7.19.2005

EIS ANKH EIS

Gosto das palavras indizíveis por dizer
As que insubmissas e infiéis espartilham o homem
O atiram ao fundo de si mesmo sem qualquer significado
E lhe vociferam ou estilhaçam a alma solta em cada sílaba
Em cada estremeção da carne viva perante a impiedosa brisa
Essa igual que acaricia as frondes das acácias
Nos outeiros dispostos sob o acaso do olhar
Ali, interrompendo a linha do horizonte marchetado
Na paisagem dos dias sob a paleta das vozes íntimas.

São para ti na erosão corrosiva dos sentidos
Horas únicas ao resfolegar da planície seca e aberta
Ao grito do fogo posto de não estares presente, nó de Isis
Entre os seios no lúdico sustenido do coração ansioso
Longe mas desesperado de tão próximo, próximo aproximo
Os lábios e nele reponho meu beijo de sofreguidão perpétua.

Morrer para a eternidade é apenas um gesto, palavra
Dita sem eco a resvalar na curva apertada do tempo
Mas sucumbir ao ritmo do teu pulsar no convulso arquear
Do dorso e desferir a seta do desejo num disparo sem volta,
Eis igualmente como nos entregamos um ao outro e sós
Infinitamente sós renascemos do exíguo fio de prumo
Pendulando na fala inesgotável de dizer sempre o derradeiro
Lugar da história comum ao espaço-quando dos corpos jungidos
Que se aspiram e fundem num apenas um grito de liberdade
Disferida por mil sóis que nos rebentam no simultâneo da nuca.

Eis por que eis o porquê do laço que nos une

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La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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