4.30.2009



LANÇAMENTO DO LIVRO:






As Edições Colibri (www.edi-colibri.pt ), o Instituto de Estudos
de Literatura Tradicional e a Associação
25 de Abril levarão a cabo
uma sessão de apresentação do livro

Camponeses, Cultura e Revolução
Campanhas de Dinamização Cultural
e Acção Cívica do MFA (1974-1975)
da autoria de Sónia Vespeira de Almeida,
que será apresentado pelo Professor Doutor
João Leal, pela Professora Doutora
Paula Godinho e pelo Presidente da direcção
da Associação 25 de Abril,
Coronel Vasco Lourenço




Data e Local: 30 de Abril às 18.30 horas – Associação 25 de Abril

Rua da Misericórdia, 95, Lisboa



4.29.2009


Lançamento de Livro


Património Industrial e Pré-Industrial de Montijo
da autoria de Alfredo Tinoco e Élia de Sousa


Data e Local: 1 de Maio de 2009, às 18.00hGaleria Municipal do Montijo

4.17.2009



LANÇAMENTO DO LIVRO:

UMA TERRA AO SUL

Autora: Maria do Rosário Carvalhal

Data e Local: 16 de Abril, pelas 19.00 horas
Anfiteatro de Portel

4.16.2009

Convocatória aberta para Filminho 2009


Até ao próximo dia 30 de Maio a organização do Filminho – Festa do cinema Galego e Português - começa a receber inscrições para as mostras competitivas portuguesa e galega. A inscrição é gratuita e pode ser feita através do site www.filminho.info, do e-mail info@filminho.info.
A segunda edição do Filminho terá lugar nos dias 16,17,18 e 19 de Julho em Vila Nova de Cerveira e Tominho (Galiza). As principais secções competitivas do Filminho são o Grande Prémio, atribuído ao melhor filme de produção galega e/ou portuguesa em competição no Festival e Cinema Minhoto, orientado para filmes realizados no Minho ou com referências à região.
Conforme o regulamento, a pré-selecção será realizada por um júri nomeado pela direcção do festival. Os filmes concorrentes deverão obedecer aos seguintes requisitos: as obras (de qualquer género ou duração) têm de ser concluídas após 1 de Janeiro de 2008;ser faladas, ou legendadas, dentro do sistema linguístico do galego e/ou português; estarem disponíveis para exibição em 35mm ou Vídeo (DVCAM, DV ou miniDV, apenas sistema PAL). Caso o filme seja seleccionado, o responsável será notificado
por e-mail até ao dia 21 de Junho de 2009.
As exibições vão decorrer em dois grandes espaços: no Auditório de Goián, uma sala mais tradicional, e no Auditório de Cerveira, ao ar livre. O
regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.filminho.info.

Filminho 2009

Destacam-se os pontos fortes do Filminho:
1) O Audiovisual Galego e Português. A continuidade cultural, linguística e geográfica entre Portugal e a Galiza fornece aos criadores e mercados audiovisuais todo um mar de oportunidades para explorar e deve ser reflectida nas imagens cinematográficas. Nos tempos que correm, não temos dúvidas de que algo que é necessário cultural e economicamente, não deve falhar.

b) O seu carácter transfronteiriço. É fácil um Festival ser internacional porque recebe filmes de várias nacionalidades. Mas um Festival sê-lo porque decorre em dois países é algo completamente diferente. Porque se estabelece sobre a fronteira, anulando qualquer distância, juntando povos e culturas, não apenas num sentido conceptual ou discursivo, mas fisicamente, na própria realidade.

Nesta edição, o objectivo do Filminho é dar a máxima atenção a cada filme, a cada sessão, a cada convidado, a cada espectador, e a máxima visibilidade às cinematografias, aos criadores, aos produtores e, claro, aos patrocinadores. Ao nível da programação, destaca-se, para já, a retrospectiva sobre o realizador Edgar Pêra.

Histórico

“O Filminho arrisca e deseja petiscar. Nunca deixaremos de fazer um festival que arrisca. É característica do Filminho agradar a uns e não agradar a outros, pois nada de verdadeiro pode ser perfeito. O Filminho quer marcar o seu tempo, modificar as formas de olhar o Minho transfronteiriço e tudo o que o compreende”.
André Martins, director do Filminho.

“Saudamos a chegada do Filminho, que sem dúvida ajudará a aproximar e a intensificar um proveitoso ir e vir de gentes, cultura e ideias. O Filminho é o primeiro grande evento cultural que acontece, ao mesmo tempo, na Galiza e em Portugal, feito por e para galegos e portugueses”.
Sandra González, Alcaldesa do Concello de Tomiño

“O Filminho é um evento que consagra a proximidade geográfica e os numerosos vínculos entre a Galiza e Portugal como a afinidade idiomática e cultural”.
José Pedro Ribeiro, do Instituto do Cinema e Audiovisual.

“O Filminho é um projecto desenhado para potenciar o encontro e o convívio entre criadores de dois países”.
Manuel González, Axencia Audiovisual Galega.
Para mais informações:
filipa.filminho@gmail.com / comunicacao@filminho.info
96 277 82 58 / 91 093 49 84

info@filminho.info
http://www.filminho.info/
http://www.filminho.wordpress.com/
www.youtube.com/festivalfilminho
http://www.facebook.com/people/Filminho-Festa/1096671923#/profile.php?id=1096671923&v=wall&viewas=1117879170
Entende a Câmara Municipal de Marvão através da sua linha editorial, a Revista Ibn Maruán, associar-se à comemoração dos 200 anos das Invasões Francesas em Portugal, editando um número especial.
Se há dois séculos muitas povoações
viram o seu património, sobretudo o religioso, delapidado e destruído pelas tropas francesas e também inglesas, o território de Marvão passou incólume ao longo desses anos dos inícios do século XIX. Contudo, foi visitado por várias vezes, desde o tempo da denominada Guerra Fantástica até às Invasões Francesas, pelas partes em conflito para avaliarem o estado da fortificação e acessos à fronteira. São os relatos dessas visitas que neste número especial da Ibn Maruán se publicam e que nos descrevem as terras de Marvão, particularmente as ruínas da Ammaia, nos meados do século XVIII e nos inícios do século XIX.


MARVÃO E AMMAIA ao tempo das GUERRAS PENÍNSULARES
(N.º especial da revista IBN MARUÁNRevista Cultural do Concelho de Marvão)

Autores: Armin U. Stylow, Juan Manuel Abascal e Rosário Cebrián

Apresentação: Prof. Doutor José d'Encarnação

Data e Local: 19 de Abril, pelas 16.00 horas
Câmara Velha – Casa da Cultura de Marvão
Será servido um "Marvão d'Honra"

3.27.2009

Obviamente, demito-me

"Cada herdade é um compêndio de ecologia animal;
e a ciência florestal é a tradução desse livro."
Aldo Leopoldo, in A Sand County Almanac

