8.24.2006

INTERVALO DE QUIMERA


Quando sozinho parares à porta do silêncio
E ouvires o seu eco no desvão da consciência
Algo a raspar-te as entranhas e a tesão
Sem ao certo saberes que cartas te irão sair
Pares ou ternos, póquer ou sequência
Azar ou sorte, prémio ou condenação
Alegria ou a culpa e sua pronúncia;
Então sim, estarás pronto para decidir
Se entras ou não,
Pões o pé na escada, atenteias o corrimão;
Se queres definitivamente ficar ou partir.

Entretanto, terás os exercícios fúteis
Do costume e higiene pessoal, os cuidados
O treino de pareceres quem não és
A chave do carro, o cartão de crédito
Casa própria e deferência dos empregados
E empregadas de balcão dos centros comerciais
E a roída inveja dos seguranças não oficiais.

NOVO RICO

Acabou-se-me o limpar-te o cu
Como até agora tenho feito,
Que na asneira o ás és tu
E além de pulmões ou osso nu
Apenas tens pedras no peito!

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La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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