12.12.2016

HOJE ENTREI EM ÓRBITA






HOJE ENTREI EM ÓRBITA 

Vou, ao arrepio do tempo 
(Cultivador de maturidade), 
Enquanto as folhas e vento 
Semeiam outonos na cidade, 
E pintam a amarelo-torrado
Esses outros rodapés plo chão 
Que esperam no Natal gelado
De caramelo cremado a nevão, 
Percorrendo passo após passo
Erguido acerca do que faço
(Botaréus e socalcos de ilusão, 
A espécie de véu e melaço
Que é a goma dos simples dias
Em que reverdecem as poesias, 
Senão todas, mas principalmente 
As que nascidas por encontrar-te 
Descendo a rua com tua amiga/
/Colega, são essência da arte
Presença e parte suficiente, 
Além de precisa), grão e espiga
Desse cereal, único âmbar 
Sentidos e sentimentos, unidos
Num só, sem o juízo, sem julgar
Que os tornaria empedernidos, 
Contrafeitos ou presumidos, 
Antes do ser na alma os acatar… 

Vou, dizia, passo após passo 
Sem pensar em que pensar, e então 
De repente ali, na minha frente, 
És traço, e és ponto, e és traço
De um morse que só o coração 
Ouve – e fico a girar no espaço. 

Joaquim Maria Castanho

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

Arquivo do blogue