Sob o slogan com "Os Verdes" construir a mudança, decorreu durante os dias 13 e 14 deste mês, na Casa do Artista, em Lisboa, a XIª Convenção do Partido Ecologista "Os Verdes". Todavia, porque voltou a ser reiterada a posição imutável do partido em continuar a concorrer às eleições no âmbito da CDU, estratégia com a qual se pretende alargar o conceito de melancial ao de biodiversidade, a que categoricamente sou adverso, e tendo manifestado exactamente isso na intervenção por mim feita na dita Convenção, não vejo outro caminho, em coerência, responsabilidade democrática e honestidade intelectual, senão declarar que estou indisponível para integrar qualquer lista ou subscrever qualquer proposta eleitoral que não observe integralmente a minha atitude e da corrente de acção política em que se inscreve; logo, fora do contexto e quadro eleitoral da CDU.
Portanto, reservo-me o direito de não colaborar com toda e qualquer iniciativa política, eleitoral ou não, nacional, regional ou localmente, que futuramente seja promovida pela CDU, e enquanto se mantiverem as linhas de acção política da moção aprovada em Convenção. Porém, continuarei a pugnar por uma sociedade ecologista e emancipada, consciente e responsável, pela defesa da natureza e do ambiente, pela sustentabilidade económica, social, territorial, administrativa, cultural e cognitiva, bem como pela biodiversidade, pela gestão racional dos recursos naturais, pelo não cultivo e proliferação dos OGM, pela melhoria da qualidade e das condições de vida, além da sustentabilidade planetária, em prol de uma sociedade cada vez mais justa, mais solidária, mais democrática, mais harmoniosa, mais participativa, mais fraterna, mais desenvolvida, mais inclusiva, mais próspera, mais transparente, mais integrativa, mais coesa, mais positiva, mais associativista, mais plural e diversificada, mais ética e mais moderna, de acordo com as minhas capacidades criativas e de intervenção constitucionalmente consagradas.
Porque só assim, creio, também melhor e mais eficazmente poderei juntar o meu contributo de cidadão ao contributo dos demais cidadãos da comunidade a que pertenço, na edificação de uma Europa para todos, sem abdicações contagiosas nem quezílias desconstrutivas enraizadas em ideologismos (pré-)Guerra Fria não reciclados, logo, obsoletos.

3.26.2009


O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, 45 A) a conferência – Just Before Darwin: the question of species during the 1850’s – que terá lugar no dia 25 de Março, às 18h00, e será proferida pelo Prof. PIETRO CORSI da Universidade de Oxford, UK. Teria muito gosto em que estivesse presente nesta iniciativa. Poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/ e enviar as suas questões para o email darwin@gulbenkian.pt.
PIETRO CORSI
Professor Pietro Corsi is Professor of the History of Science at the University of Oxford. He is the author, amongst others, of the websites www.lamarck.net, http://www.buffon.cnrs.fr/, and http://www.hstl.crhst.cnrs.fr/i-corpus/histmap. He is an advocate of free access to the results of academic research.
Research Interests
· History of life and earth sciences
· Science and religion (18th–20th centuries)
· Science, politics and society
· History of science as a discipline
· Internet for the history of science
· History of neurosciences
· Science and society in the 19th century in Great Britain, France and Italy

Supervision Interests
The history of the philosophy of science; science and religion (17th–20th centuries); and the areas covered by research interests
Research Interests and Activities
· Eighteenth-Century Britain and Europe
· Science, Medicine, and Technology
· Modern Britain and Europe

3.20.2009

Só você não sabe
Só você não vê...


"Tudo pode ser reciclado... Sobretudo as ideias!
Entendemos que o ecologismo é uma nova atitude perante a vida, que nasce da reflexão e da prática de muitos grupos e pessoas, que em todo o mundo se aperceberam que estamos perante uma crise civilizadora, que se torna necessária a definição de caminhos alternativos que valorizem a criatividade individual e colectiva.
A questão cultural é pois fundamental no nosso projecto alternativo de sociedade, estimulando a geração de uma nova ética existencial, que se baseia no respeito pela vida e pela natureza."

Página 115, do Programa do Partido Ecologista "Os Verdes"


Nas vésperas do amanhã é que devemos aviar-nos de quanto iremos precisar durante as viagens, principalmente daquelas feitas no alto mar da modernidade... Ora, como é que um partido incapaz de mudar-se a si mesmo pode outorgar-se ser o arauto da mudança numa sociedade, qualquer e por mais ou menos liberal que ela seja? Que autoridade moral assiste a alguém que exige aos demais fazerem algo que ele próprio não consegue? E isto é, no mínimo, estranho... A não ser que seja um costume típico daqueles que confundem especismo com biodiversidade, quando apostam no cultivo de um género alimentício em detrimento de todos os outros, e que julgando fazerem-no para se salvarem, estão, afinal, não a arrotear o chão do seu futuro, mas a escavar a própria sepultura, a insustentabilidade e o descrédito político. Pelo que não carece de grande golpe de vista nem de suma sapiência, arreigado prognóstico ou atreito sortilégio, a compreensão generalizada deste facto. A monocultura já arrastou para a falência quase todas as unidades de produção que a elegeram como receita estratégica ou mesinha para o défice no balanço, e as que ainda não faliram andam a braços com a dívida que esta crise nunca lhes ajudará a pagar, onde até as colectividades de sucesso eleitoral têm dificuldades de afirmação. Porque nesse caldo pantanoso, propício à rizicultura, não passa mesmo esta, de um rípio sócio-económico de ínfima influência e qualidade no avaliar das contas eleitorais, no contar dos votos a que a análise política não traga mais que o esboço de um sorriso, senão uma gargalhada de escárnio.
Aliás, de pouca monta serão essas questões do número, além de muito menos credíveis as votações de cartão no ar, boletim de voto onde só se pode votar SIM, textos de moção de acção global enviados em cima da hora de abertura do seu debate, pois em Aljubarrota os espanhóis também eram muitos mais do que os portugueses, todavia isso por si só não lhes trouxe nenhuma razão e muito menos lhes deu a vitória. Porque nós vencemos, repusemos a nacionalidade dentro dos cânones da soberania aristocrática de então, tornando-nos novamente mais um legítimo Estado dentro da legalidade europeia. Fomos e continuámos a ser independentes, livres, adultos como nação, íntegros enquanto povo, vetustos na cultura, ancestrais na génese, seculares no entendimento colectivo, milenares no empreendedorismo, destemidos perante o risco, aventureiros ante a desgraça, audazes no planeamento e exigentes, como rigorosos, nas execuções desses planos.
Porém, há tanto tempo isso foi, tanta a água que lavou as margens do Tejo, que disso nem pevide na memória de alguns deixou!
E, mais ainda, não só não deixou pevide na memória dessas pessoas, como as transformaram em alguém com tanta falta de escrúpulos que não sente vergonha quando enuncia no seu programa uma coisa e faz precisamente o contrário. O que é caso para dizer, que apenas a inveja é motivo e razão, que assiste às críticas tecidas contra o governo, por poder fazer e fazer exactamente aquilo que "eles" fariam se pudessem.
Ora, ainda bem que não podem; é que mais do mesmo, já cá temos de sobra!

3.16.2009



Tendo em conta que me foi impossível terminar a minha intervenção na Convenção, deixando-a incompleta, falha de sentido e desenquadrada, e considerando que alguns ecologistas estão curiosos por conhecê-la na íntegra, aqui fica portanto o texto completo dela.











