Convite para partilhar caminhos de leitura e uma abertura para os mundos virtuais e virtuososos da escrita sem rede nem receios de censura. Ah, e não esquecer que os e-mails de serviço são osverdes.ptg@gmail.com ou castanhoster@gmail.com FORÇA!!! Digam de vossa justiça!
12.23.2018
12.11.2018
12.08.2018
12.07.2018
11.26.2018
A VERDADE É UMA FORÇA ENORME...
A FORÇA DA VERDADE
Vejo-te, mas desconheço se me vês...
Aconteces-me sempre tão desacontecida
Como quand'ontem foras pra mim és
O dia sonha, o sol esclarece e a lua, despida
Recata-se – puxa pra si a nuvem, em pudor
Pelo meu amor, ao ver-te passar outra vez.
E extremoso, embora descuidado
O vento repara também,
E fica ali especado, a soprar parado
Antes que o veja mais alguém.
Quanto de nós haverá que seja manso
Suave como o borboletar da luz matinal
Sobre as pálpebras ainda adormecidas?
Porém, mesmo a sonhar, não descanso
De querer teu suspiro profundo, integral
Incandescente grito nas planícies floridas.
Então, desço sol na tua sombra
E lá, de onde ecoa a eternidade,
Só o carinho nos deslumbra
Só a ternura é verdade.
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
11.04.2018
DE LÍRIOS SE FIZERAM ROSAS
DE LÍRIOS SE FIZERAM ROSAS
Tal brota uma rosa sobre espinhos
Assim é minh’amada entr’as demais
Que, ao cruzarem-se, nossos destinos
Os olhos do coração soltaram ais.
Abriram novas sendas, novos caminhos
Pintaram noutras cores, o arco-íris
Pétalas coloridas foram lírios
No rumor das brisas soaram jograis.
Seus enganos sublimes (inocentes)
Ensinara-me a espera sem desespero;
Suas demoras foram puro esmero
Que torna as rotinas bem diferentes,
Já que antes apenas tédio eram…
– Amantes amam, mesmo se só esperam!
Joaquim Maria Castanho
10.14.2018
10.10.2018
10.08.2018
9.29.2018
ÁGUA BENDITA
186.
ÁGUA BENDITA
Digo-me,
Da sombra do céu sobre mim
Quando me sento na relva
Escuto flores.
Cognome
Do que era princípio, será fim
– O verbo atravessa a selva
E brilha entre demais cores.
Mas da eficácia do chão
Evola murmúrio de água.
Para elas, é mais que pão.
Pra mim… Remédio prà mágoa!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
TRIGO LÍQUIDO
185.
TRIGO LÍQUIDO
Rebelde e trigueiro
Já desci para a fonte,
Que eu cresci no outeiro
Mas também nasci num Monte
Onde aprendi primeiro
As cores do horizonte
Que o devir não eclode
Dum repuxo cristalino,
Nem brinc’ao escond’esconde
Como se fora menino…
É espiga de mármore
A verter líquido puro,
Regando cada árvore
Qu’edifica o futuro!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
9.27.2018
9.26.2018
PURO AMASSO
183.
ESCARPA DESFEITA POR AMASSO ESCARPA (ELEITA)
Areia batida
Grão celestial;
Granito, lida
Estrada real:
Passo a passo
Eu gesticulo
E me desfaço
Mas não azulo.
O céu? Abraço
Que não m’abarca…
E, pur’amasso,
Todas as retas
São minhas netas
Se fui escarpa!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
9.25.2018
8.25.2018
INEGÁVEL UNIÃO
177.
INEGÁVEL UNIÃO
Tudo quanto aprendi, perdi-o já
Nada sei, pouco na alma me resta
De quem fui, que pensei; onde quer que vá
Não sou eu quem vai, senão apenas esta
Ânsia de voltar a encontrar-te lá…
Mas perguntar-me porquê, é letra morta.
