6.03.2023

que desplante!

 

QUE DESPLANTE!

 

 

Os meus poemas irrompem apressados

A rascunhar as valetas do desejo

E fustigam silêncios (ensimesmados).

São condóminos do grito e do beijo.

Os poemas assustam-se se deslumbrados

Com as hilaridades, com os gracejos

Dos leigos insensíveis – e iletrados.  

E dos domadores de percevejos

Esses insetos que não os deixam dormir.

Lhe mordem, intriguistas, arruaceiros

Os sonhos do presente pla mira do porvir.

Os meus poemas soltam-se das prosas tidas

E ocupam os instantes derradeiros

 

 

– Só pra viver as suas próprias vidas…

 

 

Joaquim Maria Castanho

5.28.2023

POMME -On brûlera- COVER Jim Brua

dos outros, o teu sangue

 

DOS OUTROS, O TEU SANGUE

 

As tuas irmãs roubam-te

E tu manténs-te em impávida serenidade…

 

Os teus amigos escondem-se no silêncio

Para que lhe não vejam a indiferença

O ódio a que te votam,

Mas tu continuas a fazer poesia…

 

Então,

Não te lastimes nem lamentes

Que afinal, são eles e elas

Quem te não merece!

 

Joaquim Maria Castanho

BALANÇO FINAL, de SIMONE BEAUVOIR (sugestão de leitura)

 


“Foi essencialmente no domínio da criação literária que utilizei a minha liberdade; escreve-se a partir da escolha que fazemos para a nossa personalidade, mas é sempre um acto novo.”

In Simone de Beauvoir, Balanço Final, p. 28

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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Escribalistas é órgão de comunicação oficial de Joaquim Maria Castanho, mentor do escribalismo português