Construir a Mudança Hoje, Porque o Futuro é Já Ontem

Parece-me redundante insistir na capacidade de renovação do Partido Ecologista OS VERDES, todavia reafirmo aqui e agora o que na X CONVENÇÃO terei afirmado, embora que reformulado de acordo com as circunstâncias históricas que formatarão este ano, em que é preciso rendermo-nos às exigências da actualidade, dando-lhe uma resposta peremptória, determinativa, eficaz, delineada em dois objectivos, três estratégias, cinco razões e dez vantagens inequívocas para a reabilitação de Abril e aprofundamento da democracia em Portugal. Repito: dois objectivos, três estratégias, cinco razões e dez vantagens.
Acabou-se o tempo das crises merceeiras e avulso, porquanto já não há crises separadas umas das outras, o que não é necessário ir muito longe, no tempo como no lugar, para o confirmar, pois a crise financeira com que nos abatemos, é exactamente a mesma que a crise económica, a crise ambiental e crise climática, a crise energética e a crise estrutural, a crise de valores e a crise educativa, a crise sanitária, a crise securitária e a crise da biodiversidade, exactamente e tão-só uma e a mesma crise, precisamente aquela que atravessamos e atravessam os gregos como os sul-americanos, os europeus como os asiáticos, acerca da qual nos sentimos esporadicamente impotentes, mas simultaneamente confiantes e convictos, orgulhosos por sermos ecologistas, por pertencermos a um grupo de pessoas que pugnam pela mesma consciência cívica, e que tudo fizeram para não a agravar, estiveram do outro lado da barricada e combateram as condições que criaram esta crise, que avolumaram esta crise, e nunca foram coniventes com os altos interesses da governabilidade e da propaganda de perpetuação do poder, quer ele se tenha manifestado como exercido por esquerdas pouco esquerdistas, como por direitas bastamente fascizantes, e se apresenta agora, em 2009, ano de tripla eleitoral, com autoridade moral e descomprometido, logo abalizado e com estatuto de exclusividade, porquanto o Partido Ecologista OS VERDES somos o único partido político português não alinhado com os neoliberalismos situacionistas, nacionais como internacionais, elementares à cadeia corruptora da sustentabilidade da sociedade da informação e conhecimento, que estiveram na génese deste desequilíbrio global, neste dominó em queda até à imprevisibilidade resoluta de um tsumani planetário; digo, o Partido Ecologista OS VERDES é o único partido nacional com background e barra limpa suficientes para enfrentar com êxito a actual crise, uma vez que somos o único partido com know how, motivação e provas dadas, cujos militantes estão deveras preocupados com as condições do ecossistema, logo igualmente os únicos com a habilitação e a vocação imprescindíveis, além de defendermos o único modelo de sociedade capaz de superar as circunstâncias com autenticidade, a sociedade ecologista emancipada, hasteada nas bandeiras da responsabilidade, cidadania e consciência, totalmente apetrechada dos recursos éticos e ambientais, do sistema económico redistributivo, no ecodesenvolvimento e sustentabilidade, na moral democrática e agricultura biológica, na cultura da conservação da natureza e da biodiversidade, na identidade das diferenças e pluralismo solidário, tão eficazes como incontornáveis para a resolução das dificuldades do presente, além de suficientes na prevenção das dificuldades futuras. Pois o Partido Ecologista OS VERDES é aquele de entre os partidos da actualidade nacional que comporta uma faixa social de cidadãos informados e dispostos a participar na melhoria do mundo físico e ideal em que vivemos, porque preocupados com a problemática ambiental, e detentores da audácia, conhecimentos, competências, motivações e sentido de compromisso que lhe permitem trabalhar, individual e colectivamente, sem as teias do preconceito da obediência esclavagista, na procura empenhada dessa resolução, em plena consonância com o já há muito afirmado por Rolston III, seremos nós, os ecologistas, aqueles activistas, de entre os seres humanos, os que melhor conseguem olhar para fora de si mesmos, ponderando e considerando os interesses de todos os que são, ou podem ser, afectados pelas suas acções. Aliás inerência própria da sociedade ecologista emancipada e responsável, que defendemos e queremos disseminar, não só para o nosso bem e da nação, mas também da Europa e do mundo, quer de hoje como de amanhã. Sobretudo porque os nossos companheiros merecem o melhor que lhe podemos facultar, os nossos deputados o reconhecimento pelo seu trabalho, os nossos autarcas a valorização e mérito pelo seu esforço empenhado e quotidiano.

Primeiro objectivo – Libertar Portugal da hegemonia economicista neoliberal como da manipuladora e bipolar influência da lactossocratocracia pseudo socializante;
Segundo objectivo – Promulgar o ecodesenvolvimento sustentável e solidário como um facto histórico na modernidade portuguesa.

E para alcançar estes dois objectivos de inegável valia na consolidação de uma sociedade cada vez mais responsável, cada vez mais consciente, cada vez mais autossuficiente, cada vez mais emancipada, cada vez mais solidária e cada vez mais democrática, temos três estratégias imediatas.

A primeira, são as eleições europeias, a que devemos concorrer com lista própria e independente, fora do quadro eleitoral da CDU, porque devemos isso aos demais partidos europeus que formam o movimento verde, bem como aos nossos simpatizantes e militantes nacionais, aos nossos deputados na Assembleia da República que, não obstante terem trabalhado mais que quaisquer outros dos demais grupos parlamentares, são constantemente cilindrados por um estatuto de menoridade e tidos como uma carta fora do baralho nas decisões e opinião pública. Eleições essas em que nos devemos empenhar com seriedade e galhardia, com enlevado labor e superação dos interesses particulares, ou individuais, transformando a sua votação, a sua enorme votação, como uma bandeira de negociação e responsabilidade, quer face aos partidos nossos aliados, como para aqueles que são declaradamente contra nós. E para as quais temos vários candidatos de renome, a começar pela nossa cabeça de lista natural e óbvia: Heloísa Apolónia.

A Segunda, são as eleições legislativas, em que apenas devemos concorrer em coligação, depois de garantidos como elegíveis, pelo menos cinco deputados, em ciclos onde essa vantagem é notoriamente visível: Lisboa, Setúbal, Santarém, Coimbra e Porto. Porque temos que acabar definitivamente com esse encostarmo-nos ao cajado característico do pastoreio bucólico após MFA, após PREC; com essa beatitude mística de quem prefere não fazer e tão-só estar sempre pronto a contestar quantos fazem, sobretudo porque eles agiram em conformidade para poderem fazer, empenharam-se e venceram eleições, e nós não; pelejaram pelos seus princípios e tomaram posição acerca destes ou aqueles assuntos, mas nós não; discerniram entre o que está certo e o que está errado, mas nós não; estiveram na linha da frente com as nossas ideias, os nossos projectos, as nossas intenções, como a aposta nas energias alternativas, a vacinação do cancro do útero, a remoção do amianto dos telhados das escolas, a certificação de eficiência energética nos edifícios, o pugnar pelo fim do suporte-papel nas comunicações intra-Estado, a aplicação das TIC e Magalhães, e nós não; e etc., que até os etecoetras fizeram com inaudito anúncio e propaganda, solfejo regimental e bivaque, acompanhamento de bandas e beberete, mas nós não. Mas essencialmente porque se até agora nos satisfazia um dueto parlamentar, agora, com a crise, as alterações climáticas, a degradação das condições de vida, a insustentabilidade laboral, a destruição da natureza e o desordenamento do território, tão pujantes e evidentes, vamos precisar de um grupo parlamentar com poder de manobra para operar em conformidade com aquilo que a modernidade portuguesa exige: determinação, seriedade e respeito.
E a terceira estratégia, como não podia deixar de ser, as eleições autárquicas, em que temos de passar a concorrer não para ganhar uns lugarzinhos mixurucas nas assembleias de municipais, nas juntas de freguesia, nas mesas de voto para os referendos regionais, que nunca foram feitos em Portugal, nem provavelmente virão a ser, uma vez que o instituto do referendo, aliás, como a democracia, são chatices que apenas servem para embelezar os documentos fundamentais, como a Constituição da República Portuguesa; a que devemos concorrer, dizia, não para manter a nossa pequenez e insignificância de quem acompanha aos ferrinhos as marciais arruadas dos tambores e bombos de quaisquer outros partidos, mas sim para que em vez de lugares cativos nas assembleias de freguesia, ganharmos definitivamente câmaras, onde possamos contribuir para uma melhor e eficaz, sustentável e humanizada, gestão dos recursos naturais, defender o território e o ambiente, aplicar políticas com incontestável efeito prático na qualidade de vida das populações, implementar instrumentos de ordenamento territorial que defendam o nosso património cultural, atmosférico, biótico, aquífero, hidrográfico, arquitectónico, paisagístico, etnográfico, biónico, enfim, sejam a linha avançada dos mais progressistas em benefício até dos mais retrógrados, nas sem a vergonha dos dependentes, sem o cunho do criancismo e da esmola política, e sim com consciência ou elevado sentido de responsabilidade que é típica dos ecologistas de e em todo o mundo.

