11.06.2008

ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS“OS VERDES” SUBLINHAM FORTE CORRIDA ÀS URNAS E GRANDE VONTADE DE MUDANÇA

Face aos resultados eleitorais das eleições nos Estados Unidos da América, com a vitória de Barack Obama, o Partido Ecologista “Os Verdes” sublinha desde já a forte participação dos eleitores, com números que não se viam há largos anos, o que demonstra uma grande vontade de mudança e um forte sinal de ruptura com a administração Bush, bem como com o que ela representava: acentuado pendor belicista, relações conflituosas com o resto do mundo, injustiça social, nomeadamente na área da saúde, segregação racial e menosprezo pela questão das alterações climáticas.


Para “Os Verdes”, estes resultados traduzem ainda uma imensa esperança de paz e também a identificação de diversas comunidades americanas até aqui muito marginalizadas e afastadas do tão apregoado modelo de vida e sonho americano.


Apesar de todo o optimismo, “Os Verdes” não têm grandes ilusões quanto ao futuro e é com algum cepticismo que encaram a expectativa de mudança nos Estados Unidos da América. Esperam no entanto, que ela se traduza numa transformação efectiva de políticas, tanto a nível interno como externo.


Por último, "Os Verdes" querem ainda saudar os esforços de campanha protagonizados pelo Partido Verde dos Estados Unidos (Green Party of the United States) nomeadamente pelas candidatas Presidencial e Vice-Presidencial Cynthia McKinney e Rosa Clemente, respectivamente. Num sistema eleitoral extremamente bipolarizado e com grandes falhas que impedem a justa participação de outras forças políticas, o seu esforço merece o apoio do Partido Ecologista “Os Verdes”.




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Lisboa, 5 de Novembro de 2008

10.31.2008

“OS VERDES” QUESTIONAM GOVERNO - SISTEMA DE TRIAGEM DE MANCHESTER DIFICULTA SOCORRO DE AVC’s

O Deputado de “Os Verdes”, Francisco Madeira Lopes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que solicita esclarecimentos ao Governo, através Ministério da Saúde, sobre o Sistema de Triagem de Manchester e os atrasos que este sistema poderá provocar no atendimento, nas urgências, de doentes com AVC (Acidente Vascular Cerebral).

PERGUNTA:

O Sistema de Triagem de Manchester, sistema presente nas urgências hospitalares do nosso país desde 2000, acreditado pelo Ministério da Saúde, Ordem dos Médicos e Ordem dos Enfermeiros, e que conheceu nos últimos 8 anos uma franca expansão, procura classificar, à entrada do hospital, consoante os sintomas, as diferentes situações pelo seu grau de urgência no atendimento atribuindo-lhe uma cor diferente: Vermelho – crítico – atendimento em 0 minutos; Laranja – muito urgente – atendimento em 10 minutos; Amarelo – urgente – atendimento em 60 minutos; Verde – pouco urgente – atendimento em 2 horas; Azul – não urgente – atendimento em 4 horas.

As suas boas intenções são óbvias: permitir que os casos mais urgentes sejam atendidos mais prontamente para evitar as consequências mais dramáticas – casos de morte ou de incapacidade permanente.

Contudo, as falhas deste sistema, considerado por alguns demasiado rígido ou “afinado” à luz de uma realidade distinta da nossa, têm também vindo a ser apontadas por muitos profissionais ao longo destes anos.

Com efeito, situações como a do Acidente Vascular Cerebral (AVC), cujos sintomas, designadamente paralisia muscular, podem levar e têm levado em várias situações, à sua classificação, à entrada da urgência, como de urgente (amarelo), a que corresponde um atendimento máximo de uma hora, a somar ao tempo que o doente levou a ser socorrido inicialmente e a chegar ao hospital, pode fazer a diferença entre a morte e a vida ou entre a incapacidade permanente grave ou consequências menos graves.

No nosso país o AVC é uma das principais causas de morte e de incapacidade permanente podendo ser causada por um coágulo obstruindo uma via sanguínea. Se numa situação destas o doente for assistido no espaço máximo de 3 horas, é possível evitar o pior, sendo, assim, a urgência no atendimento e, consequentemente, a correcta triagem, absolutamente fundamentais.

Sendo certo que sistema nenhum é perfeito e que, infelizmente pode sempre haver risco de erro clínico, sendo também certo que esse risco aumenta sempre exponencialmente quando as condições de atendimento ou a falta de profissionais por doente se agravam, a verdade é que importa que os sistemas, quando importados de outra realidade, se possam adequar, aproveitando as suas mais-valias, à realidade portuguesa.

O Sistema de Triagem de Manchester terá sido desenvolvido pelo “Manchester Triage Group”, no Reino Unido, que terá nomeado como seus representantes em Portugal o “Grupo Português de Triagem”, alegado titular dos direitos de autor e de propriedade intelectual deste Sistema (incluindo a respectiva informatização de acordo com a Circular nº1 de 12-01-2006 da Administração Central do Sistema de Saúde) o qual tem vindo a celebrar protocolos com cada um dos hospitais aderentes tendo também produzido um manual de procedimentos para utilização do sistema e prestando formação aos profissionais nessa área.

Esta questão dos direitos de autor poderá, para além das óbvias implicações económicas e pecuniárias de custos dos hospitais e do SNS por pagamento dos direitos de autor ao referido Grupo Português de Triagem, poderá ainda levantar questões referentes à utilização do sistema e eventuais alterações ao mesmo que se mostrem necessárias e desejáveis a fim de melhor adequar a situação à realidade hospitalar e social portuguesa.

Entretanto, existirá também uma empresa, denominada de “Alerta Lifa Sciences”, detentora da patente do programa informático em língua portuguesa para utilização do Sistema de Triagem.
Assim, solicito, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a V. Exa. o Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo o presente requerimento para que o Ministério da Saúde me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Quem é, actualmente o detentor, em Portugal, das patentes e direitos de autor do Sistema de Triagem de Manchester e dos sistemas informáticos (software) existentes em língua portuguesa para utilização daquele sistema?
2. Qual a natureza jurídica do Grupo Português de Triagem e qual a sua relação com o Governo português, Ministério da Saúde ou hospitais ou outros serviços do SNS?
3. Quanto é que o SNS, através do Ministério da Saúde, serviços de saúde e hospitais já pagou para adquirir ou utilizar o Sistema de Triagem de Manchester ou aplicações informáticas (software ou hardware específicos) conexas com o mesmo?
4. È verdade que sendo um terceiro o detentor dos direitos de autor do referido Sistema de triagem tal impede a sua alteração ou adaptação que os hospitais entendam ou desejem fazer para melhor adaptar o conceito à sua/nossa realidade específica? Ou sendo tais alterações possíveis implicam as mesmas algum custo acrescido? De quanto?
5. Já identificou o Ministério da Saúde problemas concretos e falhas nas urgências do SNS por aplicação do Sistema de Triagem de Manchester? Quais e em que situações?
6. Está concretamente identificada a problemática de identificação do AVC à entrada das urgências já resolvida nalguns hospitais com a passagem ao lado (by pass) da Triagem de Manchester?
7. Que medidas já tomou ou se prepara o Ministério da Saúde para tomar para obviar a esses problemas e falhas?


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Lisboa, 30 de Outubro de 2008

10.23.2008

PIDDAC PARA 2009 – PORTALEGRE - UM VERDADEIRO ESCÂNDALO NACIONAL!!

