2.21.2007

LINHA DO TUA E SEGURANÇA FERROVIÁRIA NO CENTRO DAS PREOCUPAÇÕES DE “OS VERDES” - “OS VERDES” REÚNEM COM REFER, CÂMARA DE MIRANDELA E METRO DE MIRANDELA

Uma delegação da direcção nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” reúne amanhã, pelas 11.00h, em Lisboa (Santa Apolónia), com a administração da REFER, com o Director Geral de Exploração da Infra-estrutura da REFER e também com a Direcção da Unidade Operacional Norte. Esta reunião tem como objectivos abordar a questão dos recentes desmoronamentos na Linha do Tua, perceber a análise que é feita deste acidente (que, fatalmente levou à morte de 3 pessoas), e conhecer as medidas previstas para solucionar este tipo de problemas, bem como os prazos de reposição da linha.

No final da tarde de amanhã, pelas 17.00h, “Os Verdes” reunirão no Porto com o Coordenador da Delegação Norte do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário. Durante a noite do mesmo dia, decorrerá ainda em Mirandela uma reunião com o Movimento Cívico de Defesa do Tua.

No dia seguinte, 23 de Fevereiro, pela manhã, a delegação de “Os Verdes” tem encontro marcado com a Câmara Municipal de Mirandela e também com a Administração do Metro de Mirandela, na autarquia de Mirandela.

Estes dois dias de jornada dedicados ao acidente que ocorreu no Tua surgem na sequência da recusa do Ministro Mário Lino em se deslocar à Comissão de Obras na Assembleia da República para prestar os esclarecimentos devidos depois da ocorrência deste lamentável acidente.

O Partido Ecologista “Os Verdes” convida os órgãos de comunicação social para uma conferência de imprensa, onde farão um balanço destes dois dias de reuniões, junto à entrada da autarquia de Mirandela no final da reunião pelas 11.00h/11.30h.

O Gabinete de Imprensa

21 de Fevereiro de 2007
(T: 213 919 642; Tm: 917 462 769)


HOJE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
“OS VERDES” QUEREM ALTERAÇÃO DE CÓDIGO PENAL EM MATÉRIA DE AMBIENTE

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” entregou na semana passada, na Assembleia da República, um Projecto de Lei – Altera o Código Penal em Matéria Ambiental – que visa criar condições para que a protecção e a tutela penal efectiva relativamente a bens ambientais que se mostrem dignos dessa tutela, seja uma realidade no nosso país.

Para “Os Verdes”, e apesar do grande desenvolvimento do nosso ordenamento jurídico em matéria ambiental, a verdade é que, no que toca ao domínio do Direito Penal, o Ambiente tem estado ausente. As normas existentes, pelas deficiências estruturais de que padecem, não têm conhecido qualquer aplicação prática, nos nossos tribunais, constituindo, neste momento, meros fantasmas do direito, como qualquer norma que nunca tenha sido aplicada.

É este estado actual que “Os Verdes” pretendem ver modificado, apresentando um conjunto de alterações aos artigos 278º (Danos contra a natureza) e 279º (Poluição), acolhendo propostas feitas pela associação ambientalista Quercus, de forma a ultrapassar algumas das peias que são actualmente responsáveis pela total ineficácia desses normativos.

“Os Verdes informam ainda que o Projecto Lei em causa será discutido hoje, dia 21 de Fevereiro, em plenário na Assembleia da República.

O Gabinete de Imprensa
21 de Fevereiro de 2007
(T: 213 919 642; Tm: 917 462 769)

2.16.2007

“OS VERDES” CONFIANTES NA ASSINATURA DO TRATADO DA ANTÁRTIDA

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” apresentou hoje, 16 de Fevereiro, na Assembleia da República, um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo que assine o Tratado da Antártida.

No dia em que se assinalam dois anos desde a entrada em vigor do Protocolo de Quioto, é importante para “Os Verdes” frisar a importância deste continente, a Antártida, na regulação do clima do nosso planeta, servindo, em conjunto com o Pólo Norte, e o Ártico, como sistema de refrigeração da Terra através das trocas de calor processadas ao nível dos oceanos e da atmosfera absolutamente determinante no equilíbrio climático de todas as zonas do globo.

Nestes tempos em que uma das maiores ameaças e preocupações da humanidade são as alterações climáticas, o estudo e a preservação daquele que é o maior tubo de ensaio e simultaneamente o maior arquivo geológico da história do clima no nosso planeta, apresenta-se como absolutamente fundamental.

“Os Verdes” recomendam ao Governo a assinatura deste Tratado, no sentido de que também o nosso país, aliando-se a outros 45 já aderentes, se empenhe no reconhecimento da importância de preservar a região em questão, salvaguardá-la de conflitos internacionais e da presença de armamento e actividades bélicas, da poluição e de actividades nucleares, do saque e da sobrexploração dos seus recursos naturais que possam conduzir à sua destruição.

“Os Verdes” esperam que os restantes Grupos Parlamentares se associem a esta iniciativa e, na próxima quinta-feira, votem a favor da assinatura do Tratado da Antártida.

O Gabinete de Imprensa
16 de Fevereiro de 2007
(T: 213 919 642; Tm: 917 462 769)

2.09.2007

CONTRA OS RECURSOS HÍDRICOS, PRIVATIZAR, PRIVATIZAR
“OS VERDES” INSURGEM-SE CONTRA PROPOSTA DO GOVERNO


O Partido Ecologista “Os Verdes” exigiu hoje na Assembleia da República, pela voz do Deputado Francisco Madeira Lopes, que o Governo retire a proposta de lei de autorização legislativa apresentado hoje, no sentido de vir a poder legislar sozinho sobre a utilização dos recursos hídricos.

Para o Deputado Francisco Madeira Lopes a proposta de lei em causa e o projecto de Decreto-Lei, que a acompanha, representa a continuação do mais despudorado ataque a um dos mais importantes bens públicos, indispensável a todas as formas de vida e à sobrevivência dos ecossistemas, condição fundamental do desenvolvimento sustentável da humanidade que é a água.