Principalmente porque temos do nosso lado cinco razões indesmentíveis:

Uma – os nossos deputados foram os mais diligentes e acossados na Assembleia da República, em que a esquerda e direita malharam por tudo e por nada;

Duas – não obstante o diminuído estatuto de cada um dos nossos autarcas pela fragilidade democrática já enunciada, estiveram sempre e inabalavelmente do lado daqueles que mais sofreram com as políticas urbanas insustentáveis, despesistas, que hipotecam o futuro e as futuras medidas de recuperação da economia e da gestão autárquica;

Três – temos, no seio do Partido Ecologista OS VERDES, os mais responsáveis e inconformados dos cidadãos, os menos acomodados dos munícipes, os melhores representantes parlamentares, os mais empenhados e envolvidos militantes, porquanto não estão aqui para fazer número nem enfeite da moldura em que os órgãos de comunicação nos hão-de pincelar, nem para ganhar um jobzinho a expensas do erário público, mas sim porque têm um projecto alternativo de valor, um programa insofismável, uma vontade inegável de melhorar as condições do habitat humano, em resumo, não só uma solução para presente crise, como também para evitar as vindouras.

Quatro – onde os demais partidos do espectro político nacional erraram, nós estivemos atentos; onde eles fizeram mal, nós apontámos as consequências; onde eles calaram, nós denunciámos; onde eles sujaram, nós limpámos; onde eles destruíram, nós mergulhámos na conservação; onde eles arrepiaram caminho, nós inovámos, nós reciclámos, nós reutilizámos, nós seleccionámos, nós reduzimos, nós alertámos para urgência de alterarmos as condutas dos desleixo e do egoísmo generalista;

E cinco – porque alguém lá fora, talvez uma criança inocente, um amigo vilipendiado, uma amiga socada, um rio poluído, uma árvore abatida, um animal maltratado, um silêncio opressivo, uma palavra calada, um coração magoado, um ambiente aviltado, uma cidade sitiada, e um companheiro apoquentado estão de "olhos" postos em nós, e viram na nossa capacidade de análise e diagnóstico um prenúncio de acção, uma vontade de mudança, uma renovada esperança para a sua qualidade de vida.
E estas não são só cinco razões mas cinco evidências que dia a dia se multiplicam e irão preencher os próximos cinquenta anos da Portugalidade a que pertencemos.

Viva o Partido Ecologista português!
Viva Portugal!
Viva o futuro de Vitória e Liberdade!

3.12.2009



VERDES DOS EUA E DA IRLANDA
NA XIª CONVENÇÃO DO PARTIDO ECOLOGISTA “OS VERDES”


A XIª Convenção Nacional Ecológica, órgão máximo do Partido Ecologista “Os Verdes” realiza-se nos próximos dias 13 e 14 de Março na Casa do Artista (Pontinha, Lisboa), sob o lema “Com os Verdes Construir a Mudança”.

Os trabalhos começarão dia 13 de Março pelas 20.00h, com a recepção dos delegados, participantes e convidados e terminarão após a intervenção de encerramento, prevista para as 17.30h de Sábado, 14 de Março.

No sábado, dia 14 de Março, realizar-se-á ainda um debate subordinado ao tema “A emergência da Ecologia no Mundo” que contará com a participação dos oradores convidados Bruce Gagnon (Verdes dos Estados Unidos da América) e Patricia Mckenna (Verdes da Irlanda), bem como com a participação da Deputada ecologista Heloísa Apolónia.

“Os Verdes” convidam desde já os senhores e senhoras jornalistas a acompanharem os trabalhos deste grande momento de afirmação do projecto ecologista em Portugal.


O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 -
imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
www.osverdes.pt

Lisboa, 11 de Março de 2009

3.10.2009

XIª CONVENÇÃO DO PARTIDO ECOLOGISTA “OS VERDES” - 13 E 14 DE MARÇO EM LISBOA


O Partido Ecologista “Os Verdes” realiza a sua XIª Convenção Nacional Ecológica, órgão máximo do Partido, nos próximos dias 13 e 14 de Março.

A XIª Convenção realizar-se-á na Casa do Artista na Pontinha, em Lisboa, sob o lema “Com os Verdes Construir a Mudança”. Os trabalhos começarão na sexta-feira, dia 13 de Março pelas 20.00h e terminarão após a intervenção de encerramento, prevista para as 17.30h de sábado, 14 de Março.

“Os Verdes” convidam desde já os senhores e senhoras jornalistas a acompanharem os trabalhos deste grande momento de afirmação do projecto ecologista em Portugal.


O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
http://www.osverdes.pt/

Lisboa, 9 de Março de 2009

3.09.2009

Ensaio Sobre as Aves


"Ele não respondeu, acompanhou-a à porta e tentou não ouvir os saltos dela no mármore, a escreverem S-E-X-O em código Morse."
In
O Cego de Sevilha (p.221),de Robert Wilson