1.“Os Verdes” manifestam a sua mais profunda indignação pelo desprezo a que o Governo vota o distrito de Portalegre no Orçamento de Estado – PIDDAC para 2009. No PIDDAC para 2008 (portanto, o anterior) estava proposta uma verba para o distrito de Portalegre de 45.328.226 euros; para o PIDDAC 2009 propõe-se apenas 27.669.759 euros, o que representa uma quebra de investimento de 39%, o que é por demais significativo e prejudicial para um distrito e uma população tão afectados pelos efeitos da interioridade, efeitos esses que o Governo ainda faz sentir mais, quando decide baixar brutalmente o seu próprio investimento nessa região do país.

2. O distrito de Portalegre é, de todos os distritos do país e regiões autónomas, o que leva a maior quebra de investimento, no PIDDAC para 2009. É, por isso, o distrito que o Governo PS mais abandonou!


3. Esta redução é tanto mais preocupante, quanto essa tem sido a tendência ao longo dos anos. Desde que este Governo tomou posse (2005), o PIDDAC para o distrito de Portalegre (ou seja o investimento que o Governo se propõe aí fazer) já diminuiu 67,8%, o que se traduz num verdadeiro contributo para estagnar o desenvolvimento deste distrito e para desaproveitar as suas potencialidades de crescimento.

4. “Os Verdes” exigem também saber que percentagem da verba do PIDDAC para 2008 para Portalegre é que foi executada, porque podemos estar perante uma verdadeira manobra de simulação de investimento que depois, afinal, não é concretizado e é transferido para o ano seguinte, o que se traduz, na prática, em muito menor investimento do que aquele que consta nos PIDDAC dos vários anos. Não sendo o PIDDAC transparente quanto a essa questão, é, para nós, contudo, perceptível que, pelo menos, 20% do PIDDAC para Portalegre de 2008 não foi executado e o Governo tem que responder por isso, explicando porque é que não aplicou a totalidade das verbas previstas!

5. Incompreensivelmente mais de metade dos concelhos do distrito de Portalegre não têm um único projecto onde o Governo pense investir, a saber: Arronches, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Marvão, Nisa e Sousel. O Governo demonstra assim que abandona claramente este distrito em termos de investimento!


6. “Os Verdes” relembram também que o Governo assumiu (conforme consta do relatório do OE para 2009) que a aposta de investimento deste Orçamento seria no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. É assim preocupante que essa prioridade não tenha qualquer tradução no distrito de Portalegre, uma vez que não há um único cêntimo previsto para investimento desse Ministério para este espaço territorial.

7. Preocupante é também que em relação a Ministérios tão importantes para a promoção do desenvolvimento e para a garantia de direitos às populações, como o Ministério da Educação, o Ministério da Saúde, ou o Ministério das Obras Públicas tenham pura e simplesmente zero euros de investimento no distrito de Portalegre, isto é, absolutamente nada!!!

8. O Ministério do Ambiente conhece um acréscimo no PIDDAC para 2009 para o distrito de Portalegre, por causa de um novo projecto de valorização do Geopark. “Os Verdes” esperam que essa valorização se efective, mas para isso reafirmamos que essa preservação é totalmente incompatível com qualquer projecto de exploração de urânio, pelo que qualquer intenção de prospecção de urânio deve ser liminarmente rejeitada.


9. “Os Verdes” vão apresentar propostas de alteração ao PIDDAC para 2009, as quais tornaremos oportunamente públicas, no sentido de integrar projectos relevantes para o distrito de Portalegre, rejeitando esta discriminação a que está sujeito com a proposta do Governo de Orçamento de Estado para 2009.

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Lisboa, 22 de Outubro de 2008

10.20.2008



“OS VERDES” QUEREM ESCLARECIMENTOS SOBRE AIA DO NOVO AEROPORTO DE LISBOA

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que pede esclarecimentos ao Governo, através do Ministério de Ambiente, do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, sobre a possibilidade de se lançar o concurso para a construção do novo aeroporto de Lisboa, sem que antes tenha sido concluída a Avaliação de Impacto Ambiental. Uma pergunta com igual teor foi também enviada para o Ministério das Obras Públicas.

PERGUNTA:

Foi tornado público que a NAER põe a hipótese de lançar o concurso para a construção do novo aeroporto, sem que antes tenha sido concluída a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA).

Para bem do “instituto” AIA, do seu objectivo, e de todas as consequências que dele podem decorrer, será bom pensar que esta hipótese não passou de um mero desabafo da NAER! Porque, de outra forma, o que se está a dizer é que a AIA não serve para absolutamente nada, o que é, por de mais, grave!

Uma obra, ainda por cima com a dimensão que esta tem e com todos os impactos e investimentos a que está associada, não pode, de todo, avançar para um momento concursal, já relacionado com o início da fase de avanço para a obra, sem que esteja sustentada numa AIA.

Uma primeira nota é a de que não se pode excluir a hipótese de através da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) – a última fase do processo de AIA - se indeferir o projecto, ou de ele ter que ser alterado substancialmente. Que lógica teria, então, avançar com o concurso, sem antes conhecer a peça sem a qual o projecto não pode avançar, que é justamente a DIA? Ou que lógica tem avançar com um concurso sem conhecer os custos da obra associados a garantias de ordem ambiental?

Fazê-lo, seria admitir que a AIA é um mero pró-forma e que não serve para nada ou então, o que é igualmente grave, que a decisão da DIA já está determinada, mesmo antes da realização do Estudo de Impacte Ambiental.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exa. O Presidente da Assembleia da República, que remeta as seguintes perguntas ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional:

1. O Governo tem conhecimento da intenção da NAER de avançar para o concurso de construção do novo aeroporto sem que esteja concluído o processo de AIA?
Que comentários faz o Governo a esta intenção?
O Ministro do Ambiente, responsável pela emissão da DIA, está disposto a pactuar com uma hipótese dessas?
2. Não considera que qualquer passo tendente à concretização do início do processo de construção do novo aeroporto tem, necessariamente, que aguardar pela conclusão da AIA?

3. O Governo põe a hipótese da AIA poder chumbar o processo de construção do novo aeroporto? Porquê?


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10.16.2008




Declaração Política sobre

As responsabilidades do Estado nos passivos ambientais e sociais causados pela exploração de urânio

Pelo deputado Francisco Madeira Lopes, em 15 de Outubro de 2008





No próximo Domingo, dia 19 de Outubro de 2008, o Estado português sentar-se-á, simbolicamente, no banco dos réus de um Tribunal Cívico, reunido em Nisa, que apreciará as responsabilidades do Estado Português face aos passivos ambientais e sociais causados pela exploração de urânio em Portugal ao longo de muitas décadas.






É sabido como a exploração de urânio em Portugal, ao mesmo tempo que criou riqueza para o país e deu lucros às empresas que o exploraram, também deixou um pesadíssimo passivo ambiental e social atrás de si com a contaminação radioactiva de solos, através da deposição incontrolada de toneladas de resíduos acumuladas em escombreiras e barragens, contaminado também aquíferos e constituindo um gravíssimo perigo de saúde pública para os mineiros, suas famílias e as populações das zonas das minas, designadamente na Urgeiriça no Distrito de Viseu.






Mas, se por um lado, felizmente, o passivo ambiental ali existente conheceu, nos últimos anos, alguns desenvolvimentos, muito graças a quem denunciou esta vergonhosa situação e a quem “Os Verdes” deram voz na AR, exigindo investimentos para a resolver e, adicionalmente, para compensar aquela região e seus habitantes com o desenvolvimento sustentável a que também têm direito, pese embora estes ainda estejam longe da sua total resolução, a verdade é que, já no que toca ao passivo social e laboral, constituído pelo risco agravado de contraírem doenças do foro oncológico, neoplasias malignas, designadamente cancro de pulmão,que afecta muitas centenas de pessoas e que já causou a morte a várias dezenas de trabalhadores das minas e seus familiares, nesse campo, a recusa na assumpção das responsabilidades tem sido ainda mais flagrante!






