9.22.2016

TROVA DO SENTIR PERENE




TROVA DO SENTIR PERENE 

Tenho poema a periquitar
Plos olhos que há pouco vi, 
Tão lindos, que ‘tou a pensar
Que foi por eles que nasci. 

São avelãs de bem-querer
(Maduros sonhos cerzidos), 
Capazes de nos meus ver
Como eles andam perdidos.

Prós ver e neles acreditar; 
E sonhar vê-los agora aqui, 
Num poema quase a chegar
Tão-só por me lembrar de ti. 

São avelãs de bem-querer
(Maduros sonhos cerzidos), 
Capazes de nos meus ver
Como eles andam perdidos.

Numa tão nobre perdição
Que não se vêem sozinhos, 
Tendo feito do coração 
Seus próprios caminhos. 

São avelãs de bem-querer
(Maduros sonhos cerzidos), 
Capazes de nos meus ver
Como eles andam perdidos.

Rotas ou descobrimentos
No alinhado meridiano, 
Plo qual os sentimentos 
Dum dia valem todo ano. 

São avelãs de bem-querer
(Maduros sonhos cerzidos), 
Capazes de nos meus ver
Como eles andam perdidos.

Joaquim Maria Castanho 

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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