Porque os que com desacuidade vêem, exigem cegueira absoluta aos que consigo habitam, convivem, trabalham, aprendem, partilham interesses e se divertem, é notório que enquanto a Justiça for condicionada pela "arquitectura" integrista e fundamentar os seus alicerces no corporativismo burocrático – obrigado, Kafka! –, será cada vez mais injusta e menos democrática, menos confiável e mais sexista, ou seleccionista, menos acessível e mais confusa, menos transparente e mais secretista, de suspeitas coreografias nas oportunidades decisórias, além de tender cada vez mais a transformar-se numa arma de arremesso para diferenças e ódios, como instrumento de poder que o establishment dispõe a seu bel-prazer, a fim de enfrentar os seus mais acesos e acérrimos temores, legitimar as profilaxias de evitação, nomeadamente as de precedentes, executar as principais antipatias viscerais socialmente identificadas, através do exercício modelar da percepção motivada (e economicamente assistida), capacitada e justificada por uma estranha interpretação determinista da moralidade, na medida em que qualquer variação no status se incrementa sempre por pronunciada ruptura – ou dissidência, ou resistência – com o sistema vigente, baseada em formas de o adulterar ou corromper, recorrendo invariavelmente a meios pouco ortodoxos, logo passíveis de ilegitimidade e "indesejáveis"; eis, portanto, o caldo sócio-cultural em que se multiplica a matiz de tangência entre as esferas política, judicial e pessoal, na formatação do vínculo de intercepção concreta da ética democrática, onde os problemas fazem impreterivelmente parte das soluções.
Porém, soam rumores de novidade, ventos de mudança, em feição a reparados rumos. Pode apenas ser crença, fé de gentios, homens e mulheres que por muito peregrinar nos passos perdidos, ainda supõem ser possível ir para o futuro numa carroça do passado. E quem diz carroça, diz máquina; e quem diz máquina, diz aparelho, diz sistema; e quem diz sistema, diz corpo legal, diz software, diz edifícios, diz instalações. Por mim, sendo local de frequência conjugável no obrigatório, que é gerúndio de tem-que-ser, da última vez que fui a um tribunal, no caso, ao de Portalegre, depois de subir os socalcos até ao primeiro piso, restou-me esperar num corredor soturno e frio, sentado em banco conventual, a ler, até que, saltos batidos no mármore se fizeram ouvir, pesados em sobrecarga de processos, me apagaram a luz, exigindo-me por único entretém o umbral da porta (sem porta) ao fundo do corredor, onde, dois homens principiavam a levar outro, escadas acima, numa cadeira de rodas, pegando-lhe o da frente pelas rodas dianteiras da mesma, o de detrás, nos punhos das costas que servem para empurrar a dita (máquina), para aceder à sala de audiências, a fim de poder usufruir da Justiça, não sei se como arguido, se como queixoso, o que também não terá importância alguma, uma vez que para a ela chegar teve que ir de cabeça para baixo...
E como vi uma cadeira de rodas, imaginei que terá sido resultado de qualquer acidente. Lembrei-me então, do pardal Sebastião, que num dia de nevoeiro, lhe aconteceu por inteiro, ser o desafortunado aventureiro, de mais um acidente de viação:
Ia, pela estrada de Alpalhão, no seu Mercedes topo de gama, um próspero agricultor, cuja perícia na condução, é pisar bem no acelerador. Todavia, em sentido contrário, fugindo da áspera rama, de uma árvore à beirinha, num ápice de fósforo em chama, veio Sebastião de repente, estatelar-se mesmo na sua frente, sobre o pára-brisas, e truz-pás-zás-catrapuz, pelo que o condutor exclamou "ai, Jesus", ao ver a ave de asas em cruz, travou, parou, e condoído pela visão, tratou de recolher o pardal, a quem o coração ainda batia, colocando-o no banco ao lado, até chegar a casa, para tratá-lo conforme pudesse e sabia. Pois bem, ao remanso do lar chegado, o remorso virou cuidado, e ajeitou o pobre animal, numa cama de papel, pondo-lhe perto água e pão, dentro de uma gaiola antes vazia, que guardara para qualquer ocasião. E ali ficou Sebastião, entre medo, dor e agonia, mas como era ave de respeito, por aquilo que lhe batia no peito, eis que passadas algumas horas, sem perdidas demoras, deu acordo de si... e dito e feito: que viu ele? Ao fundo, graníticas paredes, de histórico castelão, enquanto perto tão-só grades, um púcaro de água, migalhas de pão. Afligiu-se então nesse ínterim, que nunca se vira em tais sedes, e lançando os olhitos aos céus, gritou "ai, meu Deus, que fui eu fazer?, não é que queres ver, que matei o tipo do Mercedes?"
Portanto, perante o visto, na subida de quanta gente espera que a Justiça seja justa, mas lhe acede de pernas para o ar, quis-me parecer que razão tinha o pardal em desconfiar do trato, que também aqueles a quem é anunciada a mudança de uma Justiça para todos, democrática, deve ser difícil de entender, já que das sociedades e cidades e edifícios que são fundamentalmente só para alguns, muito pequena há-de ser a que vier. Porque a Justiça serve a sociedade que a sustenta, e essa, é precisamente esta a Justiça que ela quer. E quem pensar o contrário, sujeita-se a ser outra bárbara avis rara!


(Nota: este texto foi feito para colaboração na revista Justiça & Democracia, onde efectivamente saiu publicado no número 02, de Outubro 2008/Janeiro 2009)

3.06.2009


Intervenção do Deputado Francisco Madeira Lopes (PEV) proferida na Assembleia da República, a 5 de Março de 2009 - apresentação do PJR nº418/X sobre a Classificação da Linha Ferroviária do Tua




Quem já teve a fortuna de conhecer e viajar na Linha Ferroviária do Tua, que se estende desde a Foz do Tua, onde casa com a Linha do Douro, até Mirandela, e outrora até Bragança, jamais esquece essa experiência e o deslumbramento que provoca o arrojo desta ímpar obra de arte da Engenharia Portuguesa e o modo sereno como serpenteia o Vale do Tua, empoleirada sobre as suas encostas, com uma paisagem de cortar a respiração, num singularmente harmonioso casamento entre a obra do Homem e a da Natureza.

Os que, designadamente os da Região de Trás-os-Montes, já tiveram essa oportunidade, como eu tive, saberão do que falo. Sabem-no não só as suas gentes, que com a linha nasceram e cresceram, que com ela foram à escola, ao médico ou para o trabalho, sabem-no também as centenas de portugueses e estrangeiros que todos os anos a escolhem visitar e não se arrependem.

E não é por acaso. Uma linha de caminho de ferro que representou na sua época um marco de desenvolvimento notável na visão estratégica que a Associação Comercial do Porto e a Autarquia de Mirandela demonstraram no século XIX demandando a sua construção.

Uma linha cuja importância foi registada no dia da inauguração, com a presença da Família Real num dia que a pena de Bordalo Pinheiro registou a adesão popular em massa ao evento.

Uma linha que, desde a sua génese, há 121 anos, e até aos dias de hoje, foi sempre considerada, legitimamente, uma Obra Prima da Engenharia Portuguesa e da Engenharia Ferroviária Nacional, e uma peça única do nosso Património Industrial Ferroviário, como é considerada, entre outros, pela Associação Portuguesa do Património Industrial, representante em Portugal do Comité Consultor da Unesco para o Património Industrial.

Mas muito mais do que a opinião de especialistas, e organismos, de personalidades públicas com responsabilidades políticas e culturais da sociedade portuguesa ou do que a convicção d’ Os Verdes, como partido proponente desta iniciativa, do mérito da Linha do Tua em se ver reconhecida, por direito próprio, como parte do nosso Património Classificado, é o reconhecimento que as populações, em primeiro lugar as da região, mas não exclusivamente, como bem o demonstrou a Petição promovida em sua defesa dirigida à Assembleia da República, lhe dispensam como parte da sua/nossa identidade e memória colectiva, como motivo de orgulho do nosso país e potencial de desenvolvimento económico e social, como sustentabilidade ambiental, daquela região.

Esta é, aliás, a noção que têm não só “Os Verdes” desde que, em 2006, visitámos as linhas do Corgo, Tâmega e Tua e escutámos o sentimento das populações em relação à sua Linha de Caminho de Ferro, mas é em absoluto confirmada pelo próprio Estudo de Impacto Ambiental da Barragem da Foz do Tua que a ela se refere como bem patrimonial, “elemento unificador de uma identidade colectiva em torno do vale” cuja perda é avaliada como uma “perda colectiva” irreversível.

Não temos dúvidas, ao olhar para a nossa Lei de Bases do Património Cultural, que estamos perante um bem único de relevante interesse cultural, testemunho exemplar da engenharia portuguesa reflectindo valores de memória, integrando no seu contexto o próprio vale do Tua e que deve ser objecto de protecção e valorização a fim de vivificar a identidade nacional e regional e promover a qualidade ambiental, paisagística e o bem-estar e desenvolvimento social e económico, com potencialidades até de classificação Internacional pela Unesco.

Com efeito, esta “jóia da coroa” do nosso património ferroviário, para além de garantir o fundamental direito à mobilidade daquelas populações representa a pedra de toque no potencial de desenvolvimento turístico da região, para que Portugal seja de facto Maior, como pretende o Ministro da Economia.

2.27.2009

“OS VERDES” NO DISTRITO DE ÉVORA
QUALIDADE DA ÁGUA DO ALVITO E DO ALQUEVA EM DESTAQUE


Uma delegação do Partido Ecologista “Os Verdes”, que inclui o Deputado Francisco Madeira Lopes e o dirigente regional de “Os Verdes”, Afonso Rabaçal, desloca-se na próxima segunda-feira, dia 2 de Março, ao Concelho de Portel.

