10.19.2004

OS RATOS
Companhia de Teatro de Portalegre
Igreja de S. Francisco
22.10.2004 – 21:30 horas

"- Não vou conseguir pensar. Não vou conseguir trabalhar.
- Nada vai interferir no teu trabalho mais do que o suicídio. "

Anda-me a cabeça à roda com o silêncio ruidoso do Marcelo (MRS), mas continuo a não permitir que alguém, seja quem for e por motivos mais bem intencionados que tenha, me pergunte a idade. Sobretudo porque não interessa, porque não quero saber dela, nem conta absolutamente para nada. Porque é simplesmente a suficiente e necessária para viver, porquanto já nasci e ainda não me chegou aos ouvidos a notícia da minha morte. Daí que no dia 22 deste mês, sexta-feira, vá ao teatro, à estreia de OS RATOS, peça inédita de António Moncada de Sousa Mendes – sim, exactamente esse, o familiar do português que salvou de morte certa milhares de judeus durante o reinado nazi –, encenada por José Mascarenhas, representada por Verónica Barata, Rui Ferreira e Adriano Bailadeira, com cenografia de Sónia Tavares, luminotécnica de Armando Mafra e sonoplastia de Hélio Pereira.
E porquê? Porque prefiro os dramas urbanos que debatem a actualidade, a representação dos triângulos amorosos de disputa por uma fémea, a questionação da guerra, dos interesses petrolíferos e fecais da alta finança, a deixar-me apodrecer de tédio na fumaça punheteira dos bares, encharcando-me de shots rodeado de putéfias baratas, escanzeladas que dão a greta ou fazem broche por um charro e 20 paus, ou conviver mesas meias com artistas esquizofrénicos fumadores de haxixe, cuja afectada criatividade advém e depende exclusivamente da quantidade de droga aspirada.
Bem como também não perderei, igualmente, o monólogo de Sarah Kane, intitulado "4:48 PSICOSE - Ou talvez não seja assim...", dito por Rui Ferreira, no dia 4 de Novembro, provavelmente na sala polivalente 1, da Biblioteca Municipal, profunda e maquiavelicamente underground, urbano, mas que reflecte a outra parte (estragada) da história da humanidade, aquela das pessoas perdidas no caos do universo, alimentadas pelo fogo e febre do medo e ansiedade, capazes de se autodestruírem, e que preferem atirar-se de encontro à morte a arderem no quotidiano da vida, que lhes é tão terrivelmente surpreendente que nunca se sentem estar preparados para a consolidarem em si. Porque essa personagem que se quer matar artisticamente pelas três maneiras possíveis e mais eficazes de se fazer (envenenamento, corte de pulsos e enforcamento), todas ao mesmo tempo, como quem usa três chaves e três fechaduras para se fechar por dentro da mesma porta, é o espelho desses alguéns anónimos, insignificantes e descartáveis, pessoas que têm tanto medo do que se passa lá fora que se previnem e garantem que jamais isso as venha a penetrar, lhes entre em casa por descuido ou permissão, preferindo morrer intoxicadas de solidão e abandono, a correr semelhantes riscos de contágio do outro. Peça que é uma sinfonia a solo
às 4:48
hora feliz
quando a claridade visita
a escuridão quente
que alaga os olhos
de uma dramaturga inglesa que se suicidou em Londres, sua cidade natal (03.02.1971), a 20 de Fevereiro de 1999, talvez traçando a saga precoce do futuro da humanidade a braços com a descaracterização genética da espécie, com a redução do seu quociente de deslumbramento, e para quem a vida não é mais aquele palco onde se representa a suprema loucura de nela acreditar, propõe o lúdico do ilúdico na aspereza
de quem às 4:48
