ODE A ÉRATO*
Em democracia a mentira e o embuste
Nunca poderão ir longe, nem perdurar.
E, por mais que aos trauliteiros isso custe,
Não há tik-toks, blás-blás, nem ilusionismos
Fintas, arrazoados, ou sequer racismos
Que alguma vez lhes possibilitem ganhar.
É que o bom povo português, no seu geral
Até pode andar distraído, mas vai daí,
Na altura de votar, pondera entre bem e mal
E assina de cruz, dando bom acordo de si.
Sabe que a democracia não nasceu ontem
E se valoriza mais pla a existência,
Que à mentirosa ilusão mal a notem
Votam com responsabilidade e consciência.
É povo iluminado, gentil, sabedor...
Que cuida e é cuidado, provando o seu valor.
Joaquim Maria Castanho
*ÉRATO – uma das Musas. Precisamente a da poesia e da geometria.



