7.05.2012


QUANDO SE COME NÃO SE ASSOBIA


Ao que parece todos os anos milhares de portugueses tiram cursos superiores. Porém, só tiram os cursos, apenas trazem os diplomas, que o conhecimento ficou lá todo – se lá estava, nos estabelecimentos de ensino e academias que frequentaram, lá ficou, para não se gastar e dar hipótese aos que os frequentarem a seguir…

Em literatura não há “sexo explícito”, porque ele só lá pode estar implícito, através das palavras, das frases, das metáforas, das imagens, das alegorias, etc. Quando os críticos de café classificam uma obra literária como erótica por nela haver sexo explícito, dá-me um nó na garganta e fico com vontade de chorar. De tristeza, por reconhecer que os anos de aprendizado e graduadas habilitações apenas lhe deram à-vontade para sentenciar asneiras sem serem admoestados e ao abrigo dos mais variados canudos. Há, portanto, que não confundir as barras: aquilo que é plausível em fotografia ou em cinema – factualidade observável e evidente explicitação – não é verificável em literatura, em nenhum dos géneros. Seja no género lírico, épico ou dramático. O que é trágico. Pois quando se come, não se assobia, como diz o povo!   

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Onde a liquidez da água livre

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