9.03.2016

FITANDO O PONTO





FITANDO O PONTO 

Há aves de rapina sobre a Poesia, 
Garras afiadas, peçonha nos grasnidos, 
Rondam as odes incautas no dia-a-dia, 
Rasgam brechas nos sentires distraídos… 
Todo o cuidado é pouco; que alegria
Demonstram, mas têm outros intuitos
Sub-reptícios em sua mente fria
Calculista, de rapaces fortuitos. 

Entrementes, de palavras aperradas
Perscrutamos as poeiras no caminho; 
Na bandoleira, rimas calibradas
Estão d’alerta e a postos, sem desatino
Ansiando salto, disparo e refrega.
Prontas já ao derrame na entrega!

Joaquim Maria Castanho 

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La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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