4.24.2006

CONTRA A DEPENDÊNCIA DO PETRÓLEO

“OS VERDES” RELEMBRAM: É PRECISO APOSTAR NA DIVERSIFICAÇÃO ENERGÉTICA




A nova crise do petróleo, que tem vindo a ser anunciada com grande insistência, com subida do preço do barril, tem servido de ameaça para o aumento generalizado do custo de vida em diversas frentes.



Ao longo dos anos o desenvolvimento social, industrial e económico foi feito refém do petróleo que para além das graves consequências ambientais que daí resultaram, das quais as alterações climáticas são as mais alarmantes neste início de século, tem agora, como no passado, uma mostra das tensões internacionais, sociais e de conflito permanente, com tendência para piorar à medida que forem escasseando os recursos e agudizando os conflitos. O nosso país não é excepção e as consequências por tardar em apostar na diversificação energética, serão cada vez mais gravosas.



“Os Verdes” sempre defenderam uma cada vez maior independência do petróleo e um modelo diferente de desenvolvimento:



· apostando em fontes energéticas diversificas, como seja a eólica, solar, das ondas, nos biocombustíveis, na biomassa;



· apostando na qualificação das redes de transporte públicos com preços socialmente justos, invertendo o aumento da utilização dos automóveis individuais e apostando no ordenamento da circulação viária;



· pela criação de alternativas de mobilidade, como seja o uso da bicicleta em segurança, criando para tal uma rede nacional de pistas cicláveis;



· pela aposta no transporte ferroviário;



· promovendo medidas de ordenamento do território e de organização urbana, para reduzir a distância casa-emprego, reduzindo a necessidade de transporte e subsequentemente do petróleo;



· promovendo a produção local como medida de redução do transporte de mercadorias, principalmente bens alimentares, tem outro efeito positivo que é o estímulo da economia local e também nacional.



O Gabinete de Imprensa

Lisboa, 21 de Abril de 2006

4.21.2006

A CIDADE DOS FURIMENTOS


As máquinas abrem furimentos na cidade.
Não descansam e abrem furimentos
mais furimentos, muitos furimentos.
Depois os homens tapam os furimentos
e as máquinas abrem os furimentos outra vez.
E os homens ficam cansados e as máquinas não.
Mas os homens não podem parar e descansar
porque as máquinas não descansam e não param.
E as máquinas abrem, abrem, abrem os furimentos
e os homens tapam, tapam, tapam os furimentos


mas um dia qualquer ficam lá dentro tapados
pelos homens novos que vêm tapar


os furimentos.


Constança Parelho
(Portalegre, 05.04.2006)


A RAZÃO QUADRA(DA)


A razão não se perde
A razão não se ganha,
É chama que nos arde
Na luta contra a manha!

4.20.2006

Maduras & Detonadas
(Retratos do Portugal dissolvente)
Por Joaquim Castanho
osverdes.ptg@gmail.com


Defeitos de coluna?

Acho bué de estranho haver pessoas que, se são conhecidas publicamente e merecem honras de coluna de opinião nos jornais de referência nacionais, é precisamente por serem políticos e terem assumido algum protagonismo nos seus partidos, por terem feito algo que os identificou para lá da sua classe profissional, da sua rua, bairro, etc., logo que algum jornal lhe pede opinião publicável se apressam a colocar a etiqueta de Fulano Tal – Professor, ou Cicrano Tal – Jurista, e assim por diante, como se temessem que lhe não pagassem pelas opiniosas sentenças se após o nome não houvesse nada ou apenas aquilo por que é conhecido: militante do partido X. Será que querem marcar a diferença pela qualidade profissional em detrimento da de político ou, ao contrário, têm medo que o partido lhes passe correctivo se disserem o que pensam e não o que o partido decretou que deviam pensar os militantes?... Não percebo!
Quer dizer: se ninguém deixa de ser militante do seu partido para ir escrever nos jornais, então porque é que toma “personalidade” diferente logo que pega no Word da sapiência? Será porque lhe estão a pagar a consulta de jurista quando emite o seu parecer sobre a inconstitucionalidade do imposto tal? Ou o busílis é outro e, para lhe poderem pagar, visto que político não deve ter recibo verde, quando opina fá-lo não por defesa deste ou daquele ideal, estratégia, bem comum, necessidade de esclarecimento, mas sim para ganhar algum por fora, que a vida custa a todos e sobretudo a qualquer político, coitadinho, que muito mal ganha e poucas ajudas tem? Querem fazer propaganda com estatuto de parecer técnico? Ou querem enganar quem lê, passando-lhes a perna das ideias, na hipótese de lhe desconhecer o vínculo? Ou a pecinha serve para se demarcar dos seus colegas de profissão e assim fazer um pouco de publicidade indirecta ao seu escritório?
Sinceramente, continuo a não perceber… Mas deve ser defeito meu, que até aos pseudónimos nego grande honestidade e competência. Ou, se calhar é simplex de alinhavar coreografias do progresso, planos de singrar noutras lavouras, que aos homens do campo não enche o cantil! Nem mata a sede.