Em Março deste ano, o PS demonstrou, mais uma vez, uma total insensibilidade social, também relativamente a este problema, ao chumbar várias iniciativas legislativas destinadas a dar um passo importante no reconhecimento do direito a todos os ex-trabalhadores das minas de urânio e da ENU, independentemente do momento em que cessou o vínculo à empresa, a gozarem do regime específico de pensão de invalidez e velhice de 2005 que reconhece a especial perigosidade e danos a que estiveram sujeitos todos os trabalhadores, quer os de fundo de mina quer os de superfície, por exposição prolongada, ao longo de anos, ao minério radioactivo.






Infelizmente esta questão não se fica, no plano social e de salvaguarda de saúde pública, apenas pelos direitos laborais dos trabalhadores, de todos os ex-trabalhadores. Também os seus familiares pela coabitação nos bairros operários a escassos metros das minas ou das escombreiras, muitas vezes habitando em casas construídas, elas próprias, com materiais radioactivos e que lhes foram vendidas pela própria empresa apresentando níveis de radão muito acima dos limites máximos admissíveis, também os seus descendentes directos, já que os efeitos, infelizmente, podem passar de geração em geração, sofrem o perigo e partilham deste pesado passivo ambiental e social que marcou e marca toda uma região afectada.






Para com todas estas pessoas são justamente devidas da parte do Estado uma atenção e um respeito que têm faltado. Na total recuperação do passivo ambiental; no acompanhamento médico, rastreios e vigilância; na integração de todos os trabalhadores afectados; na devolução de oportunidades de desenvolvimento seguras e sustentáveis àquela região: em todas estas matérias o Estado está em falta e tem de responder por tal.







E por tudo isso o Estado português irá ser acusado no próximo Domingo em Nisa numa iniciativa promovida por várias associações locais e nacionais, com o envolvimento de mineiros, ex-mineiros e suas entidades representativas.






Mas este fórum não se limitará, certamente, a debater os passivos e responsabilidades públicas existentes. A sua realização em Nisa relembra-nos a existência de interesses em iniciar a exploração de urânio na área daquele Concelho do Norte Alentejano perante os quais o Governo se tem mostrado muito pouco claro.






Depois de Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco, é agora Nisa quem está na mira da exploração de urânio. Um concelho que, dotado de enormes potencialidades de desenvolvimento sustentado nos seus recursos naturais endógenos, no património histórico, natural e paisagístico, nas Termas da Fadagosa, no Geopark Naturtejo e no Tejo Internacional, nos produtos agro-alimentares como o famoso queijo de Nisa, no artesanato e no turismo, é nestes que aposta, e bem, para fixar as populações no seu território e combater a desertificação que o ameaça, como soluções sutentáveis, seguras, de longo prazo e que assentem nos agentes económicos da terra e podem trazer riqueza para todos.






Face a interesses económicos e empresariais que de vez em quando vêm à superfície revelando o desejo de ali iniciar um projecto de mineração uranífera, seria fundamental que o Governo esclarecesse, o quanto antes, se existe de facto a intenção de permitir a exploração de urânio em Nisa. A questão fundamental, do ponto de vista de “Os Verdes” é pensar se, face ao que a história da exploração de urânio em Portugal demonstrou, face aos impactos e perigos que esta apresenta, face a um enorme passivo existente noutras zonas do país, se antes de resolver integralmente todos os graves problemas existentes, se se pode ou deve pensar, desde já, em criar já um novo problema.






“Os Verdes” saúdam pois, finalmente, a iniciativa que várias associações tiveram de realizar o debate no próximo domingo em Nisa e exortam o Governo a vir a público manifestar qual a sua posição relativamente a esta matéria.

A ECOLOJOVEM-“OS VERDES” ASSINALA O DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO


Comemora-se hoje, dia 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação.


A Ecolojovem-«Os Verdes» considera que a alimentação é um factor determinante na saúde individual e pública, sendo fundamental garantir os cuidados necessários relativamente à qualidade dos alimentos.

Problemas alimentares como a subnutrição, a sobrenutrição, em especial o problema da obesidade infantil, que tem vindo a aumentar, a qualidade dos produtos, a diabetes, o colesterol elevado, a hipertensão e os OGM’s (Organismos Geneticamente Modificados), são cada vez mais frequentes nas nossas sociedades.

A Ecolojovem-«Os Verdes» defende, entre outras questões, a obrigatoriedade da certificação e rotulagem dos produtos alimentares, a aplicação do princípio da precaução em matéria alimentar e a disponibilização de toda a informação sobre a origem e qualidade dos alimentos, assim como o apoio ao Consumir Local.

Os Jovens Ecologistas acreditam que, com a aplicação destas e de outras medidas, se consegue garantir a segurança alimentar e uma alimentação saudável e sustentável.

Ecolojovem - "Os Verdes"Rua da Boavista, N.º 83 - 3º Dto, 1200-066 LisboaTel: 213 960 308 / 213 960 291- Telemóvel: 91 355 20 96 -Fax: 213 960 424E-mail: ecolojovem@osverdes.pt

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Lisboa, 16 de Outubro de 2008

10.13.2008






A defesa do princípio da Igualdade e do combate a todas as formas ilegítimas de discriminação encontram-se profundamente inscritas nas raízes do Partido Ecologista “Os Verdes” e constituem um património genético que também hoje procuramos honrar e cumprir.

Assumimos um compromisso, desde sempre, de, no respeito pelos valores fundamentais que alicerçam a nossa democracia constitucional e iluminam o caminho do progresso, da justiça e solidariedade social, trabalhar com determinação para tornar acessíveis a todos, independentemente da sua ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual, os direitos fundamentais que, infelizmente, na prática lhes continuam vedados.

A actual redacção do artº 13º da Constituição da República Portuguesa, que consagra o Princípio da Igualdade e do qual acabei de citar um excerto, passou a referir expressamente a proibição de discriminação em função da orientação sexual na 6ª Revisão Constitucional.

“Os Verdes” foram o primeiro Grupo Parlamentar a apresentar na Assembleia da República uma proposta de alteração a este artigo da Constituição com vista a incluir a referida proibição. Foram muitos anos de insistência até que por fim em 2004 ele foi aprovado o que representou mais um passo e uma importante conquista do ordenamento jurídico e da sociedade portuguesa.

Como dizemos no preâmbulo do nosso projecto: “Não é possível construir uma sociedade plenamente livre, justa e solidária, baseada na dignidade da pessoa humana, quando se exclui uma parte dos seus concidadãos, sem justificação sustentável ou convincente, do pleno e livre exercício e gozo de direitos fundamentais.”

Nesse sentido, “Os Verdes” têm apresentado diversas iniciativas parlamentares no sentido de eliminar diferentes formas de discriminação, designadamente na discriminação de pessoas portadoras de deficiência ou com risco agravado de saúde, ou em relação aos homossexuais, no acesso às forças armadas ou relativamente à possibilidade de serem dadores de sangue.

Chegou hoje a altura de discutirmos o direito ao casamento, previsto no artº 36º da nossa Lei Fundamental, um direito ao qual, entendemos, todos devem ter acesso em condições de igualdade para plena realização da sua personalidade, incluindo as pessoas, os cidadãos que por possuírem uma orientação sexual diferente não podem ser discriminados no acesso a esse direito.

Por isso o Projecto de Lei que “Os Verdes” hoje apresentam destina-se a consagrar a universalidade e a igualdade no direito ao casamento permitindo que todas as pessoas, sem distinção de natureza alguma, possam celebrar casamento com a pessoa que amam e com quem desejam constituir família e mais que isso viver em comunhão e partilha plena de vida.