Esta iniciativa, que inclui uma visita à Barragem do Alvito e reuniões com as Juntas de Freguesia da Oriola e da Amieira, tem como principal objectivo conhecer de perto algumas questões relacionadas com a qualidade da água das albufeiras do Alvito e do Alqueva.

“Os Verdes” abordarão ainda o assunto “Refinaria de Balboa”, cuja construção se prevê próxima da fronteira portuguesa, no interior da bacia do Guadiana, e cujos impactos ambientais negativos poderão estender-se à albufeira do Alqueva.

PROGRAMA – 2 de Março de 2009

11.30h – Visita à Barragem do Alvito - Quercus
16.00h – Reunião com Junta de Freguesia da Oriola e Junta de Freguesia da Amieira (Local: Junta de Freguesia da Oriola)
16.45h – Declarações à comunicação social no final da reunião

Para mais informações sobre esta iniciativa, poderão contactar a delegação de “Os Verdes” através do número 934 106 721 (Susana Silva), que estará disponível durante o dia 2 de Março.

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
http://www.osverdes.pt/

Lisboa, 27 de Fevereiro de 2009

2.20.2009

DECLARAÇÃO POLÍTICA SOBRE PATRIMÓNIO NATURAL , CASO FREEPORT E LINHA DO TUA
Deputado Francisco Madeira Lopes (PEV)
18 de Fevereiro de 2009



O fenómeno mediático do chamado caso Freeport, nos seus meandros e eventuais responsabilidades criminais ou contra-ordenacionais não constituem, repito, para os mais impulsivos não se precipitarem, não constituem o tema desta Declaração Política: essa é matéria que cabe às competentes instâncias judiciárias, que devem prosseguir com a máxima tranquilidade, recato e celeridade o seu trabalho e obrigações, no mais estrito e absoluto respeito pela Lei e pela Constituição, designadamente pelo princípio do segredo de justiça.
O que não se pode, contudo, é deixar de analisar a situação quanto às suas responsabilidades políticas.
Com efeito, este caso veio, incontornavelmente, voltar a chamar a atenção para um facto que tem constituído um fenómeno não raro da política nacional mas que, ninguém o pode ignorar, se acentuou fortemente com este Governo e esta maioria absoluta: os atropelos ao nosso património natural, sempre em nome do desenvolvimento económico, como se estes fossem totalmente incompatíveis, o que não aceitamos.
E não é só o nosso património natural e muitas vezes de memória colectiva, como uma mata, ou uma paisagem centenária, que está em causa, mas é a própria sustentabilidade ecológica e dos ecossistemas, dos quais depende a nossa saúde, qualidade de vida, bem-estar e desenvolvimento futuro, e a própria segurança das populações e edificações que por vezes é colocada em causa.
Quando destruímos, de forma irreversível, solos agrícolas de primeira qualidade, que levaram séculos a formar-se, como no caso do Vale do Coronado, local escolhido para a plataforma logística da Maia/Trofa, estamos a colocar em causa um bem escasso, o solo agrícola, e a dificultar a qualidade e viabilidade da nossa agricultura e soberania alimentar;
Quando abatemos uma mata centenária, como no caso do Pinhal do Gancho de Castro Marim, para o empreendimento turístico de Verdelago, estamos a reduzir um pulmão sorvedouro de CO2;
Quando construímos em leito de cheia, como no caso da plataforma logística de Castanheira do Ribatejo, estamos a perigar populações e edificações;
Quando desafectamos significativas áreas de Reserva Agrícola ou Ecológica Nacional ou suspendemos PDM’s, sem que tal obedeça a uma verdadeira avaliação estrutural desses conceitos ou instrumentos de ordenamento do território, mas apenas para viabilizar a construção de mais um empreendimento turístico que, invariavelmente é composto por hotel, aparthotel, aldeamento, campo de golfe e marina, estereotipando e descaracterizando a oferta turística em Portugal, ou permitindo a especulação imobiliária através da valorização, às vezes em mais de 20.000%, de um terreno através de uma autorização administrativa à urbanização, originando uma mais valia eticamente ilegítima, socialmente injusta e ambientalmente ruinosa e quem sequer é fiscalmente taxada, estamos sem dúvida a promover um péssimo ordenamento do território e a hipotecar o futuro do nosso país.
Aliás, continuamos a aguardar que o Governo, tal como anunciou para 2008, apresente a sua proposta de uma Nova Lei dos Solos que venha pôr cobro a esta situação de descalabro ambiental.
Mas este cenário piora um pouco quando os Estudos de Impacto Ambiental apenas servem, na melhor das hipóteses, para tentar minimizar alguns dos impactos criados e nunca servem para, estudando e comparando várias alternativas e localizações possíveis, tomar a melhor decisão possível, com o menor impacto negativo e as maiores vantagens sociais e económicas.
E o cenário piora ainda mais se lhe acrescentarmos o conceito PIN e PIN+ que permitiram acelerar alguns processos tendentes a desafectar, desproteger, descaracterizar um património que é de todos, de todas as gerações e, como tal, deve ser protegido e defendido e não irrecuperavelmente afectado ou concessionado pelo tempo de vida de toda uma geração por responsáveis políticos com um mandato de quatro anos apenas.
Mas o caso Freeport permitiu ainda trazer à ribalta a questão dos poderes dos Governos em Regime de Mera Gestão. Este não foi certamente o único caso polémico. Longe disso. Aliás na mesma altura foram igualmente redefinidos os limites da ZPE de Moura/Barrancos, uns anos mais tarde, no final do mandato do Governo de Santana Lopes, tivemos o famoso caso Portucale, na Herdade da Vargem Fresca.
Para “Os Verdes” não restam dúvidas relativamente ao imperativo Constitucional nesta matéria: os Governos em Gestão apenas podem praticar os actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos, ou seja, apenas podem praticar os actos cuja ausência ou adiamento para o próximo Governo cause grave prejuízo ao interesse público, sendo certo que não basta afirmá-lo, sempre será necessário fundamentá-lo convenientemente. Ora a verdade é que tal não aconteceu no que tocou à decisão de alterar os limites da ZPE do Estuário do Tejo, a qual nem sequer foi acompanhada dos respectivos estudos técnicos que justificassem a bondade e necessidade dessa decisão.
E essa é a questão que aqui hoje queremos abordar.
Independentemente da telenovela mediática na qual o governo decidiu entrar, procurando vitimizar-se apontando o dedo a uma campanha negra à moda da tese da cabala, a verdade é que também tentou, por outro lado, criar um tabu político procurando contaminar a questão tentando impedir a sua livre discussão e apreciação política ,o que nós não podemos aceitar.
Em Democracia deve existir transparência e liberdade para discutir todas as questões. Não aceitamos o condicionamento que o Governo tentou impor em torno desta questão, procurando rotular qualquer tentativa de o discutir de um “Infame ataque pessoal”.
É ridículo e inaceitável. Por isso “Os Verdes” afirmam aqui hoje, mais uma vez, que independentemente de outras responsabilidades e responsáveis que possam existir, não deixaremos de denunciar as políticas que Governos do PS ou do PSD/CDS-PP têm prosseguido de ataque e que por si só são já passíveis de análise e crítica, política, legal e constitucional, e não deixaremos de assacar essas responsabilidades a quem de direito.
Finalmente,termina hoje a discussão pública do Estudo de Impacto Ambiental da Barragem da Foz do Tua.
A posição de “Os Verdes” é conhecida relativamente à importância que a Linha ferroviária do Tua, indissociável do Vale do Rio Tua, representa para aquela região, não apenas como garante do direito à mobilidade ambiental e socialmente sustentável, mas também como porta aberta ao desenvolvimento, para o qual seria extremamente importante a reabertura até Bragança, ligando esta capital de Distrito à linha do Douro e, assim, a todo o país.
Aliás, é o próprio EIA que afirma que o desaparecimento da Linha do Tua será uma perda irreparável.
Entretanto a EDP, através do seu Presidente pretender que a EDP não teria a obrigação, como a Sra. Secretária de Estado dos Transportes já veio defender, de, caso a barragem da foz do Tua venha a ser construída, o que não desejamos e tudo faremos ao nosso alcance para que assim não aconteça, construir uma alternativa ferroviária. Isto porque a EDP, não satisfeita com o excelente negócio que ali fará, à custa do património natural e cultural da linha e Vale do Tua, à custa das centenas de empregos que se perderão na área da agricultura, por exemplo em Murça, ainda pretende que não deve àquela região e àquelas populações uma alternativa ferroviária.
Mas o caderno de encargos é claro em relação a esta obrigação e este é o momento para ver quem manda sobre energia e transportes, se é o Governo se é a EDP.
Mas o que “Os Verdes” esperam, neste momento, é que seja feita uma análise séria aos prós e contras daquela barragem, aos contributos dados na consulta pública, e, se assim, for, estamos certos que a barragem da Foz do Tua não será construída e a sua linha ferroviária centenária, verdadeira riqueza patrimonial nacional, será preservada.