É fingir que não sinto quanto sinto.
É fugir ao pensar; é fazer batota.
E tão-só é verdade quando minto…
Porém, nesse lugar profundo das veias
E brumas indistintas (nossas e alheias)
Onde moram afetos, amor, paixões
Lanço âncora, renovo a alegria
Perco-me no teu sorriso, tenho visões…
– Vejo corações unidos por poesia!
Joaquim Maria Castanho
in REDESENHAR A VOZ
8.13.2018
MODINHA DO TEMPO AGORA
MODINHA DO TEMPO AGORA
Esp’rei-te à esquina
Mas não me deste atenção;
Como qualquer menina
Jogaste pra muito longe
O qu’estava mesmo à mão.
Neste tempo que é sem tempo
Agora tudo tem um fim,
Que também não tenho tempo
Pra quem não tem tempo pra mim.
Se o futuro olha pra nós
E nos olha como hoje,
Escreve a uma só voz
O qu’à outra voz lhe foge.
Neste tempo que é sem tempo
Agora tudo tem um fim,
Que também não tenho tempo
Pra quem não tem tempo pra mim.
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
MUSA ETERNA
MUSA ETERNA
A morte é um incómodo enorme…
Vira-nos a existência do avesso.
Quem amamos até parece que dorme…
É dano que não mereces, nem mereço!
E quando na ideia se conforme
Ser possível evitá-la com um Terço
De quanto és, mas ele te informe
Só d’um décimo do que em ti imerso
Navega à deriva no que julgas ser
Então, essa morte é quem por ti vive
Quem percorre os mares, rios, caminhos
– Os afluentes da liberdade livre,
Propriedade de quem saltou dos ninhos
Num voo picado pela sã ousadia…
– Qu’essa sim, é a Musa de toda a poesia!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
8.08.2018
A MOÇA E O CÃO
A MOÇA E O CÃO
Fugiu o Biscoito à menina
Retouçou na tarde fresca, amena
Sobre relva, d'esquina em esquina
Fugiu o Biscoito à "piquena"...
Continuou linda mas não serena!
Deu dois saltos e três corridas
Driblando com ufana galhardia
Quem, por vê-lo, ganhou novas lidas
Cuidados, temores pla ousadia...
Fugiu o Biscoito à sua dona,
Correu-se descarado e audaz
À sua volta, e naquela zona
Dada à reinação e tropelia
Também frequentada por muito rapaz.
Fugiu o Biscoito à pequena
Sobre a relva, esquina a esquina,
Retouçando pela tarde amena
Fugiu o Biscoito à menina...
Continuou linda mas não serena!
Joaquim Maria Castanho
Com imagem do Google
8.07.2018
O TEMPO É IGUAL PARA TODA A GENTE...
O TEMPO NÃO TEM ESTRATO SOCIAL
O presente, esse muro de lamentações
Com que a gente asperge o passado
E salpica de expetativas o futuro,
Tem por óbice alisar os verões
Emparedar quaisquer primaveras
E fala sempre muito e por dobrado
Acaso se não sinta pleno e seguro...
Como podemos resistir-lhe, não sei
Mas vive-o tanto o povo como o rei!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
NO LABIRINTO, A SAUDADE
NO LABIRINTO, A SAUDADE
Procuro-te memória a memória
Bisbilhoteio a alma plo teu olhar
Atiro ao fundo o anzol da História
Para içar-te de lá reconstruída,
Mas não te encontro neste vazio:
Diluíste-te pelas ondas de calor...
Sei que és descendente do infinito
Guardiã d'imortalidade adiada
Que possuis o encanto que só eu fito
E sem ele não sei desejar mais nada.
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
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Há Luz no Escurecer,
Hoje,
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MITOS,
Notícias do Ocidente Ocidental
8.06.2018
LADOS DA VIDA - uma versão de Luzia...
