6.03.2011


Os brancos, os amorfos e os “nem aí”

Quando uma geração é, ou está, de tal forma atrofiada que não consegue analisar com clareza aquilo que as anteriores fizeram e definir o que quer, tudo quanto lhe aconteça de menos propício é-lhe merecido. Principalmente quando é uma geração que tem formação superior na sua quase maioria. Será que nem para ler e discernir entre os projetos sustentáveis e os do venha nós o vosso reino lhes serve o canudo? Nem para reconhecer que existe alguma diferença entre o modelo democrático económico-social e o modelo democrático da participação e cidadania, e que essa se chama qualidade, evolução da democracia para uma etapa onde a qualidade se mistura com a sustentabilidade para propiciar qualidade de vida, igualdade entre iguais como entre diferentes, assegurar o futuro dos seus como do planeta? Não votar em nenhum ou votar naquele que o avô aconselha, pagando até para que o façam e abaniquem a bandeirinha em cima do Jeep ou trator da cooperativa é exatamente a mesmíssima coisa. Infelizmente, mas é. Entre aqueles que se calam e os que fazem tanto barulho que impedem de ouvir as propostas dos demais não há diferença nenhuma: todos querem destruir a democracia – e, seja por que motivo for, isso há de ser sempre um retrocesso para os povos que arriscaram libertar-se das tiranias/ditaduras do século passado.
Uma coisa é convencer pessoas de escolaridade medíocre que algo que ainda não experimentaram é bom ou mau; outra, a léguas de distância, é pressentir que pessoas com formação superior não saibam discernir entre propostas sustentáveis e balelas oportunistas de inspiração serôdia no caudal marxista como no liberal. Há diferenças, muitas e inegáveis, e quem sabe ler regista-as e pondera-as, compara-as; e quem desconhece o verbo, para esses tanto faz, pois nunca hão de ver umas nem outras. Tudo para elas só poderá ser martírio ou saudade, que, se sentida e real, também é martirizante.
Eu sei que há famílias que preferem prejudicar todos os seus semelhantes a beneficiar um dos seus membros; sei, e conheço muitas. Mas não podiam deixar de ser mais uma mafia desorganizada nestas eleições? Portugal agradecia!

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La vida es un tango y el que no baila es un tonto

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Onde a liquidez da água livre

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