2.18.2009

CONCLUSÕES DO CONSELHO NACIONAL DO PARTIDO ECOLOGISTA “OS VERDES”

Lisboa, 14 de Fevereiro de 2009


O Conselho Nacional de “Os Verdes” reunido hoje em Lisboa, ultimou os preparativos do próximo Congresso do Partido, a 11ª Convenção Nacional, que decorrerá nos próximos dias 13 e 14 de Março na Casa do Artista em Lisboa, e que será um momento de grande afirmação e reforço do Partido “Os Verdes” e do seu projecto ecologista.Os conselheiros nacionais procederam à análise e discussão da actual situação política, económica, social e ambiental, debatendo as prioridades do Partido para as próximas semanas até à Convenção. Das conclusões a que o Conselho Nacional chegou, destacamos as seguintes:


Situação Nacional - Falências e Desemprego


Apesar do discurso de retórica ilusória do Primeiro Ministro, a realidade nua e crua continua a abater-se sobre os portugueses que todos os dias vêem empresas a fechar, milhares de postos de trabalho a desaparecer e o desemprego a subir em flecha gerando mais famílias em dificuldades, pobreza e desigualdade. Perante uma situação profundamente dramática, o Governo, tão rápido a “pôr a mão por baixo” da banca, que, apesar da crise continua a apresentar lucros e a criar dificuldades de acesso ao crédito por parte das micro, pequenas e médias empresas, não “tem mão” nas falências e encerramentos de empresas que se sucedem, muitos deles de forma criminosa e socialmente despudorada, não por risco de viabilidade económica da empresa mas apenas para não perderem nas margens de lucro.A este cenário dantesco de desaparecimento de postos de trabalho, soma-se os dos despedimentos em massa, demonstrando como afinal é fácil despedir em Portugal, o qual induz, por sua vez o agravamento da dimensão do trabalho precário e com poucos ou nenhuns direitos ao qual muitos trabalhadores se sujeitam, e do qual muitos empregadores se aproveitam, no presente momento.Os dados ontem divulgados pelo INE revelam que a economia portuguesa se contraiu 2% no último trimestre de 2008, com a queda do PIB, o que constituiu a segunda maior contracção da zona euro, colocando-nos no terceiro pior lugar da Europa a 27. Este caminho de divergência contínua com a média europeia, demonstra que, ao contrário do que o Governo tanto tem apregoado, a crise internacional não é a única culpada! Sendo que a crise internacional afecta todas as economias, de todos os estados europeus, esta divergência da Europa revela que para a actual situação de Portugal também concorreram, determinantemente, as políticas nacionais prosseguidas pela direita e pelo Governo do Partido Socialista.Se este Governo não tivesse andado esta legislatura inteira preocupado apenas em combater o défice, sacrificando os portugueses, os trabalhadores e a classe média, as micro, pequenas e médias empresas, cortando no investimento público, promovendo o desemprego na função pública, cortando nos serviços públicos essenciais, a situação sócio-económica de Portugal não seria, de certeza, tão desastrosa.Para “Os Verdes”, a reacção a esta crise que é resultado das políticas neo-liberais e do mercado de capitais selvagem, exige, não apenas medidas imediatas de apoio social às famílias e à criação de emprego, mas também a assunção responsável e corajosa de medidas para mudar o próprio sistema económico designadamente acabando com os paraísos fiscais, impedindo a especulação com bens essenciais como a energia ou os bens alimentares.


Energias Renováveis


O Primeiro-Ministro, durante o último debate quinzenal, voltou a anunciar medidas de apoio à instalação de painéis solares térmicos em Portugal. Sendo um objectivo importante, que “Os Verdes” há muitos anos defendem com propostas concretas apresentadas nos órgãos onde têm eleitos, não podemos é deixar de duvidar da concretização das metas anunciadas, face ao atraso em que nos encontramos nessa matéria. Com efeito, enquanto que a Alemanha ou a Áustria, que têm menos de metade do número de horas de exposição solar anuais de Portugal, apresentavam em 2007 (dados do ESTIF), respectivamente, 8 994 000 m2 e 2 892 627 m2 de painéis solar térmicos, ou a Grécia, que apresenta condições de exposição solar muito próximas das nossas, tinha 3 570 200 m2, Portugal apresentava apenas 205 950 m2 (ou seja 2,2% da Alemanha ou 5,7% da Grécia)! Mesmo na comparação por número de habitantes, verificamos que a Alemanha tinha em 2007 109 m2 por 1000 habitantes, a Áustria 348 m2 e a Grécia 318 m2, enquanto em Portugal continuamos a arrastar passo com uns míseros 19 m2… A meta de atingir 65.000 habitações, ou seja, cerca de 260 000 m2, seria mais que duplicar os actuais valores, quando, por exemplo, de 2006 para 2007 apenas aumentámos 25 000 m2.


Cena política Internacional


Na cena política internacional destacou-se, pela negativa, a invasão israelita da faixa de Gaza, massacrando e vitimizando milhares de palestinianos, numa reacção absolutamente desproporcionada, gerando uma agressão violentíssima e de proporções catastróficas a um povo indefeso ao qual, apesar das sucessivas resoluções das Nações Unidas, sucessivamente desrespeitadas por Israel, se continua a recusar o direito a ser um Estado soberano e independente. A actuação de Israel, acicatada pela proximidade de eleições legislativas naquele país, consistiu, mais uma vez, no bombardeamento de uma das zonas mais densamente povoadas do planeta, onde falta tudo (desde água, comida, energia, emprego, cuidados de saúde, etc.), atingindo inocentes, entre os quais crianças, mulheres e idosos, violando direitos humanos, violando a própria Convenção de Genebra pela utilização de bombas incendiárias de fósforo, impedindo o auxílio internacional às vítimas, constituiu um verdadeiro acto de terrorismo de estado, indigno de uma Democracia.Infelizmente, a reacção das instâncias europeias e dos estados europeus, incluindo Portugal, foi de vergonhosa complacência e desculpabilização para com Israel.


Eleições ao Parlamento Europeu.


As próximas eleições ao Parlamento Europeu serão um momento importante para Portugal e para os portugueses. Será um momento de reflexão, balanço e de denúncia relativamente às políticas europeias com impacto negativo na vida dos portugueses e daquela que tem sido a postura seguidista do Governo nas relações com as instâncias europeias, não salvaguardando os interesses nacionais. “Os Verdes” reafirmam-se empenhados nesta batalha eleitoral e na CDU como alternativa de mudança política necessária.