Para “Os Verdes”, este pedido de autorização que vem acompanhado do projecto de diploma que o Governo pretende adoptar, confirma a fobia privatizadora deste Governo em relação à água e aos recursos hídricos (rios, margens, orla marítima, albufeiras, lagos, etc…).
“Os Verdes” consideram que, tanto a água como os recursos hídricos no geral, são um bem fundamental para a humanidade e para a vida e a sua gestão tem de ser, hoje mais que nunca, acautelada na perspectiva do interesse geral e atendendo aos desafios ambientais que se colocam ao planeta e ao nosso país, tais como as alterações climáticas. Por isso, “Os Verdes” consideram que legislar sobre esta matéria deve ser uma acção que envolva a Assembleia da República (AR) e precedida de um vasto debate público. Assim não o entendeu o Governo ao apresentar esta proposta que visa afastar a AR das decisões sobre uma matéria tão fundamental para o nosso país e para o futuro. Visa também fugir à discussão pública sobre um assunto que a todos interessa e no qual o Governo assume, sem pudor, a defesa dos interesses privados e particulares sobre os interesses colectivos e de desenvolvimento sustentável. Mais uma vez o Governo do PS, demonstra uma atitude filosófica de continuidade em relação aos governos do PSD que lhe antecederam e que iniciaram o processo sobre esta questão. A visão economicista da água assumida pela proposta de Amílcar Teias no governo PSD, vê agora continuidade neste pedido de autorização e proposta de Decreto-Lei apresentada pelo PS.

“Os Verdes” consideram que, tanto a água como os recursos hídricos no geral, são um bem fundamental para a humanidade e para a vida e a sua gestão tem de ser, hoje mais que nunca, acautelada na perspectiva do interesse geral e atendendo aos desafios ambientais que se colocam ao planeta e ao nosso país, tais como as alterações climáticas.

Por isso, “Os Verdes” consideram que legislar sobre esta matéria deve ser uma acção que envolva a Assembleia da República (AR) e precedida de um vasto debate público. Assim não o entendeu o Governo ao apresentar esta proposta que visa afastar a AR das decisões sobre uma matéria tão fundamental para o nosso país e para o futuro. Visa também fugir à discussão pública sobre um assunto que a todos interessa e no qual o Governo assume, sem pudor, a defesa dos interesses privados e particulares sobre os interesses colectivos e de desenvolvimento sustentável.

Mais uma vez o Governo do PS, demonstra uma atitude filosófica de continuidade em relação aos governos do PSD que lhe antecederam e que iniciaram o processo sobre esta questão. A visão economicista da água assumida pela proposta de Amílcar Teias no governo PSD, vê agora continuidade neste pedido de autorização e proposta de Decreto-Lei apresentada pelo PS.


O Gabinete de Imprensa
8 de Fevereiro de 2007
(T: 213 919 642; Tm: 917 462 769)

2.08.2007

“OS VERDES” PROPÕEM REDUÇÃO DE EMBALAGENS EM PORTUGAL E RECLAMAM QUE A PRESIDÊNCIA PORTUGUESA DA UNIÃO EUROPEIA ALARGUE A TODA A EUROPA ESSAS REGRAS

Hoje discute-se na Assembleia da República o Projecto de Lei de “Os Verdes” que prevê medidas de redução de embalagens e de resíduos de embalagens.

Qualquer consumidor sabe que depois de sair de um supermercado traz consigo um conjunto de lixo – ao arrumar os produtos em casa restam demasiadas embalagens que vão directamente para o lixo sem qualquer utilidade prévia. Para além do preenchimento exaustivo dos caixotes de lixo, estas embalagens traduzem-se em custos de produção que se vão repercutir no preço final dos produtos para os consumidores, ou seja, ainda pagamos todo esse lixo.

Com este Projecto de Lei, “Os Verdes” pretendem que as embalagens se adeqúem à dimensão dos produtos e que não apresentem tamanhos muitas vezes 20 e 30 vezes superiores a essa dimensão e também que se proíbam as embalagens secundárias, isto é, as embalagens que embalam produtos já embalados, apenas por razões de atractividade do produto ou de realização de campanhas publicitárias que levem os consumidores a levar mais produtos do que as unidades que pretendem. Em suma, este projecto pretende que as embalagens se adeqúem pura e simplesmente às necessidades de manutenção e garantia da qualidade e das características do produto embalado.

Desta forma, dar-se-á um passo determinante numa matéria que é sempre assumida teoricamente como fulcral na gestão de resíduos, mas que não tem regras nem metas estabelecidas: a redução de resíduos.

Com efeito, quer a directiva europeia de embalagens, quer a legislação nacional ignoram a componente redução de resíduos, dos quais importa referir que as embalagens representam mais de 30%. Por isso, actuar sobre as embalagens é dar um passo decisivo para a lógica de redução.

A directiva europeia chega mesmo a referir que competirá aos Estados Membros, querendo, adoptar medidas suplementares tendentes à redução. Ora é essa proposta que “Os Verdes” hoje apresentam, dando um primeiro grande passo ao nível europeu.

Contudo, estando prestes a assumir a presidência da União Europeia, “Os Verdes” reclamam que a presidência portuguesa integre nos seus objectivos o alargamento destas regras a toda a união europeia, na medida em que esta anda muito coxa no que à redução de resíduos de embalagens diz respeito

Deve referir-se que este Projecto Lei teve uma primeira apresentação no parlamento em 2004 e que, na altura, foi chumbado com os votos contra do PSD e do PP, com os votos favoráveis do PEV, PCP e BE e com a abstenção do PS. Aguarda-se, então, devido à actual composição parlamentar, que o PS mantenha a sua posição e portanto que este Projecto de Lei seja viabilizado.

“Os Verdes” realizam hoje na Assembleia da República, na sala de imprensa, uma conferência de imprensa em que ilustrarão, com a apresentação de vários tipos de embalagens e produtos, o Projecto de Lei que será hoje discutido em plenário.


CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Quinta-feira, 8 de Fevereiro
Sala de imprensa da Assembleia da República
14.15h

O Gabinete de Imprensa
8 de Fevereiro de 2007

1.31.2007

AS LAMENTÁVEIS DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA ECONOMIA, NA CHINA

É verdadeiramente inacreditável que o Ministro da Economia, Manuel Pinho, tenha afirmado na China, onde se encontra integrado em visita oficial, que Portugal é apetecível em termos de investimento estrangeiro devido aos baixos salários.

É inaceitável que um Ministro, em nome do Governo português, e com as enormes responsabilidades que tem, se vanglorie dos baixos salários que os portugueses recebem e demonstre que esses baixos salários são um instrumento que o Governo está a usar também para promover potenciais investimentos externos.

Esta declaração do Ministro da Economia deve ser entendida como uma ofensa aos trabalhadores portugueses.

Esta declaração de Manuel Pinho é ainda bem demonstrativa de como o Governo português insiste em ficar na cauda da Europa no que diz respeito à dignidade dos nossos trabalhadores e de como, ao invés de promover e propagandear a qualificação da mão de obra portuguesa, propagandeia e promove o seu baixo custo.

Chegado a Portugal o Sr. Ministro precisa de ser confrontado no Parlamento com esta indecente afirmação.

