura
Se alguém reparou, não disse nada.

Cresceu alguns centímetros... Foram poucos.
Mas se anda e meneia... – Deixa-nos loucos!

Joaquim Maria Castanho

6.18.2019

LUMINOSIDADES INTRÍNSECAS




LUMINOSIDADES INTRÍNSECAS

Fantasias...
Fantasias toda gente tem;
Mas realidades fantásticas...
– Ninguém.

Nalguns dias
Alguém escreve versos em nós;
Flores são esferográficas...
– Também.

Têm tinta na voz.
E se,porventura, nos veem sós...

– Aí vêm!

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

6.16.2019

Marie Laforêt- Ciccerenella (Naples) 1968

Edith Piaf, Marlene Dietrich, Louis Armstrong & Mireille Mathieu in La v...

gilbert becaud ET MAINTENANT 1962

CÂNTICO GÓTICO





CÂNTICO GÓTICO


Encantadas ou desencantadas almas
Confirmam-se e configuram-se alvas
Violáceas entre violetas e malvas
Marmóreas entre ciprestes e palmas
Que entre pacóvios se pavoneiam...

Baixar o nível para ser entendido
Não demonstra sabedoria nenhuma,
Sequer diz ser a humanidade só uma...
É dar esperança ao vadio vendido,
Premiá-lo pla falta d'estudo tido.

Ignorar não é suma sabedoria
Nem diploma que os canudos norteiam;
E, muito menos, saque aos que saqueiam


Apenas mata caça quem melhor porfia!


Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

6.12.2019

A MAGIA JÁ NÃO É UM SUPOR...







ÉS MÁGICA SEJA ONDE FOR

Fico suspenso mas arrebatado
A alma em órbita plo infinito...
Se eu te vejo em qualquer lado
Encantamento deixa de ser mito!

A vida é simples, e sem atrito;
Sem causas obscuras nem doentias.
Acaba-se o que já fora começado
E começa-se sempre com cuidado.
Então inventa-se futuro aos dias
Pintando cada qual com a sua cor.
Os sorrisos nascem, nascem poesias
Nascem esperanças, e nasce o amor.

Mas se te vejo em qualquer lado
A magia deixa logo de ser supor!

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

INTEGRIDADE POÉTICA


   


INTEGRIDADE POÉTICA

Os poemas, quando verdadeiros
Resistem aos silêncios e amuos
Aos junhos, abris e fevereiros
Aos torpores azedos e recuos
Sem se melindrarem nem pedir perdão.
De olhos em frente, fincam os pés no chão
Arredam adversidades várias
E bastam-se a si, eficazmente,
Cobrindo-se de rimas primárias
E sentimentos avulso, dispersos.
Nunca acatam sílabas ordinárias.
Aprumam-se em medidas contidas
E até se abreviam cordialmente.

Só em último caso viram versos
Ou s'entregam a repetições perdidas!

Joaquim Maria Castanho

6.10.2019

ACERCA DA ESPUMA DOS DIAS


   



ACERCA DA ESPUMA DOS DIAS

Hoje, foi como se o dia
Nascesse assim por magia...
Desde quando te não via?
E eis que de repente, zás:
Olho em frente e ali estás.

Não há comparação alguma;
Todos os dias são diferentes.
Mas eles têm sempre espuma
Feita de bolhinhas e repentes!

Joaquim Maria Castanho

6.09.2019

TUFO NA MARGEM...


   


TUFO À MARGEM

Digo-me tão pouco às vezes
Principalmente se me não vês,
Que as horas parecem meses...
Horas bem maiores que o mês.

Calada, és muralha, forte
Intransponível prò meu gostar,
Que eu, tufo, à sede, na morte
Fico na margem sem me molhar,
Sem beber dessa água pura
Que a vida traz do teu olhar
E fecunda alma se madura.

Digo-me tão pouco se me travas...
O verso brota ressequido!
Poemas são só ervas bravas
Sem palavras na margem do ouvido!

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

6.02.2019

ÁPICE E VERTIGEM


   



ÁPICE E VERTIGEM


Rápido, rápido, rápido
O sonho pousou,
Trazendo ternura consigo;
Doce, suave e ligeiro,
Que o amor é sempre o primeiro
Pra quem deveras amou.

O céu estremeceu,
O grito suspirou...
Porém rápido, rápido, rápido
Meu coração bateu:
Irrompeu de quem sou,
E nunca mais foi meu!

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

6.01.2019

CABELOS DE FADA

  


CABELOS DE FADA


A poesia é um esgar absoluto
Sobre um ponto concreto, particular,
Qualquer coisa como o produto
Da célula que se partiu pr'amar
– Almas gémeas plurissemelhantes,
Siamesas separadas mas amantes... –
E, assim, duplicada, cria afeto
Gera aí a sua própria geração,
Eleva sua estirpe a outro teto
Onde o incondicional é condição.

Nada escolho sem que ela o dite
Qu'ela quer com crer de fada e de mulher
E afirma de forma que acredite
Polvilhando com pétalas de bem-me-quer
Penteados aos dias maravilhosos...

A poesia é uma fada cujos cabelos
São versos de seda duma cor qualquer,
Que dançam singelos porém luminosos
Enternecendo olhares, dias, novelos
Que se desfiam tecendo horas à mulher.

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

5.21.2019

CHUVA LACRIMAL


   


CHUVA LACRIMAL


Ponh'os lábios na brisa da tarde
Que afagou teu cabelo preso
Pra beijar o silêncio que arde
Caiado d'azul celeste, ileso.
E, assim retido, posto a sonhar
Deixo a alma ganhar seu peso
Pra com ela pousar os pés na terra,
Fluir d'água que nuvem encerra
Mas que o sol impede de gotejar.

Tal sou eu, quando passas perto
E, sequioso como um deserto,
Não permites sequer contigo falar!

Joaquim Maria Castanho

5.19.2019

A GRANDE DIFERENÇA





TUDO TERIA SIDO TÃO DIFERENTE


Toca de leve nos meus sentidos:
Clica aqui, clica ali, clica acolá.
E os sonhos disparam desmedidos
Nuns beijos que te dei...
Mas tu não estavas lá!

A sede não tem fontes, não tem marés,
Não tem mares, não tem rios, não tem céu.
Pisa as areias das almas sem ter pés.
Põe nossos tímidos corações ao léu.

Beijo-te os lábios à distância...
Pequenos passos que só o olhar dá,
Como sílabas em metros de ânsia
Restos duma infância
Que não fui, nem sei...
Porque tu não estavas lá!

Joaquim Maria Castanho

5.15.2019

INQUIETAÇÃO





INQUIETAÇÃO...

Embora “novo” ambiente
(Menos mórbido e triste)
Onde o olhar diferente?
Onde para a nossa gente?

Será que ainda existe?!

Joaquim Maria Castanho

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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