4.16.2011

Trastes e mamarrachos

É quase assumido pela generalidade – antigamente até se contava a anedota do aeronauta que sabia ter chegado a Portugal por, ao meter o braço de fora, lhe terem dado a palmada ao relógio – que este País é ingovernável, não pelas circunstâncias adversas da conjuntura, das crises e desses desaguisados altamente globalizadores, mas sim porque os nossos quadros (gestores, administradores – nomeados e vitalícios, classe política e adjacentes ao funcionalismo central ou autárquico) quando têm verba a desperdiçam e aplicam de forma insustentável, e quando se lhes acaba, culpam sempre os outros, desde sistema financeiro às diretivas europeias, pela situação em que “derraparam” por afogadilho e aflições.
Coisa nenhuma os afeta se puderem pedir mais uns dinheiritos aqui ou ali, sem contrapartidas, a que normalmente chamam ingerências na política e soberania. Mas que dizer aos mamarrachos em que gastaram fortunas e atualmente, além de não servirem para nada, apenas poluem os espaços públicos? Quem gastou “dinheiro nacional” na compra de trastes do género daquele que se apresenta na ilustração, não só devia ser obrigado a devolver o dinheiro aos munícipes como a remover o lixo (sucata) que restou. Os políticos e os autarcas têm de ser responsabilizados pelos seus atos incoerentes, uma vez que foram pagos para agir em benefício de quem os elegeu e apenas se serviram do seu estatuto para singrar na vida melhor que os seus semelhantes. E não digam que não sabiam fazer melhor, pois se de fato assim era, então não se candidatavam.
Sempre era um exemplo que ficaria para futuro!

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