O gabinete de Imprensa
31 de Janeiro de 2007

1.24.2007

“OS VERDES” ALERTAM PARA AS TENTATIVAS DESESPERADAS DE PROMOÇÃO DE OGM POR PARTE DAS INDÚSTRIAS DE BIOTECNOLOGIA

Apesar da indústria dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) não ter conseguido até hoje, e após mais de uma década de tentativas, disseminar os OGM’s na Europa, o relatório hoje apresentado pelo ISAAA (Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia, organismo financiado pelas indústrias da biotecnologia) tenta transmitir a ideia contrária e apresentar uma abrangência de disseminação dos OGM através de uma transposição para a realidade mundial de dados confinados a apenas 4 países (EUA, Canada, Brasil e Argentina).

“Os Verdes” consideram que o relatório elaborado pelo ISAAA foge à verdade por deturpação e omissão. O relatório joga com os números, omite os escândalos que têm vindo a suceder com a utilização dos transgénicos e silencia toda a oposição e resistência que existe por parte da opinião pública e de muitos países e regiões que têm vindo interditar a disseminação de OGM’s nos seus territórios.

“Os Verdes” alertam ainda para o facto de ser também votado amanhã, na Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, um relatório sobre biotecnologia e transgénicos que visa unicamente dar um impulso ao cultivo de produtos geneticamente modificados na União Europeia (UE). Para “Os Verdes”, esta é uma tentativa desesperada de imposição, através de decreto, da tecnologia dos OGM aos agricultores, aos consumidores e aos cidadãos da UE em geral.

Por último, “Os verdes” apelam ao bom senso do Governo português para que altere a Portaria 904/2006 que regula a constituição das Zonas Livres de OGM’s. “Os Verdes” relembram que a portaria referida exige uma maioria qualificada de 2/3 dos membros das assembleias municipais para a constituição de uma Zona Livre de OGM e possibilita que a vontade um só agricultor inviabilize a constituição de uma Zona Livre, prevalecendo a vontade de um sobre a vontade da maioria e sobre a deliberação da Assembleia Municipal.

O Gabinete de Imprensa
23 de Janeiro de 2007
(T: 213 919 642; Tm: 917 462 769)

1.20.2007

NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
“OS VERDES” QUESTIONARAM GOVERNO SOBRE SUCATAS RADIOACTIVAS


O Partido Ecologista “Os Verdes” voltou a questionar hoje o Governo, em Plenário da Assembleia da República, exigindo medidas concretas para a resolução do problema da entrada de sucatas contaminadas com radioactividade no Cais da Atlanport, Terminal da Quimiparque, no Barreiro, situação que vem sendo denunciada pelos Verdes desde 2004 e sobre a qual, até agora, o Governo nada havia dito ou feito.

A entrada de materiais radioactivos só é detectada à entrada das instalações da Siderurgia Nacional - Empresa de Produtos Longos, S.A. (ex-Siderurgia Nacional, hoje empresa privada de capitais espanhóis), no Seixal, depois de ter sido manuseada por equipamentos e trabalhadores no referido Cais e depois de atravessar zonas de alta densidade populacional em camiões por vezes atulhados até acima com a carga mal acondicionada.

Só à entrada da Siderurgia (que recicla, fundindo, a sucata), que dispõe de um pórtico de detecção de radioactividade, é que esta é descoberta, depois de já ter colocado em perigo trabalhadores, populações e o ambiente constituindo um verdadeiro problema de saúde pública.

“Os Verdes” quiseram ainda saber, entre outras questões levantadas, se esta situação ocorre noutros portos nacionais, o que é que acontece à sucata contaminada depois de detectada, que procedimentos são adoptados em relação ao transporte não identificado e ilegal destes resíduos perigosos e se está prevista a despistagem dos trabalhadores em risco e a descontaminação dos equipamentos e dos solos.

Apesar da maior parte das perguntas ter ficado sem resposta, a Sra. Secretária de Estado dos Transportes comprometeu-se a lançar concurso para a aquisição de pórticos de detecção de radioactividade (para instalar nos portos nacionais) durante o primeiro semestre de 2007.

“Os Verdes” esperam que as suas denúncias e exigências tenham de facto conduzido uma mudança de atitude por parte do Governo em relação ao reconhecimento da existência deste problema de segurança nacional, e garantem que vão continuar a acompanhar esta questão de perto e a exigir e a fiscalizar a efectiva execução das promessas feitas.

EXEMPLOS CONCRETOS DE DISCRIMINAÇÃO SALARIAL ENTRE HOMENS E MULHERES LEVAM “OS VERDES” A EXIGIR RESPOSTA DO GOVERNO

Tendo o Grupo Parlamentar “Os Verdes” tomado conhecimento dos resultados e das denúncias concretas da campanha levada a cabo pela Comissão de Mulheres da União de Sindicatos de Aveiro, que dá conta de exemplos escandalosos e taxativos de discriminação salarial entre homens e mulheres, designadamente no sector corticeiro e do calçado, a deputada Heloísa Apolónia confrontou hoje o Governo com esta matéria concreta.

Assim, hoje no plenário da Assembleia da República a deputada ecologista confrontou o Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, que tutela as questões de igualdade de género, com a desigualdade salarial naqueles sectores, sabendo que o Governo tinha informação concreta sobre a mesma, pedindo que o Secretário de Estado informasse o parlamento das medidas que tomou para pôr fim àquela inconstitucionalidade.

Lamentavelmente, o Secretário de Estado Jorge Lacão fugiu à resposta concreta e anunciou apenas a intenção do Governo de sensibilizar as empresas para a necessidade de igualdade salarial.

A deputada de “Os Verdes” dirigiu hoje mesmo um requerimento ao Ministério do trabalho no sentido de, por via de outra tutela, desta feita a do trabalho, procurar obter informação sobre se o Governo vai fugir a uma intervenção concreta sobre uma prática inconstitucional ou se vai agir como lhe compete.

Junto enviamos o texto integral do requerimento que coloca a explicação detalhada sobre as nossas preocupações e os exemplos concretos e que traduz também o que hoje “Os Verdes” questionaram no plenário ao Secretário de Estado Jorge Lacão.

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS – RECONHECIMENTO DE MINISTRO DÁ RAZÃO A “OS VERDES”

O reconhecimento do Ministro do Ambiente, Nunes Correia, de que Portugal deverá falhar o cumprimento do Protocolo de Quioto, no sentido de diminuir as suas emissões de CO2, é também o reconhecimento implícito daquilo que “Os Verdes” têm vindo a repetir, de que falhou a política de transportes deste Governo (“Os Verdes” relembram que o sector dos transportes é que tem maior quota de responsabilidade na emissão de CO2, uma política que se pretenderia pró-activa em defesa dos transportes públicos.