Lisboa, 14 de Fevereiro de 2009


O Conselho Nacional de “Os Verdes”


Partido Ecologista "Os Verdes"


Rua da Boavista, Nº 83 - 3º Dto


1200-066 Lisboa


Tel: 213960308 ou 213960291Fax: 213960424Email: osverdes@mail.telepac.pt


O PROFESSOR DE DARWIN
Teatro A Barraca


Em 2009 celebram-se os 200 anos do nascimento de DARWIN e os 150 anos da publicação da sua Teoria da Evolução das Espécies.
Este “Ano de Darwin” está a ser comemorado em toda a parte do mundo com exposições, espectáculos, conferências, concursos académicos, etc.
A BARRACA também participa nestas comemorações.
O Professor de Darwin de Hélder Costa apresenta ao público o professor John Henslow de importantíssima influência na formação do jovem Charles Darwin e a tertúlia que ele organizou na Universidade de Cambridge, berço de brilhantes cientistas e filósofos ingleses e irlandeses do século XIX.
Ao lado deste foco sobre a importância do trabalho pedagógico na formação dos alunos, a peça debruça-se sobre temas universais como esclavagismo, racismo e nazismo, e também aborda o debate actual entre ciência e criacionismo.
É um espectáculo que utiliza a poesia, a música e o humor para uma comunicação mais directa e lúdica com o público.
Representado por uma actriz e dois actores, tem a duração de 1 hora.


Ficha Técnica
Texto, encenação, espaço cénico, cartaz HÉLDER COSTA
Elenco Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Susana Costa
Luz e Som José Carlos Pontes
Guarda-roupa Inna Siryk
Produção Inês Aboim
Relações Públicas Elsa Lourenço
Secretariado Maria Navarro

Direcção de Cena Daniela Fernandes
Audiovisuais Jorge Martins, Paulo Baía, Pedro Antunes
Electricistas de Cena João Galvão, Jorge Gonçalves, Luís Fradique
Maquinistas de Cena Fernando Madeira, Luís Filipe, Luís Torres, Ricardo Rosa, Victor Pereira

Fundação Calouste Gulbenkian
Auditório 3
às 15 horas, dias 21 de Fevereiro, 14 de Março, 28 de Março, 4 de Abril, 9 de Maio
Informações: darwin@gulbenkian.pt
Telf. 217823525

2.17.2009

XX ANIVERSÁRIO DA ECOLOJOVEM-«OS VERDES»


“20 ANOS A AGIR COM OS JOVENS E PARA OS JOVENS!”


A 25 de Fevereiro de 2009 a Ecolojovem-«Os Verdes» celebra os seus 20 anos, ao longo dos quais tem trabalhado e orientado as suas acções tendo em conta as especificidades da Juventude.

A Ecolojovem-«Os Verdes» tem agido contra a exploração, a opressão, o imperialismo e todo o tipo de discriminações, de modo a alcançar a sustentabilidade do meio ambiente, a paz, a justiça e o progresso social.

Os jovens ecologistas têm trabalhado em prol de uma sociedade ecológica, equilibrada e sustentável onde seja possível concretizar os direitos e aspirações juvenis.

Acreditamos que o reforço do projecto ecologista passa, fundamentalmente, pela participação e intervenção dos jovens e que, só assim, é possível a sua consolidação.

A comemoração do XX Aniversário da Ecolojovem-«Os Verdes» terá lugar no próximo fim-de-semana, de 20 a 22 de Fevereiro, em Aveiro e será um momento de comemoração e de festa, de convívio e de boa disposição, de troca de experiências e ideias.

Para mais informações contactar:

Ecolojovem - "Os Verdes"
Rua da Boavista, N.º 83 - 3º Dto
1200-066 Lisboa
Tel: 213 960 308 / 213 960 291
Telemóvel: 91 418 52 62
Fax: 213 960 424
E-mail:
ecolojovem@osverdes.pt
Site:
www.osverdes.pt

2.12.2009

“CIDADE CINEMA” EM ÁREA DE REN E DE RAN PREOCUPA “OS VERDES” - SINTRA

O Deputado do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, Francisco Madeira Lopes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, sobre o protocolo de Intenções para a implementação de uma “Cidade Cinema” no Concelho de Sintra inserida, em parte, em área de REN e de RAN.

PERGUNTA:

Considerando que a Câmara Municipal de Sintra aprovou em 12 de Novembro de 2008 um Protocolo de Intenções para a implementação de uma “Cidade Cinema” no Concelho de Sintra, fazendo parte deste Protocolo: o Município de Sintra, a Media Capital Produções e o Casal da Granja de Stª Cruz – Promoções Turísticas, Lda.

Considerando que os terrenos onde se pretende instalar os equipamentos se situam junto à Serra da Carregueira, entre os aglomerados da Raposeira, Casal da Mata, Sabugo e Vale de Lobos, totalizando a área aproximada de 200 hectares, sendo que 50 hectares estão inseridos em área de REN e os restantes 150 hectares em área de RAN.

Considerando a necessidade de que o Projecto seja reconhecido como tendo Potencial Interesse Público para a sua efectivação.

Considerando que se prevê a execução de um Plano de Pormenor para a totalidade da área referida, independentemente da aprovação ou não do projecto como PIN, sendo que, para além dos 50 hectares onde se pretende implantar a “Cidade Cinema”, pretendem os proprietários do terreno realizar outros investimentos de “dimensão considerável” nos 150 hectares sobrantes.

Considerando que nos terrenos em causa se efectuaram no dia 13 de Novembro de 2008 ensaios de prospecção com recurso a maquinaria pesada de duvidoso enquadramento legal.

Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais, solicito ao Governo que, por intermédio do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional me sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1 – Tem o Governo conhecimento do Protocolo de Intenções ou do projecto em causa?
2 – Em caso afirmativo, já recebeu o Governo o pedido de Parecer sobre a classificação do Projecto como tendo Potencial Interesse Público?
3 – Já se iniciou o procedimento para a sua classificação como Projecto PIN ou PIN+? Em caso afirmativo, em que fase se encontra?
3 – Considera o Governo ser pertinente a realização de um Estudo de Impacto Ambiental antes da tomada de decisão sobre este PIN?
4 – Tem o Governo conhecimento de que já se efectuaram ensaios de prospecção no terreno?


O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 -
imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
www.osverdes.pt

Lisboa, 12 de Fevereiro de 2009
CONVITE
VEM BEBER UM CAFÉ COM
"OS VERDES" DE PORTALEGRE

Car@ Companheir@,

Vimos, por este meio, convidar-te para um encontro "Vem beber um café com "Os Verdes", a realizar sexta-feira, dia 13 de Fevereiro, às 18.00 horas, em Portalegre, no Coffee & Company, por cima da Garrafeira D. Júlio - frente ao estádio Municipal.

Com este encontro pretendemos abordar a preparação da XI Convenção do Partido Ecologista "Os Verdes", falar sobre problemas locais e outras questões que queiras colocar.

A tua presença/participação é muito importante. Contamos contigo!


Saudações Ecologistas,

João Martins (913552096)

Partido Ecologista "Os Verdes"Rua da Boavista, Nº 83 - 3º Dto1200-066 Lisboa

Tel: 213960308 ou 213960291 Fax: 213960424

Email: osverdes@mail.telepac.pt Site:
www.osverdes.pt

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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Escribalistas é órgão de comunicação oficial de Joaquim Maria Castanho, mentor do escribalismo português