Maduras & Detonadas
(Retratos do Portugal dissolvente)
por Joaquim Castanho

osverdes.ptg@gmail.com

Vão-se os tempos ficam os trapos

Isto de tentar perceber as coisas é um negócio complicadex que não prace a ninguém... Por exemplo, se um simples atestado multiuso de grau de incapacidade, pessoal, individual, que nunca lesará outrem ou afectará a saúde pública, tem uma duração de validade de cinco anos, porque é que um relatório acerca do processo e dos efeitos da co-incineração de resíduos em articulação com os CIRVER feito em 2000 há-de estar ainda actualizado em 2006, e sobre uma matéria que se manterá operante muito para além desta data? Não acredito; e ninguém bem intencionado pode aceitar isso como definitivo, mesmo que as consequências dessa decisão estejam longe do seu bairro e dificilmente a afectem. A aferição dos impactos sobre a saúde pública (e o ambiente) dos processos de queima dos RIP (resíduos industriais perigosos) não se pode fazer com idêntica ligeireza e irresponsabilidade com que se tratam as incapacidades crónicas, quer elas sejam ocasionadas por sequela de moléstia ocorrida ou congénita.
É imprescindível a criação de um Grupo de Avaliação Médica (GAM) que dê continuidade (avalie e actualize), ao trabalho iniciado pela Comissão Científica Independente (CCI) e Grupo de Trabalho Médico (GTM), no sentido de à luz do Protocolo de Quioto, que só entrou em vigor há um ano, logo não contemplado pelo relatório da CCI, e dos conhecimentos científicos actuais se possam manter as experiências de vigilância epidemológica que a actividade de queima dos RIP exige em todos os paises desenvolvidos do mundo, que respeitam os tratados internacionais que assinam, a qualidade de vida, o meio ambiente e a saúde dos seus concidadãos. Compreendido?

Quando se quer, pode-se

É do conhecimento público que o QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional, que congrega os fundos comunitários e contrapartidas nacionais, e vem substituir o Quadro Comunitário de Apoio III), irá privilegiar os projectos intermunicipais e regionais face aos avulsos concelhios. Portanto, que tal se agíssemos em conformidade com o próximo ciclo de fundos europeus (2007-2013) e atempássemos o processo de aprovação construção de um canil/hospederaia/hospital intermunicipal que venha resolver a evidente falta de estruturas e respeito pela vida de todos os animais, incluindo os nossos "amores" domésticos que abandonamos e aviltamos assim que deixam de ter gracinha. Era uma hipótese de os políticos da região provarem que só são adversários durante o período eleitoral, que no mandato pugnam sim pelo bem público, e que cairia que nem ginjas no seio dos adeptos da coexistência possível. Porque nem só de estradas vive o homem!

