12.10.2003

OFERENDA



Ler é compreender; e compreender é criar.

Albert Camus





Talvez que escrever um livro seja pouco!...

Quem sabe?! Mas lê-lo é muito mais

Se a cada momento de soletrar rouco

O leitor, o escritor e o homem se tornarem iguais.





Em si próprios, perto da aventura,

Rés da esperança, filhos de si mesmos;

Sem pais –

Numa orfandade que não perdura

Mais

Que o ínfimo momento em que nos esquecemos

Que somos fulanos tai$!...





Ou belos, ou feios, ou reais.

Ou assim, ou assado e frito,

Mas que a cada sentimento nos damos fiéis

Sem saber como nem porquê,

Como se fosse cada um que lê

Aquele que o tivera escrito!



(Nota: Este poema e muitos mais podem ser lidos e/ou copiados/impressos, na página www.gatomontez.no.sapo.pt que é igualmente um "sítio" dos nossos Leitores. Quem sabe se aí se encontrarão novas versões de histórias muito antigas!... Quem sabe?!)

Malta!
Durante a tarde de hoje, dia 10, passará continuamente no átrio da Biblioteca Municipal a versão DVD do THE PARIS CONCERT FOR AMNESTY INTERNATIONAL, como entrada ou aperitivo para a sessão da Comunidade de Leitores. Quem quiser aparecer, não se evite, e traga quantos entender por bem!... A Liberdade agradece!
Olá, amigo Castanho:

Como não posso estar presente no dia 10 na comunidade de leitores, junto envio uma cópia das páginas 22 e 23 de "Viver para Contá-la"de G. G. Márquez, numa tradução de Maria do C. Abreu e edição do Círculo de Leitores em 2003.
O autor narra neste primeiro capítulo desta obra auto-biográfica a sua viagem a Aracataca, sua terra natal, com a sua mãe que quer vender a casa de família. É, também, uma viagem a memoria, da infancia nessa casa, e, em geral, da historia da própria família, que apresenta diversas semelhanças com o romance "Cem Anos de Solidão".
Assim é o caso do massacre dos trabalhadores da companhia bananeira na praça central, que terá causado três mil mortos.
Fica, também, esta consideração para o dia da cidadania, de uma altura em que os direitos dos cidadaos, aparentemente, não existiam, nem mesmo o direito à vida e à dignidade do trabalho.
Abracos,

Joao Paulo

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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