4.15.2015

Perguntaram-me o que penso acerca das eleições? Ah! Então cá vai!



O LENHADOR E A MATA
Por JUSTINIANO JOSÉ DA ROCHA
(Imitadas de Esopo e La Fontaine)


Descuidando-se um dia, um lenhador quebrou o seu machado, e assim desarmado, deixou em sossego as árvores. Por fim, muito humilde e choroso, foi pedir-lhes que lhe emprestassem um galho, com que pudesse fazer um cabo para o seu machado, declarando que era o único recurso com que ganhava, suando e lidando, o parco alimento de sua numerosa família; dessem-lhe o precioso cabo e prometia não trabalhar mais nessa mata, e respeitar todas as suas árvores e arbustos; não lhe faltaria em que ocupar-se. Movidas de tanta dor e tanta súplica, confiadas em tão positiva promessa, até as árvores deram o pedido galho. E logo o lenhador pôs ao machado um cabo, novo e forte, e logo viçosos galhos, troncos robustos caíram ao afiado gume do machado, que pouco tempo deixou às árvores para chorarem arrependidas a sua crédula benignidade.


(MORALIDADE: Quantos se servem do benefício em dano imediato do benfeitor! Mas é de louco dar-lhe meios de continuar a fazer mal.)  

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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