"A pequena cidade francesa de Pau, perto dos Pirinéus, entre 1920 e 1930, é o cenário de fundo para a peça de teatro LADOS DA VIDA, de Fausto Correia Leite, que a RDP transmitiu no seu TEMPO DE TEATRO. Os personagens Pierre, Teresa, Maurice, Suzanne, Jean-Jaques e Mimi Marselha, são representados pelas vozes de, respetivamente, Álvaro Faria, Catarina Avelar, Carlos Daniel, Carmen Santos, Ruy de Matos e Manuela Cassola, sob a direção de autores de Rogério Paulo e realização de Teles Gomes. Teresa é uma versão sucinta de "Luísa Grande, que pertenceu à chamada 'alta sociedade', retratou a alta burguesia lisboeta dos loucos anos 20", mas não só, como também as terras e almas por onde passou, na sua vagabundeagem literária, sempre atenta e generosa. E fê-lo através de três pseudónimos: Sónia, Madame Butterfly e LUZIA, que predominou desde 1920, data da primeira edição do seu livro OS QUE SE DIVERTEM (Comédia da Vida), até à sua morte em 1945.
8.02.2018
SEMPRE OS MESMOS, A CADA HORA DIFERENTES
SEMPRE OS MESMOS, A CADA HORA DIFERENTES
Sim Monet, os nenúfares
Partilham sempre mudança
Impressionam vagares
Dizem genuína aliança
Que tem hora e luz do dia...
Estabelecem empatia
Negam alheada visão,
Que apatia não é opção.
Não é escolha nenhuma;
É apenas constatação...
É só remar que não ruma!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
7.31.2018
CINZEL LÍQUIDO
LÍQUIDO CINZEL
Já sereno é o canto deste manto
Cortina de lágrimas que não é pranto
Transparência que só a luz contorna...
Contudo, rupestre, mudo, interior
O soslaio dum coração intemporal
Gotícula a gotícula a vil forma
Esculpe na fria pedra esse amor
Que a tornará animada – e imortal.
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
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7.29.2018
POEMA ÀS SOMBRAS QUE PASSAM
POEMA ÀS SOMBRAS QUE PASSAM
É um silêncio interrompido
Melodia ténue em suspensão
Dum olhar trocado e consentido
Da pedra fria à pedra, na ilusão
De outra coisa ser, já quase dita
Num gesto sem movimento, sugestão
Dele só, capricho imaginado
Qual Adamastor em vão tormento
Senhor do mundo na profundidade.
Senhor dessa poalha universal
Superficial sem ter nem idade
E desconhece quanto é real...
A cujas sombras, pra lá da cortina
Diz o que a humidade lh'ensina!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
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Há Luz no Escurecer,
MITOS
7.13.2018
LUÍSA GRANDE, uma das primeiras sócias da Associação de Defesa dos Animais
"[A escritora LUZIA que, curiosamente], embora herdeira de considerável fortuna a vida nunca lhe terá sido fácil e, após se ter casado em 04.04.1896, é obrigada a divorciar-se 18 anos mais tarde, em 14.12.1914, com o património lapidado, é certo, mas não tanto que a impossibilitasse de deixar em testamento consideráveis bens patrimoniais aos seus empregados e empregadas, amizades e instituições benfeitoras, incluindo a Associação de Defesa dos Animais, da qual foi uma das primeiras sócias, demonstrando a sua natureza de filantropa empenhada."
JOAQUIM MARIA CASTANHO
A oralidade e teatralidade do discurso de LUZIA
"Tenho para que a sua escrita, [ a escrita de LUZIA], marcada por uma forte oralidade como por uma intensa teatralidade, se consolidou muito antes de ir para o Colégio das Salesas, aos 15 anos, em Lisboa, mais precisamente quando de uma das janelas da casa de seus tios, via sair e entrar as pessoas no Teatro Portalegrense, que lhe ficava defronte, e mesmo por algumas peças que aí terá assistido, apetrechando-a daquele olhar crítico mas enternecido, sofrido mas igualmente divertido sobre os outros e si mesma com que efabulou as comédias do mundo."
in JOAQUIM CASTANHO, revista PLÁTANO, primavera 2012
A VERDADE rima sempre com a ETERNIDADE
VERDADE RIMA SEMPRE COM ETERNIDADE...