Optámos, no nosso Projecto de Lei, conscientemente, por não incluir neste momento o direito à adopção. Fizemo-lo por querer dar um passo de cada vez, não dar argumentos a quem se opõe ao casamento homossexual e a tudo se agarra para confundir e mistificar, por desejarmos concentrar este debate unicamente, para já, num direito que nos parece que vale por si só e não só pode, mas deve ser, desde já, consagrado.




Saudamos, por isso, o Projecto de Lei do Bloco de Esquerda e a Petição nº109/X promovida pela ILGA e subscrita por mais de 7.000 peticionários, bem como todas as pessoas que individualmente e em associações tanto têm lutado pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgénero, iniciativas essas que hoje subiram a plenário em conjunto com o nosso Projecto de Lei visando essencialmente o mesmo objectivo: acabar com uma discriminação ilegítima, sem qualquer razão de ser, violadora da ética subjacente aos Direitos Humanos e que tanta dor e sofrimento tem causado a boa parte dos nossos concidadãos condenados a serem cidadãos de segunda há demasiado tempo.

O Sr. Primeiro-Ministro, quando confrontado pel’ “Os Verdes”, disse que não anda a reboque dos outros. Mentira. Anda sim a reboque dos partidos que não querem a alteração da lei e que se assumem como discriminatórios e partidários de concepções retrógradas e unívocas de família como a Dra. Manuela Ferreira Leite assumiu.

O Partido Socialista tem hoje nas suas mãos a capacidade de fazer a diferença. De honrar um património que, reconhecemos, também tem nesta matéria. Fazemos um último apelo, em nome de todos os portugueses que desejam uma sociedade mais digna que não exclua parte dos seus cidadãos, que votem favoravelmente estes Projectos de Lei e não sacrifiquem esta causa que é de Direitos humanos, que deve ser de todos, a meras tácticas eleitoralistas.






Intervenção do Deputado Francisco Madeira Lopes (PEV) - Apresentação do PJL nº218/X – proferida na Assembleia da República a 10 de Outubro de 2008

10.10.2008



“OS VERDES” EM ALJUSTREL VISITAM MINAS


Uma delegação do Partido Ecologista “Os Verdes”, composta pelo Deputado Francisco Madeira Lopes, pelo dirigentes nacionais José Luis Ferreira e, Afonso Henriques (Colectivo Regional de Beja), desloca-se na próxima segunda-feira, dia 13 de Outubro, a Aljustrel, para reunir com o Sindicato dos Mineiros e com a Administração da Empresa Pirites Alentejanas e, no final, realizar uma visita à área mineira.
Esta iniciativa tem como principais objectivos abordar questões de direitos laborais e problemas ambientais decorrentes da exploração mineira.
“Os Verdes” convidam os senhores e senhoras jornalistas para uma conferência de imprensa onde darão conta das conclusões das reuniões, que se realizará à entrada da Lavaria das Pirites Alentejanas, pelas 17.00h.
Para mais informações, poderão contactar a delegação de “Os Verdes” através do número 919 155 722 (Afonso Henriques).
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Lisboa, 9 de Outubro de 2008

10.09.2008


“OS VERDES” EM PARIS NO CONSELHO DOS VERDES EUROPEUS


Uma delegação do Partido Ecologista “Os Verdes”, composta pela dirigente nacional Manuela Cunha e pela dirigente da Ecolojovem - “Os Verdes” (estrutura jovem do PEV), Cláudia Madeira, desloca-se a Paris para participar, a partir de amanhã, no Conselho dos Verdes Europeus.

Os Verdes Europeus congregam 42 partidos verdes de 37 países da Europa e irão, nesta reunião, preparar a campanha comum para as Eleições Europeias, assim como o próximo congresso em Abril de 2009.

"Os Verdes" portugueses, como membros fundadores, irão participar nos vários momentos do encontro onde se destacam também diversas reuniões e debates temáticos sobre os Verdes do Mediterrâneo, alterações climáticas, energia, emigração, direitos humanos, OGM e segurança alimentar.

Para mais informações, poderão contactar a Delegação de “Os Verdes” em Paris através do número 913 017 475.

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Lisboa, 8 de Outubro de 2008

10.08.2008



O CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA CONTINUA INQUINADO NO CONCELHO DE ALMEIRIM DENUNCIA VEREADORA DA CDU

Na reunião pública da Câmara de Almeirim que decorreu ontem, a Vereadora da CDU, a dirigente de “Os Verdes”, Manuela Cunha, lamentou o facto de o Concelho de Almeirim se destacar mais uma vez pela negativa, no relatório anual do IRAR (Instituto Regulador das Águas e Resíduos), relativo ao controlo da qualidade da água para consumo humano no país.

Almeirim é um dos três concelhos que não entregou os resultados das análises previstas no Programa Nacional de Controlo da Qualidade da Água, atempadamente, uma situação que a Vereadora ecologista relembrou vir-se a repetir desde que o Programa existe há oito anos.

A Vereadora considerou ainda que, mais grave que o atraso, é o facto da Câmara Municipal, entidade gestora da água, não ter realizado todas as análises obrigatórias estando em falta trezentas e trinta análises, e, nas análises realizadas, doze terem ultrapassado os valores paramétricos permitidos por lei.

A Vereadora chegou mesmo a pôr em dúvida se as análises não foram realizadas ou se não foram simplesmente enviadas para o IRAR para omitir deliberadamente o número de análises fora dos valores paramétricos definidos na Lei.

Relembramos que a Vereadora eleita pela CDU tem, desde o primeiro ano da sua eleição, em 2001, levantado a questão das falhas do controlo da água para consumo no Concelho de Almeirim, tendo sido esta situação sempre negada pelo Presidente e eleitos socialistas, mas tendo a verdade sempre vindo ao de cima através dos relatórios do IRAR.

Para a Vereadora esta é a prova da irresponsabilidade dos eleitos do PS numa matéria de extrema importância do ponto de vista da saúde pública e do bem-estar dos cidadãos.

7 de Outubro de 2008
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10.03.2008


CONSELHO NACIONAL DE “OS VERDES” REÚNE EM LISBOA

O Conselho Nacional de “Os Verdes”, órgão máximo entre convenções, irá reunir no próximo dia 4 de Outubro, em Lisboa, para fazer uma análise da situação ecopolítica nacional e internacional e preparar a agenda de iniciativas com especial destaque para a convocação da 11.ª Convenção Nacional Ecológica.

Para dar conta das conclusões da reunião convidamos as Sras. e os Srs. Jornalistas para uma conferência de Imprensa a ter lugar no dia 4 de Outubro na sede do Partido – Rua da Boavista n.º 83 – 3.º Dt.º em Lisboa às 16:30 horas.

