8.13.2004

AMOR

O amor é como magma.
No início, cera derretida
de vela com ligeira chama.
Mais tarde fogueira crepitante,
em crescendo revolvida,
que forma e reforma.
Depois, lava em corrente,
que sai em borbotão
de cada nova erupção,
e ardente, lasciva, procura
chegar o mais longe que puder.
E só então arrefece e, dura,
forma escuras brechas de mulher.

ALQUIMIAS:

No princípio, o amor
começa como barro,
tomando forma
por mãos habilidosas moldado.
Depois é gelatina
instável e hesitante.
Se de repente vira cristal
é lindo, embora frágil.
Mas para o vidro durar
tem de ser revestido,
de prata por exemplo.
Pode ficar ouro com o tempo
ou apenas oxidar.
Nalguns casos (tão poucos)
o cristal vira diamante
e nada, nada o pode quebrar.

VULCÕES:

Nalguns vulcões mais activos
formam-se no interior brilhantes,
tão bonitos, tão vivos,
reflectem todas as cores
Noutros só pedras escuras,
basalto e mais nada
quando ficam duras
e a fonte de calor é roubada

ANA PINTÃO

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