quando o desespero a visitar
se enforcará
ao som da respiração do seu amante.
Um momento a que quer fugir mas já não quer fugir. Porque algumas pessoas se supõem terem nascido sem soluções para contrariar as contrariedades, e se entregam por inteiro aos seus fados, e se imolam na febre dos seus temores, ou se arrepiam ao sabor dos inversos, Sarah Kane a primeira autora maldita do século XXI, profaniza o silêncio dos sem-voz, dos que desconseguiram a fome, o afecto, o sono, o apetite sexual, a vontade de comunicar, e em desespero reconstroem cada etapa da sua vida à semelhança da rejeição activa e falta de educação democrática de que foram alvo na infância, atirando-os para a experiência rebelde, agressiva, provocadora, quezilenta, afectivamente instável, da qual foram obrigados a socorrer-se para não perecer prematuramente, mas a que sucumbem finalmente num acto "trágico" como estes últimos momentos duma existência reflectem, na imbricada elaboração da mente psicótica, em exercício de futurologia do que pouco mais tarde veio a suceder com a autora.
Principalmente porque quando se tem medo da solidão, ou do mal que se pode fazer a si próprio quando se está definitivamente sozinho, também se procura ensaiá-la até aos seus derradeiros limites, no desespero duma aposta de tudo ou nada, mas com a certeza de que algo chega "finalmente" ao fim, sobretudo esse doer crónico sem causa aparente que é a moléstia da alma, alicerçada na canga química e farmacológica em que se sobrevive, e onde o ser nunca é, posto que subjugado à alucinação contínua, eis que 4:48 se consolida como o magnânimo instante de uma epopeia atribulada, circunscrita numa vida intensa mas desordenada, sem rumo explícito e indubitavelmente vincada pela falha consciência dos projectos de sustentação, dependente do imediatismo consumista da felicidade, quiçá a todo o custo.
Marcadamente artaudiano, mas com referências de Brecht, Beckett, Pinter, esta psicose com hora certa à precisão do minuto, é a consumação de uma forma de estar na arte como na vida, que nunca se podem desligar uma da outra nem interpenetrar-se mutuamente, que não se limita ao figurativo em obra, ou no faz-de-conta dramático, e antes insiste em arrastar para as vozes representantes o que se passará directamente na mente da autora, dos seus estádios emocionais e escores de acuidade, das suas relações com a doença e as terapias consequentes, nomeadamente com a enumeração dos fármacos que estão adjacentes (Setralina, Zoplicone, Melleril, Citalopram, Fluoxefina, Thorazine, Venlafaxine, etc.), incluindo as reacções e discurso dos psicoterapeutas, a cru, sem concessões estético-metafóricas, impondo a cadência desgarrada, solta, anacrónica, caótica, de quem já não pretende nem finge querer seduzir, querer agradar a um público ou colectividade, e opta por sinalizar apenas a nebulosa em que habita, sublinhando simplesmente algumas poeiras mais concentráveis, esporadicamente agrupando-as em cintilações de esperança e compreensão possíveis, podendo até configurar-se em óbvias constelações, rematando a criação completa (as anteriores são RUÍNAS, O AMOR DE FEDRA, PURIFICADOS E FALTA, não havendo registo de qualquer outra depois de PSICOSE) duma dramaturga que teve a eleição de encenadores do gabarito de Peter Zadek, Bernard Sobel, Jean-Marie P., Barbara Naviti, Thomas Ostermeier, Vicky Featherstone, João Fiadeiro, Jorge de Silva Melo, Nelson de Sá, entre muitos outros por esse mundo fora.

