5.25.2006


22 DE MAIOTimor-Leste: Verdes apoiam envio da GNR desde que seja feita "no quadro da ONU"

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) manifest ou hoje o seu apoio à intenção do Governo de enviar um contingente da GNR para T imor-Leste, mas salientou que "qualquer intervenção só pode ser feita no quadro das Nações Unidas".
"O envio de um contingente armado para outro país é sempre o último rec urso (...) Mas, neste caso, a iniciativa partiu do presidente de Timor-Leste, Po rtugal não deve virar as costas", justificou o deputado do PEV Francisco Madeira Lopes, em declarações aos jornalistas no Parlamento.
Para Madeira Lopes, "é menos mau" que o Governo tenha optado pelo envio da GNR em vez de enviar para Timor-Leste um contingente militar.
"Seja qual for a intervenção, só pode ser feita no quadro das Nações Un idas", ressalvou.
O deputado apelou ainda ao Governo para que proceda a diligências junto da ONU no sentido de ver aprovada uma moção sobre a situação de Timor e, por ou tro lado, que salvaguarde a situação dos portugueses no território.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje de manhã que Portugal enviará um contingente da Guarda Nacional República (GNR), no quadro de uma mis são internacional, para auxiliar Timor-Leste a resolver a repor a ordem pública no país.
"A força que Portugal enviará será da GNR", esclareceu o primeiro-minis tro em Alverca, à chegada à Escola Secundária Gago Coutinho, onde presidiu à ass inatura de um protocolo de formação profissional entre este estabelecimento de e nsino, a autarquia de Vila Franca de Xira e as Oficinas Gerais de Material Aeron áutico (OGMA).
José Sócrates recusou-se, no entanto, a precisar o número de elementos que serão envolvidos na missão internacional em Timor-Leste.
De acordo com fonte do Governo, o envio de um contingente da GNR, que n ão é uma força militar, não carece de parecer favorável por parte do Presidente da República, Cavaco Silva, mas o primeiro-ministro afirmou que já consultou o C hefe de Estado sobre a situação ao Timor-Leste.
As autoridades de Timor-Leste solicitaram hoje a Portugal, Austrália, N ova Zelândia e Malásia o envio de forças de polícia e de militares para o país, face à deterioração da situação de segurança devido a confrontos entre militares revoltosos e as forças armadas e a polícia, que nos últimos dois dias provocara m pelo menos quatro mortos.
SMA/PMF.
Lusa/Fim
DIA MUNDIAL DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA
No dia Mundial da Diversidade Biológica e após a realização em Março, da 3ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança e da 8ª Reunião das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica, o Partido Ecologista “Os Verdes” não pode deixar de salientar a importância crescente que deve assumir a preservação da diversidade biológica ao nível das diferentes políticas, como factor insubstituível num desenvolvimento sustentado e como riqueza inalienável do legado às futuras gerações. Importa por isso alertar que muitos dos factores de perda da diversidade biológica, estão hoje identificados como resultantes das acções do Homem, relacionados com a destruição, degradação e fragmentação dos habitats naturais.
É neste contexto de preocupação que vimos surgir o cultivo de milho geneticamente modificado em Portugal, com a desconcertante irresponsabilidade do actual Governo Sócrates, ao permitir a realização de um segundo ano de culturas de transgénicas, sem tão pouco ter definido aquilo que deveriam ser Zonas Livres de Transgénicos ao nível do País e a criação de Fundo de Compensação que possa cobrir os prejuízos resultantes da contaminação acidental das produções tradicionais.
A poluição genética e a consequente perda de património genético serão uma realidade, se nada se fizer para travar o cultivo de culturas geneticamente modificadas. Um recente estudo realizado pela Greenpeace em Espanha, que desde 1998 que cultiva milho GM, dava conta de ter encontrado contaminação sem precedentes ao nível da sua agricultura tradicional. Só de facto quem está interessado e ganha com a entrada dos transgénicos na agricultura pode afirmar que o milho transgénico e convencional podem coexistir. Numa altura em que os problemas de alergias são uma preocupação crescente para tantos cidadãos, torna-se de facto ridículo fazer crer as pessoas que os pólens de milho pouco ou nada circularão e que bastará uma fileira de 24 linhas de milho tradicional para impedir qualquer contaminação.
Portugal é de facto um país com um conjunto importante de variedades tradicionais de milho que urge preservar, tendo em conta a sua tipicidade e características impares, que num quadro até das alterações climáticas são de extrema importância preservar, tal como amplamente foi reconhecido na Conferência do Rio, que considerou a preservação da diversidade biológica como um seguro face às alterações do ambiente.

O Gabinete de Imprensa do Partido Ecologista "Os Verdes"
21 de Maio de 2006

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