5.17.2006

LUSA. Temas: política portugal partidos X Convenção Nacional de "Os Verdes" marcada para 26 e 27 de Maio em Lisboa
X Convenção Nacional de "Os Verdes" marcada para 26 e 27 de Maio em Lisboa
Lisboa, 16 Mai (Lusa) - O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) marcou p ara 26 e 27 de Maio a sua X Convenção Nacional, que irá debater as "emergências de intervenção" ambiental e pretende afirmar o partido como "voz imprescindível" na sociedade portuguesa.
Com o lema "Lugar aos Verdes, hoje e sempre", a X Convenção Nacional Ec ológica reunirá cerca de 250 delegados e outros tantos convidados, durante os di as 26 e 27 de Maio, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Em declarações à Agência Lusa, Manuela Cunha, da comissão executiva, fr isou que a X Convenção Ecológica pretende ser "um momento de afirmação do PEV co mo partido cuja voz é, face ao quadro eco-político actual e perspectivas que se adivinham, cada vez mais imprescindível".
"A lógica da governação de sucessivos governos tem sido atender a quest ões economicistas de curto prazo, não apostando em políticas sustentáveis no sec tor energético, de transportes, na política da água", criticou, lamentando que P ortugal seja "o país da Europa que mais contribui para aumentar a emissão de gas es de efeito de estufa".
"As políticas ambientais têm sido fachadas de decoração para mostrar qu e Portugal é um menino bem comportado na União Europeia, mas depois nunca há, ou há muito poucas, medidas concretas para melhorar o ambiente", considerou.
Depois da eleição do conselho nacional, no dia 27 de manhã, os particip antes na convenção irão debater "as "emergências de intervenção ecologista" com especialistas na área do ambiente, com destaque para "o nuclear, o ordenamento d o território e a política de transportes", disse Manuela Cunha.
"Agora, há em Portugal um 'lobby' que defende o nuclear. Como é que é p ossível defender o nuclear num país em que ainda não foram seladas todas as mina s que têm resíduos tóxicos a céu aberto com consequências gravíssimas para a saú de das populações?", criticou.
Com "cerca de 5000 militantes" segundo disse Manuela Cunha, o PEV "tem vindo a reforçar nos últimos anos a sua intervenção política dentro e fora da As sembleia da República", onde se estreou no final da década de 80 com a aprovação da protecção do lobo ibérico e da instituição das primeiras praias de nudistas em Portugal.
Desde a sua criação, em 1982, o PEV concorreu às eleições sempre em col igação com o PCP (CDU) e pontualmente em coligações alargadas a outros partidos em autárquicas.
"Como todos os casamentos, [a coligação eleitoral com o PCP] só se mant ém enquanto os parceiros quiserem e o direito ao divórcio existe", disse Manuela Cunha, acrescentando que a política de alianças "é discutida apenas nos momento s pré-eleitorais" sendo "pesados os prós e os contras" de o PEV concorrer sozinh o ou em coligação.
"Não nos temos sentido usados no quadro da CDU. Temos mantido o nosso g rupo parlamentar e não temos perdido expressão na sociedade", frisou.
Apesar dessa aliança privilegiada, a dirigente ecologista destacou, no entanto, que "Os Verdes" são "mestres em procurar convergências", sobretudo na A ssembleia da República, onde só têm um deputado e uma deputada.
"Se não procurássemos convergências com os outros partidos, e não só co m o PCP, nunca veríamos os nossos projectos aprovados. E nas votações, nem sempr e votamos como vota o PCP", disse, dando o exemplo da recente aprovação da lei d e bases da protecção civil, que mereceu o voto favorável do PEV e a abstenção do s comunistas.
SF.
Lusa/Fim

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