(Mas não só. Até porque estão programadas para Novembro as representações de CONTE COMIGO, no dia 7, ERA UMA VEZ, dia 14, OLEANNA - de que se seguem abaixo mais algumas informações complementares -, dia 21 e OS RATOS, dia 28, em Elvas, no Cineteatro desta cidade, e sempre às 16 horas, bem como a reposição destas e doutras peças numa mostra que sucederá pelos finais deste ano, quando se reinstalar a CTP na Igreja de Santa Clara, actualmente quase reconstruída e reparada, deixando definitivamente as instalações provisórias em S. Francisco, onde ainda está.)

Oleanna – a peça de Mamet com uma contemporaneidade desgraçada

Entrevista com Adriano Bailadeira que a encena para o Teatro de Portalegre


David Mamet (n. em Chicago, a 30.11.1947), é um autor neo-realista norte-americano cujo estilo de linguagem marcadamente naturalista tem vindo a ser comparado com escritores da nomeada de um Ernest Hemingway, do irlandês Samuel Beckett, do inglês Harold Pinter ou do dramaturgo grego Aristophanes, galardoado com os prémios Village Voice Obie (1983, por Edmond), os Pulitzer Drama e Pulitzer da Crítica, em 1984, contemplando essencialmente Glengarry Glen Ross. Enquanto romancista, ensaísta, argumentista – faceta pela qual é mais conhecido em Portugal dada a sua assinatura em O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes, O Veredicto, Os Intocáveis, Jogo Fatal e As Coisas Mudam, por exemplo, posto que dos dois últimos filmes é também o director exclusivo –, realizador cinematográfico e dramaturgo, esteve durante a década de 70 associado ao movimento regional de teatro de Chicago, influências que jamais renunciou, e devem-se-lhe títulos como American Buffalo (1977), Praire du Chien (1978), Some Freaks (1989), Lakeboat (1980), The Village (1995), The Crytogram ou Dangerous Corner (1995), entre muitos outros, e de Oleanna, publicado em 1992 e adaptado a cinema em 1994, igualmente sob a sua direcção.
Oleanna é uma peça de teatro que se desenrola no gabinete claustrofóbico dum professor universitário, sumidade exemplar da máxima racionalidade, que vive num mundo preciso, previsível, regular, estabilizado, mas que é de súbito afectado pela presença duma aluna (Carol) que lhe está nos antípodas, pela sua fragilidade, insegurança, carência emocional e cognitiva, dependente do sucesso escolar, no que ambos se vêem enredados e compelidos para a intrincada trama do dogma, da lei e da teia de normas do sistema de ensino. Estreará entre nós em Fevereiro, através da Companhia de Teatro de Portalegre (CTP), ali à Igreja de S. Francisco, com representação ao cuidado de Victor Pires (professor) e Susana Teixeira (aluna). Mas a encenação é de Adriano Bailadeira, cursado em Turismo e Termalismo, na Escola Superior de Educação de Portalegre, em Teatro, pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, em Técnica de Máscara, por Filipe Crawford, e actualmente a frequentar o curso de Estudos Teatrais na Universidade de Évora, que ainda antigo estagiário no CTP participou em Leonel (em 1994, uma adaptação dramática a partir do Príncipe com Orelhas de Burro, de Régio), O Jardim Público (de Jaime Salazar Sampaio, em 1995) e Ursos e Cisnes (de Tchecov, no mesmo ano), que integrou o elenco de séries televisivas como A Raia dos Medos (RTP, 1999), Uma Aventura (SIC, 2000) e Espírito da Lei (SIC, 2000), que participou na Real Caçada ao Sol (de Peter Shaffer, no Teatro Nacional D. Maria II, 2000) e Os Bons Malandros, adaptação e encenação de Paula Pedregal da Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal, em 2001), para finalmente regressar à CTP em 2001, onde participou no Meu Caso, de Régio, História Breve da Lua, de António Gedeão, O Marionetista de Lodz, de Gilles Segal, Visitação, Farelos e Índia, de Gil Vicente, O Leão Apaixonado, de Esopo e/ou La Fontaine, Os Degraus da Forca, de António Moncada Sousa Mendes, O Fidalgo Aprendiz e Outros Diálogos, de D. Francisco Manuel de Mello, Maré Alta, de João Pedro de Andrade, Júlia, a partir de texto de August Strindberg, e Esperança, de Jaime Salazar Sampaio, além de ter concebido em conjunto com outros actores o espectáculo de comemoração dos 25 anos do Grupo de Teatro Pedra- Mó, da Ilha Terceira, nos Açores, Um Urso e Um Pedido de Casamento. Por isso falou-se com ele, a fim de levantar aquela ponta do pano sob a qual se escondem as artimanhas do ofício do espectáculo, considerando que se havia alguém em posição de o fazer não podia ser outrem.