“Os Verdes” esperam que o Ministro vá mais longe neste reconhecimento (que não podia deixar de ser feito, visto que os dados estão em cima da mesa) e se empenhe, no quadro das acções do Governo, na defesa de uma política de transportes colectivos que represente uma verdadeira alternativa para a mobilidade dos cidadãos.

“Os Verdes” relembram que as tarifas dos transportes públicos aumentaram recentemente, o que não vai, de modo algum, antes pelo contrário, incentivar as populações ao uso dos transportes colectivos.

“Os Verdes” salientam ainda que, no quadro do QREN, o valor do investimento previsto para o sector dos transportes será quase todo absorvido pelo TGV e pelo aeroporto da OTA, o que significa que serão parcos os investimentos noutras áreas, sendo certo que, nestas condições, as emissões de CO2 vão continuar a aumentar.

O Gabinete de Imprensa
19 de Janeiro de 2007

1.19.2007

“OS VERDES” EM NAIROBI
UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL


Uma delegação do Partido Ecologista “Os Verdes” vai deslocar-se a Nairobi – Quénia, para participar no conjunto de iniciativas previstas para o VII Fórum Social Mundial, que decorrerá entre os dias 20 a 25 de Janeiro e que terá como lema “As lutas das pessoas, as alternativas das pessoas”.

A decorrer pela primeira vez no continente Africano, o Fórum Social Mundial, para além de proporcionar a participação de muitos Movimentos Sociais Africanos, trará certamente à discussão temas como as migrações, tendo em conta o papel que África representa nesse contexto e a necessidade de procurar caminhos para a paz, tendo presente os conflitos que se vivem naquela região de África.
Integrados no Grupo dos Partidos Verdes Europeus, e à semelhança dos Fóruns anteriores, “Os Verdes” vão ainda aproveitar para estabelecer contactos com Partidos Verdes de outros continentes. Depois dos Fóruns Sociais Europeus de Florença, de Paris e de Londres, e dos Fóruns Mundiais de Porto Alegre, Mumbai e Caracas, “Os Verdes” vão participar neste VII Fórum Social Mundial, porque acreditam que outro Mundo é possível, um mundo de paz e ecologicamente sustentável, baseado na justiça social, na igualdade de direitos e no diálogo entre as culturas e os povos. Para mais informações, durante a realização do Fórum Social Mundial, poderão contactar com o dirigente de “Os Verdes”, José Luís Ferreira, através do número 913 017 475.

Integrados no Grupo dos Partidos Verdes Europeus, e á semelhança dos Fóruns anteriores, “Os Verdes” vão ainda aproveitar para estabelecer contactos com Partidos Verdes de outros continentes.

Depois dos Fóruns Sociais Europeus de Florença, de Paris e de Londres, e dos Fóruns Mundiais de Porto Alegre, Mumbai e Caracas, “Os Verdes” vão participar neste VII Fórum Social Mundial, porque acreditam que outro Mundo é possível, um mundo de paz e ecologicamente sustentável, baseado na justiça social, na igualdade de direitos e no diálogo entre as culturas e os povos.

Para mais informações, durante a realização do Fórum Social Mundial, poderão contactar com o dirigente de “Os Verdes”, José Luís Ferreira, através do número 913 017 475.

Gabinete de Imprensa,
19 de Janeiro de 2007

1.11.2007

( O Waldemar faleceu, um dia…
Mas para que a sua alma não expire também
Aqui fica a sua poesia:)



TRÊS POEMAS E UMA SOLTA
De Waldemar Thomaz Ventura

Por que razão me castigas

1.

Eu ando à tua procura
Buscando a minha ventura
Que no teu bom peito abrigas,
Sabendo por boa gente
Que te não sou indiferente,
Por que razão me castigas?

2.

Por que razão me não dizes
Se temos sido infelizes,
Que o passado não importa...
Melhor tempo há-de chegar
Que o diabo, como o azar,
Não estão sempre atrás da porta!

3.

Se és a mulher dos meus sonhos
Dos mais sérios e risonhos
E em quem penso a toda a hora,
Então estende-me a tua mão
Abre-me assim o coração
Para a sorte entrar agora!

4.

Nem sempre o vento agreste
Nos traz infortúnio e peste
Em renegadas cantigas...
Pois se ao teu amor ardente
Eu te não sou indiferente,
Por que razão me castigas?

Não me deixes morrer

1.

Quando à noite a teu lado, à brisa amena
Vejo no céu o cintilar das estrelas,
Teus olhos brilham mais, linda morena
E têm maior encanto, que qualquer delas!

2.

Só quando à força da ternura louca
Sentes meu peito a palpitar no teu,
E aos beijos bons me dás na boca
Bendigo a sorte que nos aconteceu!

3.

Mas quando na vida, apagada, exangue,
Julgares que te posso por dor perder,
Abre-me os teus lábios cor de sangue
E encara-me a sorrir para não morrer!

4.

Porém, se mesmo assim não conseguires
Que a morte ao teu amor me vier roubar,
Vem junto a mim, amor, quando partires,
Pois mesmo no Além te hei-de amar!

(Solta)

Mulher, que escrava és
Do homem e preconceitos,
Que pra teu mal inventou:
Desde a cabeça aos pés
Tu tens os mesmo direitos
Que aquele que os criou.

Porque é que a morte não vem

(Mote)

Oh, que vida atormentada!...
Porque é que a morte não vem?
Ficarias enfim sossegada
E eu sossegaria também!

(Glosas)

1.

Porque me foges, meu bem,
Se por mim és adorada?
Eu sofro como ninguém...
Oh, que vida atormentada!

2.

Chego a desejar a morte
Pra meu sossego, e porém
Só me persegue a má sorte...
Porque é que a morte não vem?

3.

Sei que sofres como eu,
Embora mais resignada...
Mas abrindo teu peito no meu
Ficarias enfim sossegada!

4.

Depois, com todo o carinho
Que do coração nos provém,
Daríamos um longo beijinho
E sossegaríamos também!

1.10.2007

Exígua Mandorla


Sei que desces a rua quando te pressinto a descê-la
Há uma auréola que desce a par contigo também
O odor deslaça ondulante por entre a multidão
Em brisa de silêncio expectante, majestade única.

As brancas flores das amendoeiras estremecem
As rendas dos cortinados dançam novos contornos
Outras formas nunca antes imaginadas sequer.
As salvas de prata expelem vítreos reflexos, cintilam
A ideia outrora vaga capricha agora, torna-se sólida
Geométrica, ovo de prosperidade em mágica criação
Onde germina sempre, quase no imediato das vozes
Uma parábola de esgar, soslaio de tradicional inovação
Na crosta breve das crenças extintas mas eruptivas.