E o "Porto" aqui tão perto

Às vezes, nem é necessário ir muito longe na busca de boas práticas e condutas de harmonização social, no sentido de se edificarem as unidades urbanas de forma sustentável e para todos. O exemplo disso é a Câmara Municipal de Estremoz que anunciou no dia 4 pp um projecto de intervenção nos espaços públicos com vista a facilitar a acessibilidade e mobilidade para peões e veículos, intitulado Mais Mobilidade, Mais Cidade que prevê a eliminação das principais barreiras arquitectónicas e urbanísticas que encavalitam a cidadania nos socalcos da parvoíce.
De salientar igualmente que a nomeada edilidade prepara a sua adesão à Rede das Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos e apresentará candidatura ao projecto Mobilidade Sustentável, de autoria e responsabilidade assente no Instituto do Ambiente, com apoio da Associação Nacional de Municípios. (O que, em abono da verdade, nem se percebe lá muitíssimo bem... Então, se ninguém pagou às câmaras e demais organismos públicos para ali porem esses obstáculos à circulação e mobilidade de pessoas e transportes, por que é que agora temos de ser nós todos a financiar, pagar, ser explorados, com a sua remoção? Esta coisa de plantar monos à porta de cada um e depois pedir-se-lhes dinheiro para de lá os removerem, é uma intrujice das antigas, não haja dúvida! Mas que continua a render verbas em projectos e programas especiais... Realmente, o crime compensa... Irra!, que é de asininos!...)

Regabofe e Grande Farra, filmes de outrora

A ignorância não se perdoa. Sobretudo porque nos tempos de hoje só o é quem quer. Ninguém precisa de ser doutorado para raciocinar com lógica e sensatez. (O conhecimento está à distância de um clique.) Como também não é líquido que o facto de se possuir um canudo se fique directamente habilitado para fazer ou pensar seja o que for. Um curso, um diploma, é um instrumento de trabalho, não um salvo-conduto de direito à preguiça (mental). Entendidos?
Daí – ou daqui –, que não perceba bem por que é que os partidos e seus partidários nos querem convencer que um indivíduo formado é melhor cabeça de lista do que qualquer indiferenciado... Acaso o médico vai exercer medicina na autarquia se for eleito para ela? Ou um engenheiro engenharia, se entrar para deputado na Assembleia da República? Ou o trolha construir paredes se for para ministro da Obras Públicas?
Afinal, o que é que tem a ver o cu com as calças? Paridade, sim; igualdade, igualmente; caganeirice, não.

4.12.2006

Co-incineração:"Verdes" acusam Governo de negligenciar problema de saúde pública

Lisboa, 11 Abr (Lusa) - "Os Verdes" estão preocupados com os efeitos da co-incineração sobre a saúde pública e querem que o ministro do Ambiente preste esclarecimentos sobre este processo, num debate de urgência agendado para quarta-feira na Assembleia da República.
"O Governo tem de prestar esclarecimentos aos deputados sobre a decisão que tomou", frisou a deputada do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), Heloísa Apolónia , acusando o executivo de colocar "a vertente economicista à frente da saúde e do ambiente".
Em declarações à agência Lusa, Heloísa Apolónia afirmou que as conclusões do estudo encomendado pelo Governo, que apontam para a possibilidade de co-incinerar resíduos industriais perigosos (RIP) nas cimenteiras ou em outras instalações industriais, "não surpreenderam ninguém".
"Antes de ser conhecido o resultado, o primeiro-ministro José Sócrates, já tinha anunciado a intenção de avançar com a co- incineração em Souselas (Coimbra) e no Outão (Arrábida)", frisou.
Para "Os Verdes", existem "dados preocupantes", relacionados com uma avaliação epidemiológica que apontou para a prevalência de determinadas patologias em Souselas e Maceira, que não foram tidos em conta.
"O relatório de actualização do processo de co-incineração [pedido pelo Governo aos membros da extinta Comissão Científica Independente] descura completamente o problema da saúde pública", salientou.
Para Heloísa Apolónia, os problemas em termos de saúde prendem- se com os efeitos cumulativos da libertação de dioxinas durante o processo de queima, mas não se detectam no curto prazo, exigindo, por isso, uma análise rigorosa sobre o seu impacto a médio e longo prazo.
"Há seis anos, quando a CCI abordou os efeitos sobre a saúde pública concluiu que a nível internacional os dados eram insuficientes, logo não devia haver efeitos perversos. Isto não tem qualquer rigor científico", criticou a deputada.
"Os Verdes" temem também que a co-incineração se venha a tornar na "componente principal" do tratamento de RIP, reduzindo o potencial dos CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos).
"Primeiro, o Governo dizia que só 12 por cento dos RIP seriam queimados. Neste momento, o ministro já fala de 10 a 20 por cento e o relatório de actualização dos «amigos cientistas» refere que a percentagem pode ir até aos 30 por cento", explicou Heloísa Apolónia.
Os ecologistas entregaram no passado dia 14 de Março na Assembleia da República um projecto de lei para suspender durante seis meses o processo de testes de co-incineração para avaliar os riscos da queima de resíduos para a saúde pública.
RCR.
Lusa/fim

4.11.2006

Boomerang em Marvão


Das ameias te odiei
Como se fosses única debaixo do céu…
Mas com tanta força em mim te matei
Que mal notei
Que assim, no final, quem morria era eu!