Contratos de vida, sentires eternos
Nas gentes e suas almas imortais,
Laços, pactos nos dares a que nos dermos
Quaisquer que sejamos entr'os demais,
Então é porque oceânicas estrelas
Bailam, riem e retouçam enleadas
Nas ondas dos teus cabelos; e vê-las
– Ora sim, ora não, esconde-esconde,
Pêndulo que marca ritmo – cativadas
Sob luz que a distância não apaga
É outro sangue a pulsar do coração...
É uma fraga que liberta e traga.
É uma primavera em cada verão.
É uma tempestada sem ser plo clima.
É um grito que não diz seja o que for.
É só um princípio de eternidade.
E é uma Paixão sem ser por amor.
Ah! E já me esquecia, é verdade:
É desejo de... – PARABÉNS, minha prima!!!
Joaquim Maria Castanho
7.09.2018
LUZIA reeditada quase 100 anos depois...
OS QUE SE DIVERTEM, primeiro livro de LUZIA, pseudónimo de Luísa Susana Grande de Freitas Lomelino, nascida em Portalegre mas falecida no Funchal, é a primeira parte de COMÉDIAS DA VIDA, secundada pelo livro RINDO E CHORANDO. No seu interior há textos (diálogos) que já foram teatralizados para rádio, além de muitos apontamentos (ou crónicas) que retratam o Portugal cosmopolita da segunda década do século passado.
6.22.2018
NÃO SEI ONDE
NÃO SEI ONDE...
Procuro o teu sorriso, o teu olhar
Lá, não sei onde...
Como se fosse o sol a esgarrar
O folhedo, de fronde em fronde.
E assim, nesse preparo
Nem reparo quem repara em mim;
Que o sol à sombra esconde
Tal como o teu sorriso, o teu olhar
Que insiste em perdurar
A brilhar por entre qualquer fronde
Vindo... Vindo... Vindo...
Lá, não sei de onde!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
6.20.2018
LUAR JOANINO
LUAR JOANINO
De imaterial mas humano
E das profundezas das almas,
Só o divino mas profano
Sentido com que me acalmas
Dia a dia, mês a mês, ano a ano...
Que a vida pulsa sempre, é constante
Crescer lunar, círculo imenso, ímpar
Feito já da imagem desse amante
Que se vê no tempo, quando quer casar.
Joaquim Maria Castanho
6.18.2018
A DOR TAMBÉM SOFRE
169.
QUE A DOR TAMBÉM SOFRE
Há um sofrimento infinito
Plo deslizar manso na água
Com que o sonho cala o grito
Com que o grito cala a mágoa.
E nesse círculo tão fechado
Quase onda que pedrada deu,
Fica o que é belo maculado
Por quem ao ódio dum odiado
Com outro ódio maior respondeu.
Qu’esquece o que ninguém esquece
Nem sequer quando bem aflito:
Que o amor por quem não merece
Só causa dor, só causa atrito…
– E sofre a dor mais do que eu
Que de todos sou quem mais sofreu!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Anabela Pereira
6.14.2018
QUANDO O SENTIR É PURO
QUANDO O SENTIR É PURO
Líquido instante esse
Em que penso...
de repente
O sonho aflora, desce
No trânsito fluente,
E seguro, mas constante
Grafa granito no muro,
Numa linha diamante
Do cristal da tarde, ente
Dourado e transparente:
Amor queima mas não arde.
Joaquim Maria Castanho
Com Foto de Anabela Pereira
6.11.2018
PRINCÍPIO E FIM
167.
