5.31.2015

OLHAR, de António Nobre





OLHAR
(Fragmento)

Ó grandes olhos outonais, cheios de Azul!
Como nasceste vós neste país do Sul?
Quem vos pintou? Quem foi esse pintor estranho?
Que génio excecional! Que talento tamanho!
Alguém me disse que viu todos os museus,
Mas o que lá não viu foi olhos como os teus…
Nunca vi nada, assim, em toda a natureza.
O pincel que vos criou foi, com toda a certeza,
O mesmo que pintou os raros azulejos;
Vós sois um céu azul cheio de astros e beijos!

ANTÓNIO NOBRE

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La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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