Lisboa, 3 de Outubro de 2008
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NOVO TRAÇADO DA LINHA DO NORTE EM SANTARÉM
VERDES LAMENTAM FALTA DE DISPONIBILIDADE DO PRESIDENTE DA CÂMARA PARA DEBATE

O Colectivo de Santarém do Partido Ecologista “Os Verdes”, lamenta profundamente que na última reunião da Assembleia Municipal de Santarém, ocorrida na passada 6ª feira, tenha sido chumbada a proposta de realizar um amplo debate público, com acesso a toda a informação, designadamente a que foi veiculada durante a consulta pública do Estudo de Impacto Ambiental terminada no passado dia 22 de Julho, e ampla divulgação da mesma, nomeadamente, junto das populações mais directamente afectadas pelo novo traçado.
A proposta de Resolução (em baixo), apresentada pela bancada da CDU, e defendida pelo eleito de “Os Verdes” na mesma (Francisco Madeira Lopes), previa a realização de um amplo debate público, promovido pela Assembleia Municipal e aberto ao público, contando com a presença de membros deste órgão autárquico, da Câmara Municipal e de técnicos da REFER e CP.
Conscientes de aquela obra, para além das consequências positivas que trará (contributo para a estabilização das barreiras e oportunidade para a requalificação do parque habitacional da Ribeira), apresentará também, inevitavelmente, alguns impactos sociais, ambientais e económicos negativos que importa sopesar, acautelar e tentar minimizar tanto quanto possível (mormente em zonas urbanas consolidadas com sacrifício de algumas habitações e diminuição da qualidade de vida de muitas pessoas), “Os Verdes” entendem que este debate seria fundamental para procurar ao máximo potenciar os impactos positivos e minimizar (ou evitar de todo) os negativos.
“Os Verdes” lamentam que o Presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores, assim não tenha entendido, tendo defendido, nessa reunião, a inutilidade de tal debate por tudo estar já decidido, o que não é correcto já que neste momento nem sequer se conhece a Declaração de Impacto Ambiental, não estando, portanto, nem o processo nem o projecto fechados.
“Os Verdes” têm grandes dúvidas que toda a população que irá ser afectada, com a casa derrubada, a passagem do comboio à porta ou as mudanças de planeamento territorial e urbanístico que se irão operar no Concelho, se encontrem todos plenamente informados, não deixando, finalmente, de realçar que a informação e discussão transparentes e a tomada de decisões amplamente participadas nunca são demais em Democracia.
O Colectivo de Santarém d’ “Os Verdes”
Santarém, 30 de Setembro de 2008
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”



PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

Considerando que o projecto de alteração do traçado ferroviário da linha do norte entre as estações de Vale de Santarém e Mato de Miranda, desviando o mesmo da Ribeira de Santarém e das barreiras do planalto scalabitano, é uma obra importante, de grande vulto e elevado investimento (anunciado em 220 milhões de euros) e que implicará alterações significativas na mobilidade e no próprio ordenamento territorial do Concelho;
Considerando que essa obra, para além das consequências positivas que trará (contributo para a estabilização das barreiras e oportunidade para a requalificação do parque habitacional da Ribeira), apresentará também, inevitavelmente, alguns impactos sociais, ambientais e económicos negativos que importa sopesar, acautelar e tentar minimizar tanto quanto possível;
Considerando que dentro desses impactos se pode destacar o atravessamento de espaços urbanos consolidados, sacrificando habitações e a qualidade de vida de algumas populações, como no caso da Portela das Padeiras, que já apresenta hoje complicados problemas a nível de tráfego rodoviário o qual se poderá agravar com a proximidade da estação (apesar das novas vias de comunicação previstas);
Considerando que a única opção apontada para o traçado (com uma ligeira variante numa pequena parte do troço) e localização escolhida para a estação decorrem de uma mudança de política e de visão da CP e da REFER para a linha do norte (secundarizando-a face à alta velocidade) que tem consequências nas futuras alternativas de mobilidade ao dispor dos cidadãos do Concelho e da região;
Considerando que a única discussão pública ocorreu num momento prévio em que a documentação do projecto e o Estudo de impacto Ambiental não eram ainda conhecidos nem se encontravam ao dispor da população,
Os eleitos da CDU propõem que a Assembleia Municipal de Santarém delibere:
1-Promover um debate público (aberto à participação da população) para discussão das vantagens e impactos negativos do traçado escolhido para alteração da linha do norte e construção da nova estação ferroviária em Santarém.
2-Esse debate deverá ser amplamente publicitado, precedido de avisos públicos e distribuição de documentação, designadamente às populações das zonas atravessadas, contendo resumo da obra e plantas com o traçado.
3-Esse debate, organizado pelo Secretariado (com a presença de representantes das várias forças políticas eleitas na Assembleia Municipal) que dá apoio à Mesa da Assembleia Municipal, deverá contar com a participação de deputados municipais, da Câmara Municipal e desejavelmente, de técnicos da REFER e da CP.

Santarém, 26 de Setembro de 2008.


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9.30.2008

Irá decorrer nos dias 4 e 5 de Outubro, o Fim-de-Semana Europeu de Observação de Aves, iniciativa integrada no BirdLife EuroBirdwatch 2008, organizado em Portugal pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), e à qual o CEAI (Centro de Estudos da Avifauna Ibérica) se associa através da realização de diversas actividades. A primeira actividade (ex. saída de campo) terá lugar no sábado, 04 de Outubro na região de Moura-Mourão-Barrancos que é composta por habitats essenciais para a conservação de diversas espécies de aves ameaçadas. Por isso, a região está classificada como Zona de Protecção Especial para as Aves (ZPE), ao abrigo da Directiva Aves da União Europeia. Para além da avifauna, a região é igualmente importante a nível europeu para a flora e outras espécies da fauna, o que levou à criação do Sítio de Interesse para a Conservação Moura-Barrancos, classificado pela Directiva Habitats. A segunda iniciativa (saída de campo) irá decorrer no dia 05 de Outubro na Lagoa dos Patos em Alvito. Nestes passeios poderá não só apreciar estas zonas de elevado interesse ecológico e natural, como observar algumas aves que escolhem estes locais como seu habitat.Para participar ou para mais informações, os interessados podem contactar a Carolina Bloise através do número de telefone 266 746 102/962 092 624 ou pelo endereço de correio electrónico cbloise@ceai.pt. Em Portugal, serão várias as localidades a receber as iniciativas do Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves. Vila do Conde, Miranda do Douro, Figueira de Castelo Rodrigo, Parque Natural da Serra da Estrela, Lagoa de Óbidos, Porto Moniz, Funchal, São Miguel e Pico são apenas alguns dos locais onde serão organizados, desde passeios pedestres até viagens de barco.
Saiba mais em www.spea.pt . INSCREVA-SE NAS ACTIVIDADES (2) PROMOVIDAS PELO CEAI
1. Observação de aves em Moura-Mourão-BarrancosTipo: Saída de campoData: 4 Outubro 2008Organização: CEAI - Centro de Estudos da Avifauna IbéricaEnquadramento/Descrição: Deslocação em viaturas do CEAI desde Évora até à zona da visita. Percursos de carro e pedestre.Local: Mourão-Moura-BarrancosGuia: João Luís AlmeidaDestinatários: Todos os interessadosInício: 8h00 na sede do CEAIFinal: 18h00Nº participantes: 12Preço: GrátisRecomendações: Guia de aves, binóculos, máquina fotográfica, vestuário e calçado adequado para a época do ano e para andar no campo, chapéu, água e merenda para o dia.Inscrições: Carolina Bloise 266 746 102/962 092 624


2. Observação de aves na Lagoa dos PatosTipo: Saída de campoData: 5 Outubro 2008Organização: CEAI - Centro de Estudos da Avifauna IbéricaEnquadramento/Descrição: Deslocação em viaturas do CEAI desde Évora até à zona da visita.Local: Lagos dos Patos (Alvito)Guia: João Luís AlmeidaDestinatários: Todos os interessadosInício: 8h00 na sede do CEAIFinal: 13h00Nº participantes: 12Guia: João Luís AlmeidaDestinatários: Todos os interessadosNº participantes: 12Preço: GrátisRecomendações: Guia de aves, binóculos, máquina fotográfica, vestuário e calçado adequado para a época do ano e para andar no campo, chapéu, água e merenda.



