2.06.2017

BURACOS NEGROS




BURACOS NEGROS

A tua ausência vinca e marca
Como um órgão que me falta; 
E nos lugares onde não estás
A essência é fugaz – e parca…
Por visitá-los, sou torturado
E decepado de parte de mim,  
Eco dum pesadelo acordado, 
Visão de delírio e febre ruim.
Fico objeto, e ser inanimado,
Atrofiado numa dor sem fim. 

Que os lugares onde não estás
Gritam e rasgam-me os sentidos; 
E abrem crateras, ácidas e más
Onde os sonhos são consumidos. 

Joaquim Maria Castanho

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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