Apostar no pessoal da casa

Joaquim Castanho – Até aqui, ou até há muito pouco tempo, não era hábito da Companhia de Teatro de Portalegre (CTP) rodar as encenações por mais do que uma pessoa... Esta nova atitude, o facto de seres tu o encenador, vem reflectir-se de alguma forma como uma nova tomada de consciência da realidade daquilo que é o teatro em Portugal, e sobretudo em Portalegre, ou é também uma aposta na multidisclipinaridade das recém formações artísticas?

Adriano Bailadeira – Passa um pouco por isso tudo... De facto, em primeiro lugar, é uma aposta da Companhia abrir o leque dos encenadores que tem, apostando na prata da casa, por quanto é preferível apostar inicialmente no pessoal da casa e, depois, então, convidar outras pessoas de fora. E em segundo lugar, por uma questão de linguagem, já que cada pessoa é uma pessoa e tem a sua leitura ou forma de estar, diversa e enriquecedora, e é muito importante, a esse nível, que estas leituras sejam apresentadas. Até porque o teatro não é uma arte única e unificada, pronta e acabada... Não é do género “este teatro é o que existe”, é bom e é assim, e não existe mais nenhum! Há vários caminhos. Há diversos pontos de vista que devem ser dados a conhecer... Não só das diferentes peças, ou repertório, mas também do ponto de vista de quem as encena, de quem as prepara, de quem as analisa, para que o próprio público possa fruir dele, de uma leitura mais abrangente e de linguagens mais diversificadas.

JC – A partir do momento em que as linguagens são diversificadas é impossível não abranger outros públicos, não focar outras malhas da diversidade e multidisciplinaridade, novas direcções e alvos, atingir novas audiências e plateias. Para além deste “facto circunstancial” como é que é representar este outro papel, pela primeira vez, que é o da encenação, precisamente com colegas que giravam na mesma esfera de acção?

AB – Para já, é um desafio interessante! Nunca tinha feito uma encenação a solo, embora já tivesse naqueles projectos com colegas de escola, a nível académico, ou como workshop de férias, mas sozinho nunca, o que é mais complicado, pois sabemos que a opinião final é sempre a nossa... Tivemos o projecto das Palavras, espectáculos de leitura encenada, no entanto isto é um pouquinho diferente! Isto é um processo acabado que irá ter um produto final. E estar a trabalhar com os meus colegas não é mais do que ter o privilégio de também ir aprender com eles. A encenação nunca poderá ser um processo fechado.

JC – E então?...

AB – Então, neste momento, em termos de encenação, aceitei o desafio com este sentido: tornar-me a pessoa que toma as decisões finais, mas sobretudo aquela que ouve a opinião dos colegas para que, em conjunto, visto que o teatro é cada vez mais uma arte de equipa, de grupo, sendo eu o receptor da informação, a processa, filtra, até escolher o caminho mais correcto, segundo o nosso ponto de vista. Acho que passa um bocado por aí... Ainda não tenho sequer 30 anos ou uma carreira assim tão grande, mas abalançar-me na encenação cumpre completamente a minha noção de desafio, pois quem gosta muito de uma coisa e tem ambições próprias de querer fazer bem, não tem que ter medo de abraçar esse tipo de desafios!

JC – Já tinhas tido outros contactos com Mamet?

AB – Com Mamet, muito poucos... E mais cinéfilos, do que dramatúrgicos.

Há uma briga a dois níveis

JC – Nem com esta peça, precisamente?... Tinhas visto anteriormente alguma representação dela?