Inscrições: Carolina Bloise 266 746 102/962 092 624




CEAI - Centro de Estudos da Avifauna IbéricaRua do Raimundo, nº 119 Apartado 535 7002-506 Évoratel: 266746102 fax: 266745782lmorango@ceai.pt http://www.ceai.pt/



O CEAI É UMA ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL DE AMBIENTE (ONGA) DEDICADA À INVESTIGAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS, EDUCAÇÃO PARA O AMBIENTE, ECOTURISMO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

9.23.2008



Jovens Ecologistas encontram-se em Beja

A Ecolojovem- «Os Verdes», juventude do Partido Ecologista «Os Verdes», vai promover um Encontro na cidade de Beja no próximo Sábado, dia 27 de Setembro.
O Encontro decorrerá ao ar livre, no Jardim Público e será aberto aos jovens que queiram participar. Terá como principal tema questões relacionadas com as dificuldades e preocupações da juventude do interior do País, principalmente no que respeita à Educação, Saúde e Emprego.
Perante as dificuldades que atingem a juventude, pretendemos debater esta temática, visando alertar para a falta de investimento do Estado, reflectir sobre as políticas nacionais e apresentar medidas para melhorar a qualidade de vida dos jovens e da população em geral.

Convidamos os senhores e senhoras jornalistas a estarem presentes, para declarações à imprensa às 15 horas, no Parque da Cidade.

Para mais informações contactar João Martins: 91 355 20 96

Gabinete de Imprensa
23 de Setembro de 2008

9.18.2008




Direcção do Partido Ecologista “Os Verdes”
Reúne nos Açores



A Comissão Executiva Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” irá reunir no próximo dia 21 de Setembro, domingo, em Ponta Delgada onde irá fazer uma avaliação da situação eco-política nacional e regional e traçar a agenda para as próximas iniciativas de “Os Verdes” incluindo a campanha eleitoral para Assembleia Legislativa Regional dos Açores.

Previamente à reunião, uma delegação deslocar-se-à às ilhas da Terceira e de São Jorge onde irão contactar com diversas entidades e contactar com alguns problemas regionais.

No sentido de dar a conhecer os resultados das visitas e das reuniões convidamos as Sras e os Srs Jornalistas para os seguintes pontos de declarações à imprensa.


19 Setembro, 6ª Feira Terceira
9:00 – Conferência de Imprensa na Praia da Vitória
Conclusões das visitas e encontro na Ilha Terceira.
(será comunicado posteriormente o local exacto)

19 Setembro, 6ª Feira – São Jorge
12:45 – Visita ao Canil Municipal das Velas
17:30 – Reunião com a Ecoteca das Velas
19:00 – Reunião com os Amigos da Caldeira, na Junta de Freguesia da Ribeira Seca


20 Setembro, Sábado – São Miguel
15:00 – Encontro Regional CDU Ponta Delgada,
Auditório da Secretaria Regional da Economia, Rua de S. João, 47 Ponta Delgada

21 Setembro, Domingo – São Miguel
Reunião da Comissão Executiva Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”

16:00h Declarações à imprensa com conclusões da reunião da comissão executiva e das visitas realizadas.
Hotel Ponta Delgada rua João Francisco Cabral, 49



Para mais informações contactar o Telemóvel 91 301 74 75


O Gabinete de Imprensa do PEV
Lisboa, 18 de Setembro de 2008


“OS VERDES” E ECOLOJOVEM “OS VERDES” EM ACÇÃO
NA SEMANA EUROPEIA DA MOBILIDADE


No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade o Partido Ecologista “Os Verdes” e a Ecolojovem – “Os Verdes” estão a organizar uma iniciativa para assinalar esta semana.

Esta iniciativa consiste na descida da Av. da Liberdade rumo ao Chiado, onde será realizado um jogo com questões sobre Mobilidade.


A acção terá lugar no dia 18 de Setembro, com início pelas 13 horas, na Av. da Liberdade, em Lisboa, e contará com a presença de vários activistas e dirigentes do Partido Ecologista “Os Verdes” e da Ecolojovem – “Os Verdes”.

O jogo realizar-se-á no Chiado pelas 14 horas.

Esta acção será precedida de distribuições de documentos sobre Mobilidade nas saídas de Metro do Marquês de Pombal e do Campo Grande, a partir das 9 horas.

Convidamos os senhores e senhoras jornalistas para estarem presentes nesta acção. Para mais informações poderão contactar o Partido Ecologista “Os Verdes” e a Ecolojovem - “Os Verdes” através do número 93 410 67 21.

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
17 de Setembro de 2008


Declaração política da
Deputada Heloísa Apolónia (PEV)
sobre o início da última sessão legislativa
17 de Setembro de 2008


Iniciamos hoje mais uma sessão legislativa, a última desta legislatura, e aquela que vai preceder e abarcar três actos eleitorais, incluindo as eleições legislativas.
Ora, por isso, e tendo em conta aquilo a que temos assistido, entendem “Os Verdes” que é determinante fazer um alerta para toda a desinformação, para toda a manipulação de números e de dados que possam vir a verificar-se doravante com muito maior intensidade, no sentido de pintar o país de uma realidade que não é a sua em concreto.
O Governo tudo fará, não para cumprir de facto as suas promessas eleitorais, designadamente as mais emblemáticas, mas para dizer e para fazer crer que estão cumpridas.
Todos temos bem recordado, por exemplo, o compromisso de criação dos cento e cinquenta mil postos de trabalho. Este compromisso foi entendido por toda a gente como menos 150.000 pessoas no desemprego. O certo é que o desemprego continua a crescer com o Governo PS, e bem acima da taxa de 2004, e que, dos postos de trabalho que o Governo diz que foram criados, resta saber quantos deles se mantêm efectivamente nos dias de hoje e qual é o âmbito da precariedade desse trabalho, que segundo o INE é elevadíssima – só no ano de 2007 o emprego criado foi praticamente todo sustentado na precariedade -, significando que são pessoas que trabalham hoje, mas amanhã poderão estar à procura de novo emprego. É por isso, que “Os Verdes” alertam para a manipulação de dados, para que as pessoas estejam bem alertadas e informadas sobre os verdadeiros resultados das políticas que se têm praticado neste país.
O mesmo se passa em relação ao compromisso assumidíssimo pelo Governo de que no ano de 2008 os funcionários públicos, referência de aumentos salariais também para o sector privado, não perderiam poder de compra, tendo em conta os prejuízos relacionados com os decréscimos reais salariais de que têm sido vítimas nos últimos anos consecutivamente. O que o Governo fez foi oferecer um aumento salarial com base na sua estimativa da taxa de inflação para o ano de 2008, ou seja 2,1%, quando na verdade a taxa de inflação foi sucessivamente sendo revista em alta, já subiu para os 3,1% e sabe-se lá onde vai parar realmente. Resumindo e concluindo: os trabalhadores perderam, e não foi pouco, poder de compra e os seus salários sofreram novamente uma diminuição real face aos custos agravados que os cidadãos têm que enfrentar nos seus pagamentos diários e mensais.
Outro exemplo, entre tantos, é o do Complemento Solidário para Idosos. Para além das restrições de acesso a esta prestação, que viemos a conhecer depois, como a total dependência do vencimento dos filhos, para além da burocracia tendente a dificultar o seu acesso, o Governo havia assegurado que pelo menos 300.000 idosos estariam enquadrados neste complemento. Até hoje os números, do próprio Governo, rondam os 90.000 beneficiários, não chegando sequer a um terço do número que o próprio Executivo reconhecia como de idosos que necessitam de ver urgentemente os seus rendimentos aumentados, porque não atingem sequer o patamar mínimo que lhes possa permitir viver com alguma sustentabilidade.
Poderíamos também dar o exemplo das promessas ditas e repetidas de que este Governo salvaria a conservação da Natureza, tão estrangulada, o que é verdade, nos anos antecedentes. O Instituto da Conservação da Natureza passou a Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, mas mantendo um denominador comum… o estrangulamento financeiro a que o Governo não dá resposta porque entende que a conservação da natureza é absolutamente para secundarizar na sua orientação política. Por isso, os PIN ultrapassam os objectivos de conservação de valores naturais e de potencialidades de actividades e desenvolvimento das populações locais; por isso as áreas protegidas continuam com sérias dificuldades de investimento; por isso a Fundação para as Salinas do Samouco não sobreviveu; por isso o Governo, na sua lógica de intervir no ambiente apenas naquilo que der margem de negócio para os privados, pondera a privatização das matas nacionais – passar para os privados o que é património colectivo é um dos lemas deste Governo.
Podíamos relembrar muitos outros exemplos, entre tantos outros, como os estudos e os inquéritos sempre coxos nas explicações técnicas que têm que ser prestadas, mas que o poder político não quer ter como cabalmente esclarecidas, como nos acidentes que se deram na linha do Tua ou como a argumentação para a construção de dez novas barragens em Portugal, ou do novo aeroporto internacional; podemos relembrar a falha do compromisso da realização de um referendo para o Tratado Europeu, ou a falha inegável de compromisso para uma mais justa legislação laboral, tendo designadamente em conta as propostas que o PS apresentava de revisão desta legislação quando era oposição e a que apresenta agora, enquanto Governo. De resto, esta é uma das matérias que vai marcar o início desta sessão legislativa. Um Governo dito de esquerda vai desferir um dos maiores golpes aos trabalhadores em Portugal, fragilizando e desvalorizando completamente a sua posição na relação laboral.
O alerta para este final de legislatura que “Os Verdes” aqui deixam é que as medidas eleitoralistas vão chegar, as ilusões de mudança vão proliferar em bom jeito publicitário. Cuidado… para que ninguém se deixe enganar, para que não venhamos a ter novamente direitas mascaradas de esquerda, porque este país precisa substancialmente de virar à esquerda!