Então assomo do nicho azul onde fetal me aninho
E desço atrás de ti a liberdade até à porta da casa dez
A que, entretanto, no jardim junto ao lago octogonal
Alimentamos peixes de jade com migalhas de luar
Que baloiçam entre os lótus até ao fundo cristalino.

São esses os momentos preciosos que me foram incrustados
No anel do peito em que a mão direita me bate sem culpa.

Precisavas de sabê-lo. Antes que nevasse, quero por assim dizer!...

10.28.2006

150 ANOS APÓS A PRIMEIRA VIAGEM DA LISBOA AO CARREGADO, O COMBOIO CONTINUA A SER O TRANSPORTE DO FUTURO… ASSIM O GOVERNO O ENTENDA

150 anos após a primeira viagem, o comboio continua, na perspectiva de “Os Verdes”, a ser um meio de transporte de futuro, o menos poluente, o mais económico do ponto de vista energético, o mais seguro e o que menos impacto tem sobre a paisagem e o meio envolvente.

Desde o fim do séc. XIX que o comboio deu, sem dúvida, um valiosíssimo contributo para a mobilidade das pessoas e das mercadorias, tendo também assumido um papel fundamental no desenvolvimento do nosso país e em particular das regiões que serve e que atravessa. Exemplo disso foi o contributo dado pela linha do Douro e as suas linhas afluentes (Tâmega, Tua, Corgo, Sabor…) ao desenvolvimento da região do Alto Douro vinhateiro e do nordeste transmontano.

Por todas estas razões, “Os Verdes” não podem entender nem aceitar a falta de visão estratégica e de futuro deste governo, e dos outros que o antecederam, em relação à ferrovia. Em plena crise energética, com a ameaça que pesa sobre o planeta e mais concretamente sobre o nosso país como consequência das alterações climáticas, e sendo Portugal o país da Europa que mais tem vindo a aumentar as suas emissões de CO2 devido, em particular, ao aumento das emissões do sector rodoviário, o governo propõem-se encerrar mais linhas férreas e levar a cabo um conjunto de políticas que despromovem a ferrovia e que levam os cidadãos a recorrer cada vez menos ao comboio, tanto para transporte de passageiros como para de mercadorias (aumento de preços, descoordenação de horários, encerramento de estações, etc.).

“Os Verdes” não se deixam ludibriar pelas iniciativas das comemorações dos 150 anos da ferrovia, da CP, REFER e do Governo, que não são mais do que acções de branqueamento das políticas de desmembramento e desvalorização do transporte ferroviário português, com os impactes que daí têm advindo para o isolamento das populações, para o abandono das regiões e para o crescimento do transporte rodoviário. Apesar de tudo, “Os Verdes” esperam ainda que o plano ferroviário que amanhã será anunciado, venha contrariar essa tendência e colocar a ferrovia no lugar pioneiro de transporte do futuro.

Para que isto aconteça, é necessário que toda a prioridade de investimento do plano não se concentre no TGV que, para “Os Verdes”, não é uma prioridade, pois não vai responder à necessidade de mobilidade dos portugueses nem do desenvolvimento das regiões.

E por isso, “Os Verdes” consideram que a melhor homenagem a prestar à ferrovia em Portugal neste momento de comemoração, por parte do governo, seria recuar na decisão em relação ao encerramento das linhas férreas, entre as quais as linhas do Corgo, Tua e Tâmega e canalizar o investimento para a modernização da ferrovia, como a urgente necessidade da modernização da linha do douro e o desvio da linha do norte na região de Santarém, entre outras.

Nestes 150 anos, “Os Verdes” não podiam deixar ainda de saudar e prestar homenagem a todos os trabalhadores ferroviários deste país e a todos quantos deram um contributivo para a construção e funcionamento dos caminhos-de-ferro portugueses.

O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
27 de Outubro de 2006

10.19.2006

TARIFAS ANUNCIADAS PELA ERSE MERGULHAM OS PORTUGUESES NAS TREVAS

As propostas de aumento das tarifas da electricidade em mais de 15%, anunciadas pela Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE), são inaceitáveis e caso se venham a concretizar terão impactos sociais gravíssimos sobre a vida das populações e em particular dos mais carenciados.

São já muitos os portugueses, em particular os idosos, que sofrem de frio no Inverno, nas suas habitações, por não poderem recorrer ao aquecimento para não aumentar a sua factura energética.

Para “Os Verdes”, esta proposta de aumento é tanto mais escandalosa que ela consubstancia claramente uma benesse oferecida em bandeja de prata, pelo Governo, às empresas do sector para tornar mais apetecível a liberalização do mercado, numa área onde os lucros são já muito elevados, como se vê pelos resultados apresentados pela EDP. Afinal, esta liberalização que o PS sempre apresentou aos portugueses como vantajosa para a economia nacional e para as suas próprias bolsas, é feita só à custa dos consumidores domésticos e da negação à qualidade de vida da maioria dos portugueses.

“Os Verdes” consideram ainda estranho que esta proposta, que só vem beneficiar as empresas do sector, emane de uma entidade reguladora, a ERSE, da qual se esperaria a ponderação de todos os interesses em causa, entre os quais os dos consumidores domésticos, e não que se assumisse como uma entidade exclusivamente defensora dos interesses das empresas do sector energético. Aliás, esta não é a primeira vez que a ERSE toma este tipo de atitude. Chega lembrar o aval que a ERSE deu à factura bi-mensal da EDP que trouxe largos lucros à empresa e nenhum benefício aos consumidores.

“Os Verdes” adiantam que vão confrontar o Ministro da Economia sobre esta questão, aquando da sua vinda à Assembleia da República, que está prevista para breve.

O Gabinete de Imprensa
18 de Outubro de 2006

10.14.2006

Sinal da Cruz

No arco amuralhado de granito ogival
Entre as portas 26 e 28 da Rua Tal
(Não sei bem o nome, nem importa muito...)
Há um nicho com um santo escultural
A quem as devotas se persignam por culto.

Esse gesto simples, supersticioso, grotesco
Talvez nascido por palimpsestos medievais,
Acarreta consigo densas sombras do simiesco
Que há na fé por temor no comum dos animais.

Concedendo-lhe a dúvida, até pode ser que tenha sido
Nos primórdios, um princípio ancestral magnificente...
Contudo, o que hoje conta, é que por ele têm morrido
Aos biliões, quer dos nossos, como da bárbara gente!

Pode parecer, portanto, inocente e insignificante
Aquela devoção das cocas beatinhas e das velhotas,
Ou mesmo exótica para quem das cruzes devotas
Apenas sabe a coreografia costumeira e domingante.