AB – Desta peça apenas vira um extracto a nível académico, na minha escola, de uma ou duas cenas, que colegas meus fizeram. E naquela altura chamou-me a atenção! Depois li o texto e fiquei com ele na cabeça, por achar que era um texto com uma força tremenda, com uma contemporaneidade desgraçada e que espelha uma situação com que era fácil identificarmo-nos. Qualquer pessoa que tenha passado por uma sala de aulas pode aperceber-se dos sintomas enunciados...

JC – Efectuar projecções e transferências?

AB – Completamente.

JC – Mas para além desta identificação, qual a mais-valia que defines como essencial e imprescindível para teres escolhido esta peça e não outra qualquer?

AB – Os pontos chaves dela – o que lhe dá reconhecimento, o que lhe dá valor... E posso dizer que nela há uma briga a dois níveis, no sentido de briga enquanto evidência de paradoxo entre dois ou três conceitos básicos. Em primeiro lugar a autoridade e o poder: quem é que de facto detém o poder? Numa forma pontual, no ensino... e numa forma mais vasta, que pode abranger toda a comunidade?... Quem é que determinou que essa pessoa devia ter o poder? Quem estipulou as normas? E o que é que acontece quando essas normas se quebram? Quando o próprio professor diz que devem quebrar-se as normas mas depois é a aluna quem as rompe?... E se o detentor da autoridade quebra as normas, que é que acontece se aquela que não tem autoridade nenhuma as quebra também?
Em segundo lugar, o pormenor mais gritante desta peça, que é a evidência do erro de comunicação. Temos um facto, um momento, um acontecimento, e temos duas verdades para ele. Mas qual delas é que é a mais importante? Haverá legitimidade para afirmar, só porque os estatutos do professor ou da aluna não são iguais, que uma é mais verdadeira do que a outra? Ora, isto é um bocado complicado, e sofre bastantes pressões mundanas!...
E por último, o plano da ambiguidade das acções, dos gestos, do jogo de exposição/retracção, do toque e foge latente, a que toda a ambiência obriga. E como se coabita num espaço tão pequeno que é quase impossível respirar sem invadir a intimidade do outro...

JC – E quanto ao elenco? O facto de conheceres a peça e a CTP, as pessoas que a integram, não te levaram a escolhê-lo por afinidade ou colagem entre as personagens e aquilo que já conheces da personalidade dos eus colegas?

AB – Eu, quando pensei propor e propus esta peça, ao pensar no elenco, fi-lo de acordo com as seguintes questões: visualmente – como é que eu via os personagens; e objectivamente – ou daquilo que os actores podem dar ou contribuir para a imagem final, e que eu tenho na cabeça como ideal para a peça. Apesar de Mamet ser um cinéfilo, e ao contrário do sistema cinematográfico, não acho que os actores tenham que corresponder exactamente à descrição física da personagem. Aliás, precisamente por isso, é que se faz uma coisa chamada trabalho de composição!... O que eu achei é que seria interessante, pegando nos dois actores que fazem a peça, desenvolver um esforço para desconstruir imagens anteriores, de personagens passadas, e dar-lhes uma roupagem nova, utilizando estas pessoas sim, mas com um registo diferente do que se tem feito até agora. E nesta perspectiva a peça pode encaixar-se em qualquer personalidade, pois existe uma tão grande veracidade literária nas personagens, que qualquer pessoa pode encaixar nelas. Estas duas pessoas naquele espaço são as que mais se aproximam e melhor combinam com a imagem que tenho na cabeça dos perfis físicos e psicológicos das personagens!

Enfim, do que além se soube se não dá conta, sobretudo porque se anseia pelo momento da estreia, para a qual desde já, aqui ficam os votos de muita m.... – piiiiii!.... Ou não fora o teatro também uma das artes que nos reinventa, sublinha e converte o nosso dia a dia de rotina em magia esforçadamente conseguida.

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