8.29.2008


PEV CONSIDERA QUE PASSE ESCOLAR É MEDIDA POSITIVA MAS… COM ESTE GOVERNO É PRECISO “VER PARA CRER”

O Partido Ecologista “Os Verdes” considera positiva a implementação do novo passe escolar, a preços reduzidos, anunciado hoje pelo Governo e que entra em vigor já a partir de 1 de Setembro. No entanto, para o PEV este é apenas um primeiro passo – e também uma medida avulsa - no sentido de se alcançarem os objectivos propostos de incentivar a utilização do transporte público, melhorar a mobilidade das famílias e reduzir a sua dependência relativamente aos combustíveis.


“Os Verdes” reafirmam, mais uma vez, que não é com medidas pontuais e isoladas que se consegue responder ao problema da dependência energética do país. É urgente implementar uma estratégia a nível nacional para melhorar os transportes públicos que se traduza num real investimento do Estado direccionado para esse objectivo. Ora, o que tem acontecido é precisamente o contrário: a área dos transportes é permanentemente menorizada e o Governo aponta, recorrentemente, falsas soluções ou soluções parciais para solucionar o problema.

“Os Verdes” não se cansam de repetir que a solução passa necessariamente por uma aposta real nos transportes colectivos, uma aposta na ferrovia e uma aposta na mobilidade suave o que, até hoje, não tem acontecido. Nos últimos 20 anos perderam-se quilómetros e quilómetros de ferrovia, fecharam-se linhas e estações, o preço dos passes sociais aumenta sempre acima da inflação, existe uma reconhecida falta de intermodalidade e os horários são pouco atraentes.

Quanto ao passe escolar agora proposto, há um conjunto de questões que, para o PEV, é importante esclarecer desde já:
·
A redução agora proposta será apenas para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, discriminando mais uma vez os serviços municipais de transporte urbano – como aconteceu recentemente com o passe social - ou abrangerá todos os municípios?
· De que forma serão resolvidos os casos dos municípios que já comparticipam, através das empresas municipais de transportes, os passes dos estudantes? É importante não cair no erro de beneficiar quem nunca se preocupou com esta problemática (ao comparticipar em 50% os passes) e prejudicar quem se antecipou ao Governo (ao comparticipar apenas no valor para perfazer os tais 50%). A criação do passe escolar não pode restringir-se a Lisboa e Porto, o Estado deve compensar em 50% o valor deste passe escolar a todos os municípios.

Por último, “Os Verdes” relembram que em Julho passado, aquando da realização das suas Jornadas Parlamentares sobre transportes, anunciaram um conjunto de iniciativas que vão apresentar no início da sessão legislativa que se aproxima e que, na sua opinião, seriam, estas sim, as mais apropriadas para atingir os objectivos pretendidos pelo Governo:

· Criação de um Plano Nacional de Melhoria da Mobilidade por Transporte Público

· Distribuição justa da receita do passe social pelas diferentes empresas
· Limitação do aumento do transporte colectivo à estimativa da taxa de inflação
· Assegurar que as indemnizações compensatórias não se restrinjam a Lisboa e Porto
· Integração dos diversos modos de transporte, designadamente na Área Metropolitana de Lisboa, e incluindo os disponibilizados pela Fertagus e pelo Metro Sul do Tejo, no passe intermodal.
· Dedução do passe social no IRS
· Consignação de uma percentagem do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos ao transporte ferroviário

· Implementação de um Plano Nacional de Rede de Pistas Cicláveis.
· Adaptação do Código da Estrada de modo a criar maior segurança à utilização da bicicleta
· Criação de uma pista ciclável na nova travessia do Tejo

O Partido Ecologista “Os Verdes”

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Lisboa, 29 de Agosto de 2008

8.28.2008


Acidentes na linha do Tua
- a culpa não pode morrer solteira -
“Os Verdes” vão exigir a presença do Ministro Mário Lino
na próxima reunião da Comissão Permanente


Perante o relatório preliminar do inquérito aberto ao acidente ocorrido na linha do Tua no passado dia 22 de Agosto, ontem entregue ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que afasta a possibilidade de qualquer problema com a linha ou a automotora, “Os Verdes” consideram que dado que é o quarto acidente em menos de um ano e meio e para que a culpa não morra solteira, o Ministro deve ir à Assembleia da República prestar todos os esclarecimentos sobre esta grave ocorrência.
Na prática, a CP, a Refer e a Metro de Mirandela, as entidades responsáveis pela manutenção da linha e das infra-estruturas, mais não fizeram do que assegurar que cada uma delas cumpriu com as obrigações a que estão sujeitas e que, por isso, não existia nenhuma responsabilidade da sua parte relativamente à causa do acidente ferroviário.
Por outro lado, se as causas do acidente forem exteriores à responsabilidade das empresas, estranhamos que o espaço circundante do acidente e a própria carruagem não tenham sido devidamente salvaguardados para possibilitar uma recolha de provas fidedigna.
Após mais um acidente, com duas vítimas mortais, e numa fase em que o estudo de impacte ambiental para a construção da barragem na Foz do Tua está prestes a entrar em consulta pública, “Os Verdes” consideram que o Governo deve explicações claras e convincentes aos portugueses, o que não aconteceu com as declarações de ontem.
Por isso, o Partido Ecologista “Os Verdes” propôs hoje ao Presidente da Assembleia da República que na próxima conferência de líderes seja feito o agendamento, para a reunião da Comissão Permanente, a realizar no dia 9 de Setembro, de um debate onde o Ministro Mário Lino venha prestar um esclarecimento rigoroso sobre o acidente na linha do Tua e vai também requerer a entrega dos relatórios aos dois acidentes anteriores.
À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta…
O Gabinete de Imprensa
Lisboa, 27 de Agosto de 2008
Partido Ecologista "Os Verdes"Rua da Boavista, Nº 83 - 3º Dto1200-066 Lisboa
Tel: 213960308; 213960291
D. Manuela Cunha: 962815445.