Mas, se do enredo só metade alguém soubesse
Como a morte é o negócio que a muitos beneficia,
Talvez neste mundo mais ninguém houvesse
Que lhe prestasse culto ou atribuísse secular magia,
Quando se persigna sob qualquer nicho escultural
Em devoção aos santos amuralhados no granito ogival
Que há entre as portas 26 e 28 das ruas tal e tal!

10.12.2006

“OS VERDES” NO FÓRUM SOCIAL PORTUGUÊS

Tal como sucedeu em iniciativas anteriores, o Partido Ecologista “Os Verdes” vai participar no conjunto de acções previstas no Fórum Social Português, que decorrerá em Almada, entre os dias 13 a 15 de Outubro.

“Os Verdes” entendem que a realização deste amplo espaço de debate contra o neoliberalismo, a guerra e o racismo, irá certamente permitir a discussão por forma a tentar encontrar e definir caminhos para modelos alternativos de desenvolvimento.

Assim, “Os Verdes” apelam à participação activa no Fórum Social Português, de todos aqueles que acreditam que é possível encontrar alternativas ao neoliberalismo, que é possível um mundo de paz e ecologicamente equilibrado, baseado na justiça social, na igualdade de direitos e no diálogo entre as culturas e os povos.

Para mais informações, durante a realização do Fórum Social Português, poderão contactar para o número 91 301 74 75.

Gabinete de Imprensa
11 de Outubro de 2006

10.10.2006

“OS VERDES” CONDENAM TESTES NUCLEARES – MAS HIPOCRISIA DOS EUA E DA FRANÇA IMPEDEM CRÍTICAS CREDÍVEIS A PYONGYANG

O Partido Ecologista “Os Verdes” condena veementemente os ensaios nucleares levados a cabo pela Coreia do Norte esta madrugada. “Os Verdes” relembram que a utilização da energia nuclear para fins civis, como seja a produção de energia eléctrica, é já uma forte ameaça à saúde pública e ao ambiente, com todos os perigos que comporta. A sua utilização militar representa o que de pior a humanidade pode produzir e representa a sua própria autodestruição.

Neste quadro, “Os Verdes” também reafirmam a hipocrisia de países como os Estados Unidos da América e a França que, por um lado condenam, chantageiam e ameaçam países que desenvolvem programas nucleares, como o Irão e a Coreia do Norte, e por outro detêm e continuam a desenvolver os mais sofisticados programas nucleares que representam verdadeiras ameaças.

Não é possível esquecer as bombas lançadas pelos EUA em Hiroshima e Nagasaki, e todos temos bem presente os recentes testes nucleares que a França desenvolveu no Pacífico.

Uma verdadeira desnuclearização do mundo só será uma realidade quando o restrito clube de potências nucleares deixar de o ser.


O Gabinete de Imprensa
9 de Outubro de 2006

10.07.2006

“OS VERDES” PREOCUPADOS COM EFEITOS DE LINHA DE ALTA TENSÃO NO CONCELHO DE SINTRA


Face às preocupações que têm vindo a ser manifestadas pelas populações que serão afectadas pela instalação de uma linha de alta tensão no concelho de Sintra, o deputado de “Os Verdes”, Francisco Madeira Lopes, visitará no próximo dia 9 de Outubro (segunda-feira) alguns dos locais mais críticos que ameaçam a segurança e a saúde das respectivas populações.

A visita terminará próximo do supermercado Lidl em Massamá-Norte (junto aos postes de alta tensão) por volta das 16.30 horas, onde serão prestadas declarações à comunicação social.

Para mais informações, é favor contactar “Os Verdes” através do número 917462769.

O Gabinete de Imprensa
7 de Outubro de 2006


Água: Tarifas têm de reflectir custos ambientais e do serviço - regulador

Lisboa, 06 Out (Lusa) - As tarifas de água devem reflectir os custos do serviço para reduzir o desperdício e garantir a sustentabilidade económica das empresas, disse à Lusa um responsável do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR).
O IRAR defende, numa proposta de regulamento tarifário que está a ser ultimada, que deve ser reduzida a disparidade de tarifas praticadas nos vários municípios e que o preço cobrado aos cidadãos deve cobrir os custos suportados pelas entidades gestoras, o que nem sempre acontece.
"Existem casos em que o preço cobrado aos munícipes não chega sequer para cobrir o preço que as entidades gestoras pagam às empresas a quem compram água, quanto mais o da distribuição", afirmou Rui Santos, vogal do conselho directivo do IRAR.
Embora a proposta determine uma estrutura tarifária com critérios idênticos e "transparentes" para a formação dos preços, "não significa que os preços vão ser iguais em todo o país. Alguns podem subir e outros descer".
"Temos feito simulações com vários valores, para os diferentes escalões (consumo por metro cúbico). Poderão ser definidos valores máximos e mínimos para alguns escalões", referiu o responsável do IRAR escusando-se a avançar números .
O estudo técnico do IRAR vai ao encontro da Directiva-Quadro da Água que determina que até 2010 seja aplicado em todos os estados-membros um preço eficiente da água.
"Ou seja, o preço pago pelos utilizadores deve corresponder à recuperação dos custos de serviço e dos custos ambientais e de escassez", explicou Rui Santos.
Actualmente, o tarifário apresenta grandes disparidades consoante as entidades gestoras, sem que haja justificação para essas diferenças, considerou, a crescentando que um dos objectivos do regulamento é reduzir essa discrepância e uniformizar critérios.
"Os próprios escalões são diferentes. Não têm a mesma definição, nem em termos de amplitude, nem a nível da aplicação das tarifas. Nalguns casos, o primeiro escalão vai até aos cinco metros cúbicos, noutros pode ir até aos oito", esclareceu o mesmo responsável.
A proposta visa criar uma estrutura tarifária que, por um lado, assegure a sustentabilidade económica-financeira das empresas "que não podem estar sempre a perder dinheiro" e por outro, incentive os consumidores a fazerem uma gestão correcta da água e a evitar o desperdício.
A aplicação deste regulamento pode obrigar a fazer um "reequilíbrio" no caso das concessões, admitiu Rui Santos.
"No caso das concessões municipais tem de se ter cuidado porque existe um contrato onde está definido o valor da tarifa a aplicar. Se as concessões forem obrigadas a adequar a sua estrutura tarifária poderá ter de se fazer um reequilíbrio económico-financeiro".
Em Portugal, a distribuição de água é assegurada, além das concessões, por serviços municipalizados, empresas municipais, câmaras, sistemas intermunicipais (que agrupam vários municípios) ou sistemas multimunicipais (entidades em que o concedente é o Estado, através da empresa Águas de Portugal).
RCR.
Lusa/Fim

