2.12.2018

VALORIZAÇÃO TRIPLA




VALOR ACRESCENTADO

Matei uma saudade
Nasceu-me outra maior, 
Pois amar a verdade
Triplica muito valor. 

Joaquim Maria Castanho

2.07.2018

MINARETES DO EU - 4)





118.
MINARETES DO EU

(...)

4.


Porque, enfim, sustento-me de agoras
Pra matar esta fome incandescente
Com que todo tempo pica as esporas
Nas doídas ilharga do sol nascente
Feitas das manhãs de orvalho cerzidas
Em ponto rendado, mas tão caprichado,
Que as minhas promessas ficam cumpridas
Pisando o chão já mil vezes pisado… 


Porém, se logo nele contigo cruzo
D’imediato outro caminho se torna,
Tão novo, refeito e apto ao uso
Que se faz raridade o antes norma!

Joaquim Maria Castanho
in REDESENHAR A VOZ - página CLX

1.30.2018

GESTO INGESTUAL




Primavera antecipada
Só gera outono tardio
A quem não abdica de nada… 
– Nem de ter férias no estio!

Joaquim Maria Castanho

PRIMAVERA ANTECIPADA




Primavera antecipada
Só gera outono tardio
A quem não abdica de nada… 
– Nem de ter férias no estio!

Joaquim Maria Castanho

12.17.2017

BOAS FESTAS




Sem má-fé nem melindres, ou regougos, 
Nem intempéries (causa de estorvo), 
Desejamos a todas, como a todos, 
FELIZ NATAL – PRÓSPERO ANO NOVO!

12.03.2017

MARGARIDA, tinto de 2010 - MONTE DOS CABAÇOS





103. 
BRINDE A UM POEMA TINTO DE SOL


Sê bem-vinda, Margarida
No teu trajo Alicante
Polp’em carvalho cerzida
Em 2010 vestida
Brocado tingido macio
Frutada plo diamante
Que há num soneto de brio
Digno da pena de Dante… 

Meneias doce aroma
Em redondilha bem maior
Que o extremo de Roma
Se anagrama de amor. 
E singras plo tempo vazio
Com’um sonho viajante
Que não teme fome nem frio
À proa e leme do navio
Qu’é o peito dum amante!

Joaquim Maria Castanho

12.02.2017

GOTA D'ALMA




GOTA D’ALMA

Da lágrima condensada 
Choveu quase saudade, 
Choro de fado e fada
Na terra (da liberdade)
Nesse quase instante 
Antecedeu adivinha
Do quase seja distante
O samba que nos chuvinha, 
Cacimba, lã de cerração 
Terreiro de altos voos 
Para planar do albatroz
Asas abertas do coração
Coreografia, vivo show 
– Gota d’alma que há em nós!

Joaquim Maria Castanho 

12.01.2017

CONCRETO IDEAL




IDEAL CONCRETO 

Tal se introduz na sombra a alva veste
O andar escorreito, o sorriso em flor
Assim, me dei eu total ao que me deste
Qu'o sonho nasce da solidão agreste
Tão só, tão-só por si mesma se propor
Que ante o frio por gélido o teste
E ao calor ajuíze em mais calor; 
Que à alma no rigor do imprevisto
Por bem apenas tem toda a surpresa
Nascida quando vemos ser beleza
Tudo que já também houvéramos visto
Em alguém, que só críamos como normal
Vulgar, esquecendo ser o sonho isto
Que transforma o concreto em ideal…

Joaquim Maria Castanho

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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