4.04.2006

31 de marzo de 2006

No a la incineración. Si a la reducción y el compostaje

1.-Diversas entidades vascas [1] y del Estado español, iniciamos con diferentes actividades el día 31 de marzo una Campaña conjunta de información y denuncia contra las modificaciones que la Comisión Europea quiere realizar en la política de gestión de los residuos.

Las modificaciones de la Directiva Marco de Residuos de la UE pueden representar un retroceso respecto el marco normativo actual, ya que la revisión contempla aspectos preocupantes como la desaparición de la jerarquía ecológica de gestión de los residuos, la consolidación de la incineración como sistema de "valorización" de los residuos, la coincineración en cementeras, térmicas. También afectará a la revisión de la normativa sobre residuos de envases, una fuerte tendencia hacia la desregularización de la gestión de residuos y hacia una desarmonización entre las políticas de los estados miembros y la falta de objetivos diana de prevención y reciclaje de residuos.

Este retroceso importante en los criterios de la Comisión guarda relación con las presiones de la Industria de la incineración con recuperación energética, a través de su asociación europea CEWEP, para persuadir al Parlamento Europeo para fomentar la incineración ante la recuperación material de los residuos.

2.- Nuestro objetivo es: reivindicar “una normativa europea, estatal y vasca que priorice la prevención de residuos, la defensa del medio ambiente y la salud de las personas”.

3.-Denunciamos la pasividad del Ministerio de Medio Ambiente en la adopción de políticas preventivas para frenar el aumento exponencial de los residuos de envases. Desde la aprobación de la LERE el año 1997 hasta el 2004, los residuos de envases han aumentado el 76% en peso del total de la basura. Es necesario que los productores y distribuidores asuman la responsabilidad en reducir los residuos y su toxicidad. Nunca existen por parte de nuestro gobernantes políticas de MINIMIZACION de los residuos, en otras palabras no quieren evitar la producción de residuos.

4.-La Campaña se inicia con la recogida y la presentación de las primeras adhesiones de entidades ecologistas y cívicas vascas, del estado español y a nivel europeo a la Declaración de Molins de Rei. Esta declaración fue aprobada el 4 de febrero en la Jornada Europea de debate sobre la nueva normativa en materia de residuos de la UE, realizada en el marco de la Feria de la Candelaria de Molins de Rei de este año.

5.-Reivindicamos a las administraciones públicas con competencias en la materia que tengan una postura activa ante este grave peligro de retroceso en las políticas de prevención, de protección ambiental y de la salud de las personas.

6.-Aquí, sectores industriales cercanos a los partidos del poder político, han impulsado una vía única en el tratamiento de todos los residuos : la INCINERACIóN, la cual ha tenido gran aceptación entre nuestras despreocupadas administraciones. Bien sean industriales o urbanos, los residuos encuentran mayormente un camino en nuestro País: la hoguera.

Las administraciones están potenciando una forma preferente de tratamiento de los residuos industriales, especialmente por medio de las cementeras. Obviando cualquier tratamiento alternativo y sin prestar atención a las nefastas consecuencias que la quema de residuos acarrea a la salud y el medio ambiente.

Así, las Diputaciones de Bizkaia y Gipuzkoa, en su labor de “deshacerse” de los residuos urbanos, han relegado el reciclaje (dicen que no pueden más), el compostaje o la minimización.

7.-El principal objetivo es sensibilizar a la población y las entidades cívicas, ejercer el derecho a participar en la toma de decisiones en los temas que afectan al medio ambiente y la salud de las personas, y hacer llegar nuestra opinión a las administraciones competentes, comenzando desde los Ayuntamientos y llegando la Parlamento Europeo, para invertir estas tendencias e implantar políticas reales de prevención de residuos.

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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