10.06.2006

Transportes: PEV pede tarifários no Metro do Porto equiparados aos de Lisboa

Porto, 05 Out (Lusa) - O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) pediu hoj e, em comunicado, que os tarifários aplicados na rede de Metro do Porto sejam re duzidos para se equipararem aos do Metro de Lisboa.
Um bilhete ocasional para o percurso mais curto no Metro do Porto (uma zona, título Z2) custa 85 cêntimos, mais 15 cêntimos do que bilhete similar no m etro da capital (bilhete Coroa 1), assinala o PEV.
Caso se opte por passe, viajar no metro do Porto é igualmente mais caro do que no de Lisboa, sublinha aquele partido.
No Porto, o passe para a área mais restrita da cidade do metro (duas zo nas, passe Z2) importa em 22,30 euros, contra 17,45 euros do passe de Lisboa (Co roa L, toda a cidade).
No comunicado, a estrutura partidária reclama também uma revisão do sis tema de zonas tarifárias do Metro do Porto, com a adopção de um esquema "mais re alista, mais justo e menos complicado".
"A construção do Metro do Porto criou grandes e legítimas expectativas na população em geral" quanto à melhoria da sua mobilidade, mas o tarifário prat icado e o sistema de zonagem dos passes "são factores que penalizam financeirame nte e limitam o potencialmente o usufruto" deste transporte, comenta o PEV.
A posição deste partido surge na sequência de um estudo, divulgado sext a-feira pela Junta Metropolitana do Porto (JMP), que revela maior esforço financ eiro estatal como o metro de Lisboa, ao nível do investimento e das indemnizaçõe s compensatórias.
Na altura, o presidente da JMP, Rui Rio, disse que os números apurados no estudo "dão para reflectir em termos da equidade do tratamento dado às divers as regiões do país".
No comunicado de hoje, o PEV considerou "correcto e importante" ressalv ar a obrigação do Governo em manter a equidade entre regiões, quer quanto aos in vestimentos realizados, quer quanto às indemnizações compensatórias, mas conside rou "imperioso sublinhar que estas disparidades estão a ser pagas pelos utentes do Metro".
JGJ.
Lusa/fim

10.04.2006

VERDES LAMENTAM INVOCAÇÃO DE INTERESSE PÚBLICO POR PARTE DO

MINISTÉRIO DO AMBIENTE






A reacção do Ministério do Ambiente de se opor aos efeitos suspensivos da providência cautelar interposta pela Câmara Municipal de Coimbra em contestação à co-incineração em Souselas, não surpreende “Os Verdes”.



Contudo, o PEV, não pode deixar de lamentar que o Governo argumente que a suspensão da co-incineração “é lesiva para o interesse público” revelando uma total cegueira e confusão entre o verdadeiro interesse público com uma mera obsessão e teimosia do Executivo associada aos interesses privados inerentes aos negócios das cimenteiras em avançar à revelia dos princípios da precaução e salvaguarda dos interesses das populações.



Na óptica d’ “Os Verdes” o verdadeiro interesse público existente nesta matéria é o de acautelar a segurança, a saúde e a qualidade de vida das populações, designadamente as de Souselas, bem como o de apostar na implementação de soluções de tratamento de Resíduos Industriais Perigosos seguras, ambientalmente sustentáveis e sem efeitos secundários, como é o caso dos CIRVER, e não o de avançar obstinadamente para um processo que não constitui solução para os RIP, não nos vai tornar auto-suficientes nesse domínio e trará implicações graves a médio e longo prazo.



Fica cada vez mais claro que o Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance, passará por cima de tudo e de todos, mesmo em desrespeito à lei, como ficou demonstrado com a recente decisão de dispensar de Avaliação de Impacto Ambiental o processo da co-incineração (quando a anterior declaração já caducou há mais de seis anos), a fim de implementar a co-incineração em Portugal.



“Os Verdes”, pelo seu lado, afirmam igualmente a sua determinação em continuar a lutar por uma solução global e integrada dos RIP’s em Portugal, que, em nosso entender, não passa pela aposta e alargamento da pseudo-solução da co-incineração a todo o território nacional, rentabilizando-a como negócio de morte e retirando das fileiras da regeneração, da reciclagem e da inertização um cada vez maior número de resíduos que dispõem de outras soluções.




Gabinete de Imprensa,
3 de Outubro de 2006


Co-incineração: Governo "passará por cima de tudo e de todos", dizem "Os Verdes"


Lisboa, 03 Out (Lusa) - O Governo fará tudo o que estiver ao seu alcanc e, "passando por cima de tudo e todos, mesmo em desrespeito à lei" para implemen tar a co-incineração em Portugal, acusaram hoje "Os Verdes" (PEV).

Os ecologistas reagiam a uma notícia da agência Lusa, que teve hoje ac esso a uma resolução do Ministério do Ambiente, que travou os efeitos suspensivo s da providência cautelar requerida pela Câmara Municipal de Coimbra contra a de cisão de avançar com a co-incineração em Souselas sem avaliação de impacto ambie ntal.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, argumenta que a susp ensão dos efeitos do despacho governamental pretendida pela autarquia, "mais do que inconveniente, é gravemente lesiva para os interesses públicos subjacentes à sua emissão (...), os quais contribuem para a concretização de uma política glo bal de gestão de resíduos perigosos".

A suspensão da eficácia da decisão governamental foi requerida a 13 de Setembro.

Reagindo à medida governamental, o PEV lamenta que o Governo argumente que a suspensão da co-incineração "é lesiva para o interesses público", reveland o "uma total cegueira e confusão entre o verdadeiro interesse público com uma me ra obsessão e teimosia do Executivo".

"Os Verdes" salientam que defender "o verdadeiro interesse publico" é a cautelar a segurança, a saúde e a qualidade de vida das populações, designadamen te as de Souselas, e não "avançar obstinadamente para um processo que não consti tui solução para os resíduos industriais perigosos".

"Fica cada vez mais claro que o Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance, passará por cima de tudo e de todos, mesmo em desrespeito à lei, como f icou demonstrado com a recente decisão de dispensar de avaliação de impacto ambi ental o processo da co-incineração (quando a anterior declaração já caducou há m ais de seis anos), a fim de implementar a co-incineração em Portugal", concluem os ecologistas.

MF.

Lusa/Fim

9.21.2006

“COMBOIO HUMANO” EXPÕE FOTOS DAS
LINHAS FÉRREAS DO ALTO DOURO VINHATEIRO
E DE TRÁS-OS-MONTES
À PORTA DO PRIMEIRO MINISTRO


O dia em que termina a semana da mobilidade (amanhã, dia 22 de Setembro), foi a data escolhida pelos “Os Verdes” para entregar ao Primeiro Ministro e ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a “prenda” que trouxeram do alto Douro Vinhateiro e de Trás-Os-Montes na iniciativa “Pelo Comboio é que Vamos”, realizada em Agosto passado, contra o encerramento das linhas do Corgo, do Tâmega e do Tua.

