9.29.2018

ÁGUA BENDITA




186. 
ÁGUA BENDITA 



Digo-me, 
Da sombra do céu sobre mim
Quando me sento na relva
Escuto flores. 
Cognome 
Do que era princípio, será fim 
– O verbo atravessa a selva
E brilha entre demais cores. 


Mas da eficácia do chão
Evola murmúrio de água. 
Para elas, é mais que pão. 
Pra mim… Remédio prà mágoa! 

Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

TRIGO LÍQUIDO




185. 
TRIGO LÍQUIDO 



Rebelde e trigueiro 
Já desci para a fonte,
Que eu cresci no outeiro
Mas também nasci num Monte
Onde aprendi primeiro
As cores do horizonte
Que o devir não eclode 
Dum repuxo cristalino, 
Nem brinc’ao escond’esconde
Como se fora menino… 


É espiga de mármore
A verter líquido puro, 
Regando cada árvore
Qu’edifica o futuro! 


Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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