PRINCÍPIO E FIM
Sutil aflorar não é falta de paixão…
Nem que nela há menor intensidade;
O amor impõe cuidados ao coração
– Subscreve sutileza à sensibilidade.
Fulgor exige doçura, moderação…
Sequer indica definição d’idade,
Mas antes explica por que à intenção
Andam coladas a razão e verdade.
Já em mim, se exalto nobres valores
Basta-me ver-te pra desde logo sentir
Quanto amor por todas outras flores
Já senti aos pouquinhos, sem explodir,
Sem m’estrondar corpo e alma num vulcão
Que acorda… – liberta lavas de paixão.
Joaquim Maria Castanho
Com excerto de foto de Anabela Pereira
6.07.2018
OMBRO COM OMBRO
OMBRO A OMBRO
Quando a sombra desliza perturbante
Ombro a ombro vem sem ferir, magoar
Entre as frestas da penumbra secular,
É a fantasia de um sonho distante
Esboçando promessa de lesto chegar.
É a magia do desejo traçando secante
Ao interno novelo que enleia as preces,
Transformando o longe num instante
Em que te fazes autêntica... E apareces.
É o fulgor dum flashback desejado
A enobrecer a realidade, pondo amor
Inesperado no acaso tornando torpor...
Mas também é o semáforo apagado
Frente à zebra que queres transpor
E que à ousadia sempre aplica temor,
Empresta a cada jeito ensimesmado.
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
6.05.2018
MEU PÃO PLURAL
166.
MEU PÃO PLURAL
Mergulho em recordações…
Abro a voz pra respirar-te.
Redesenho-te por secções
Onde as partes são ambiente
Unidas até serem arte,
Sentidas até serem gente.
Não há mar que te desconheça
Não há céu que te não cante,
Nem sentir que te desmereça
Nem amor sem ser de amante.
Esse ora assim destilado
Serenidade (e exatidão),
Quase afeto amassado
Com o cuidado de tua mão
Que assina por bem, no final
O teu olhar, meigo e plural.
Joaquim Maria Castanho
in REDESENHAR A VOZ (Pág. CCXIV)
Com foto de Elie Andrade
6.01.2018
TEU ADEUS
165.
TEU ADEUS
Tu, só tu
Tormentas paras, derrocadas escoras.
E posso dizer que teus olhos são meus?
Posso aferir quem sou de quem em mim vês?
Ontem passaste apenas uma vez…
Mas duraste vinte e quatro horas.
Dormi toda a noite com teu Adeus!
Tu, só tu
Suport’as toneladas de esperança
Que há no sonho e só o sonho alcança.
E posso dizer que teus olhos são meus?
Ontem sorriste, e fui criança…
Dormi toda a noite com teu Adeus!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Elie Andrade
5.30.2018
ROSMANINHO NACIONAL
164.
ESTE ROSMANINHO NACIONAL
Snifei rosmaninho…
Snifei rosmaninho…
Pla moldura da janela
Bem no meio do caminho
Vejo sonho, o rosto dela
Jeitinho de Cinderela
Meigo lindo sem igual
Todo feito do carinho
Como só há em Portugal.
Snifei rosmaninho…
Snifei rosmaninho…
Mas não misturei alecrim
Para não meter no ninho
Quaisquer restos de mim
Menos dignos menos leais
Que aos olhos do mundo
Possam sugerir desditas
E coisas essas que tais
Tão fatais parasitas
Qu’iludem o povo plural
Como só há em Portugal.
Joaquim Maria Castanho
(Nota desnecessária: Planta por cuja ação antiespasmódica e anticancerígena, pode também ser utilizada para dificuldades no sono, problemas de circulação, prevenção de doenças degenerativas e tratamento de enxaqueca. Ou seja, não obstante o valor, ninguém dá nada por ela.)
5.29.2018
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