Amanhã pelas 15 horas, uma delegação do Partido Ecologista “Os Verdes” entregará a “prenda” na Residência Oficial do Primeiro Ministro enquanto que cá fora, o “comboio humano” mostrará uma exposição de fotografias recolhidas durante a viagem acima mencionada.

Após a entrega, activistas e dirigentes de “Os Verdes” deslocar-se-ão mostrando à população a referida exposição até à Praça do Comércio, onde os participantes das viagens recolherão assinaturas para a Petição em defesa das Linhas do Tua, Corgo e Tâmega que será lançada amanhã.

Para mais informações poderão contactar para os números 213960308, 213960291 ou 917145070.


O Gabinete de Imprensa
21 de Setembro de 2006

PRESENTE

Que é isso de a gente
Estar à porta do tempo
Com um pé fora e outro dentro,
Trajados no rigor descendente,
Com a certeza que o passo não nos pertence?

Não há prosas vãs, rimas falhadas,
Quando os momentos são directos
Em que todas as noites são resultadas
Do acontecerem dias completos,
Na surpresa graça do que soído fora.

Que o amanhã é um ontem que vigora,
Embora haja quem lhe chame futuro sustentado
No humano designo de um soneto inacabado
Ou daquilo que eu, rústico e tosco, nomeio apenas por agora!

PEDAGOGIA

Tu, és filha de um ano lectivo.
Nasceste quando as aulas começam,
Foste feita nas férias do Carnaval...

E anseias por que terminem
Para te estenderes no areal!

Crónicas (In)divisas
Por Joaquim Castanho
osverdes.ptg@gmail.com


Já ninguém duvida por método mas por necessidade e sobrevivência...

A César o que é de César. A Deus o que é de Deus. Ao Estado o que é de todos.
Não obstante o Ministério da Ciência ter garantido recentemente que o Reactor (Nuclear) Português de Investigação, a funcionar em Sacavém, estar devidamente licenciado, o que é certo, é que de acordo com informações veiculadas pelo Ministério/Instituto do Ambiente, este reactor continua como estava há décadas: sem licenciamento.

Os factos são o que são; são factos – e nada pode ser uma coisa e simultaneamente a sua contrária. Em filosofia diz-se que o que é, é. Em política, se é de sensatez, persegue-se esta lógica para incentivar à descoberta da verdade, a fim de que a democracia possa surgir à tona das problemáticas, livre de transgénicos sentidos, limpa de dogmatismos, escanhoada de propagandas falaciosas.

Portanto, além da dúvida e da controvérsia, do diálogo que superintende as negociações, outras interrogações nos acometem de não menos pertinácia: Como é? Que sucedeu, ou que sucede, para que o não licenciamento do reactor nuclear se tenha escondido durante tanto tempo? Porque estamos nós, portugueses, a fazer aquilo que combatemos noutras pátrias? É receio de sermos invadidos como o Irão?...

Houve algum aconselhamento nesse sentido da parte dos Institutos do Ambiente e dos Resíduos? Que resíduos radioactivos produziu até hoje e o que tem feito o Instituto Tecnológico Nuclear para os acondicionar ou eliminar? Se não sabemos sequer que destino lhe tem sido dado, como aliás sucede com os resíduos hospitalares nucleares, como podemos estar confiantes acerca das condições do seu acondicionamento ou uso para que foram reencaminhados? Quem o faz e como se faz, com que regularidade, quantas amostras foram recolhidas e analisadas, no capítulo da monitorização ambiental de grau de radioactividade, conforme o regulado no DL 138/2005? Estamos bem em Portugal ou convém emigrar para o algures patagónico a fim de salvarmos a estirpe dos Viriatos? Este era o único segredo que nos reservavam sob a perspicácia do interesse de Estado e bem público ou têm mais alguns na manga? Se sim, quantos, e com que nível de gravidade para o nosso futuro e dos nossos descendentes? Por quanto tempo mais vão continuar a brincar com a segurança dos contribuintes que lhe pagam os salários para lhe defenderem a vida mas a quem têm sonegado informações essenciais sobre matérias tão perigosas como os resíduos nucleares, que podem afectar directa e indirectamente o seu bem-estar, qualidade de vida, saúde e ambiente? É precisamente a isso que se referem quando nomeiam a necessidade de aprofundar a democracia e implementar a cidadania, aumentar a participação democrática, melhorar os níveis de envolvimento e responsabilidade cívica do povo português?

É?... Então, obrigado pelo exemplo!

Ou, se calhar, perdeu-se o dicionário que tínhamos e já nenhum dos sinónimos tidos para palavras tão simples como civismo, pluralidade, igualdade, solidariedade, fraternidade, frontalidade, é o mesmo que descobrimos nos bancos da escola... Se calhar!

9.18.2006

Resíduos nucleares espanhóis às portas portuguesas?...


Conforme foi noticiado recentemente, a aldeia de Peque (Zamora, Espanha), candidatou-se a depósito de resíduos radioactivos. Dado encontrar-se relativamente próxima da fronteira portuguesa, particularmente do distrito de Bragança e do Parque Natural de Montesinho, é notória e justificada a preocupação manifestada pela população local e regional, acerca de projectos de semelhante índole, uma vez que deles podem advir sérias ameaças para a bacia hidrográfica do Douro. No entanto, sob a suspeita de que o governo português está "nem aí" para as inquietações dos autóctones, porquanto não parece estar a acompanhar o processo em questão com a acuidade necessária, nem a divulgar os passos dados no sentido de proteger os portugueses e seu património natural e ambiente, das possíveis consequências e perigos adjacentes aos resíduos nucleares espanhóis, já que pela sua localização os nuestros hermanos serão os únicos beneficiários embora partilhando connosco mais de metade dos riscos, ninguém sabe ao certo como reagir à notícia.
A ser verdade, estamos perante sério caso de desinteresse governamental além de escusa de informações claras e rigorosas sobre as intenções de Peque, bem como que diligências foram tomadas face à hipótese deste projecto vir a ser aprovado pelo governo espanhol. O que é grave, pois demonstra que apenas temos governo para as questões laterais da governação, sobretudo as que dizem respeito à reafirmação do poder do Estado sobre a cidadania, mas incapaz de protagonizar activamente a defesa dos interesses nacionais.
Daí que apresente desde já a minha solidariedade com as gentes do Douro, que por também serem Portugal, merecem muito mais!

La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Dos calhaus da memória ao empedernido dos tempos

Onde a liquidez da água livre

Onde a liquidez da água livre
Também pode alcançar o céu

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Escribalistas é órgão de comunicação oficial de Joaquim Maria Castanho, mentor do escribalismo português