8.22.2008


“OS VERDES” LAMENTAM NOVO ACIDENTE NO TUA

O Partido Ecologista “Os Verdes” lamenta a ocorrência de mais um grave acidente na Linha do Tua que, até agora, se saldou pela perca de uma vida, e espera que não venha a ter consequências ainda mais trágicas. “Os Verdes” manifestam desde já a sua solidariedade a todas as vítimas e suas famílias.

É ainda com tristeza e estranheza que “Os Verdes” constatam a sucessão de acidentes na Linha do Tua, ora por uma razão ora por outra. Exigem ainda que seja realizado um inquérito urgente a este novo acidente, para apurar as devidas explicações.

O PEV vai esperar pelo resultado do inquérito que com toda a certeza se realizará com a maior celeridade. No entanto, “Os Verdes” reiteram a necessidade de manutenção da Linha do Tua e a sua oposição à construção da barragem.

O Partido Ecologista “Os Verdes”

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Lisboa, 21 de Agosto de 2008

MAIS UMA VEZ, INTERESSE PÚBLICO INVOCADO PARA ABATE DE ESPÉCIES PROTEGIDAS – AZINHEIRAS EM RISCO NO ALQUEVA

O Partido Ecologista “Os Verdes” reprova e lamenta a decisão do Governo de, através de um despacho conjunto dos Ministérios da Agricultura e Economia, autorizar o abate de cerca de 6500 azinheiras no Parque Alqueva, invocando mais uma vez o conceito, abstracto, subjectivo e indeterminado, do interesse público.

O PEV considera que crimes ambientais desta natureza, com impactos gravosos na área envolvente e ainda no regime hídrico e climático da zona, não podem ser justificados com a invocação do interesse público.

Se, para “Os Verdes”, é verdade que é fundamental encontrar alternativas de desenvolvimento que criem postos de trabalho numa zona onde o desemprego se faz sentir com intensidade, também é verdade que essas propostas de desenvolvimento, que são cada vez mais frequentes, não poderão consubstanciar sistematicamente agressões ao meio ambiente.

Depois de se terem reduzido os estudos de Impacte Ambiental a uma mera “performance”, depois de se desafectarem vastas áreas à Reserva Agrícola Nacional e à Reserva Ecológica Nacional, é agora a vez dos Projectos de Interesse Nacional - PIN - passarem por cima das restrições ao abate de espécies protegidas. Mais uma vez, ao abrigo dos PIN, se comete novo atropelo às regras mais elementares de promoção de um desenvolvimento sustentável.

Concluem “Os Verdes” que os PIN estão acima de qualquer regra de desenvolvimento sustentado e de acordo com espírito preconizado pelo próprio Ministro do Ambiente, em Abril de 2007, quando dizia que “o ambiente não pode parar o País”.

O PEV recorda que este Governo, que agora autoriza o corte de um montado de azinho com 6500 árvores com o objectivo de construir um empreendimento turístico, é o mesmo que em 2005 revogou a decisão de abater mais de 2600 sobreiros na Herdade da Vagem Fresca em Benavente (igualmente justificado por um empreendimento turístico), por considerar que a decisão não fundamentava o imprescindível interesse público do projecto e que o processo não estava suficientemente instruído em termos legais.

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Lisboa, 22 de Agosto de 2008

8.20.2008

RECENTES ACIDENTES NUCLEARES LEVAM “OS VERDES” A REAFIRMAR:
“NUCLEAR, NÃO OBRIGADO”


Os dois acidentes (de que há conhecimento público) ocorridos em menos de um ano em instalações nucleares tão perto do nosso país, em França e Espanha, levam o Partido Ecologista “Os Verdes” a reafirmar a sua rejeição ao nuclear e que este não pode ser encarado como uma solução para os problemas energéticos e de alterações climáticas com os quais o mundo se confronta.

O acidente ocorrido no mês de Novembro do ano passado na central nuclear de ASCÓ I, em Espanha, e só vindo a conhecimento público em Abril deste ano, assim como o acidente ocorrido no passado mês de Julho em Tricastin, França, são, não só a prova dos riscos inerentes ao nuclear, seja ele para fins energéticos ou militares, mas também demonstrativos da opacidade e da falta de democracia que envolve esta industria e que contribuem para agravar os riscos já existentes.

O Partido Ecologista “Os Verdes” considera que as tentativas e pressões existentes actualmente em Portugal do lobby nuclearista para voltar a trazer este assunto à tona de água e empurrar as opções energéticas do país por estes caminhos, devem ser combatidas por todos os que defendem um planeta seguro e um desenvolvimento sustentável e nesse sentido, “Os Verdes” anunciam desde já que marcarão presença no protesto contra a central nuclear de Almaraz, organizado pela plataforma anti-nuclear Cerrar Almaraz, que terá lugar no próximo dia 13 de Setembro.

Por último, “Os Verdes” vão exigir que o Governo português dê conhecimento à Assembleia da República sobre o nível de informação que lhe chega do Governo espanhol, relativamente a estes e outros acidentes, nas suas instalações nucleares que, pela proximidade ao nosso país, podem vir a ter consequências graves em Portugal.


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Lisboa, 20 de Agosto de 2008
REACÇÃO DE “OS VERDES” AO VETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA À LEI DO DIVÓRCIO

O Partido Ecologista “Os Verdes” vai, em futura reunião do órgão de direcção, analisar mais profundamente as razões do veto do Presidente da República ao diploma que pretende alterar o regime jurídico do divórcio.
No entanto, “Os Verdes” lamentam desde já este veto a um diploma que foi aprovado no parlamento por um significativo consenso e através do qual se pretende adequar o regime do divórcio às mutações que a nossa sociedade foi conhecendo, nomeadamente à própria concepção que os cidadãos têm, hoje em dia, do casamento.

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Lisboa, 20 de Agosto de 2008

“OS VERDES” QUEREM GARANTIAS DO MINISTRO DA CULTURA SOBRE SONDAGENS ARQUEOLÓGICAS NO VALE DO SABOR


O Partido Ecologista “Os Verdes” considera que a posição do Ministro da Cultura no caso das sondagens arqueológicas prévias à construção da Barragem do Sabor vai permitir clarificar os interesses que este defende; os da EDP ou os do Património Arqueológico e Cultural do País.

Para “Os Verdes”, é escandaloso e inaceitável que a tutela da cultura possa vir a dar o aval à EDP no sentido de restringir as sondagens arqueológicas no Vale do Sabor às previstas no acompanhamento da obra.
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Para o PEV a vontade de eliminar as sondagens arqueológicas prévias à obra demonstra o receio da EDP e do Governo em encontrar património de grande valor arqueológico, o que não seria aliás nenhuma surpresa tendo em conta os vestígios patrimoniais já detectados aquando da realização do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) e vem dar razão a todos quanto protestaram e se opuseram à construção de uma barragem no Vale do Sabor.


“Os Verdes” aguardam a clarificação da posição da tutela face às intenções da EDP e anunciam desde já que exigirão explicações em sede Parlamentar ao Ministro da Cultura caso este permita à EDP fugir à realização de sondagens arqueológicas prévias ao inicio da obra, dando assim cobertura a um acto de profundo desprezo pelo aprofundamento do conhecimento e salvaguarda do nosso património cultural.

O Partido Ecologista “Os Verdes”

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
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Lisboa, 19 de Agosto de 2008

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

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