dos outros, o teu sangue

 

DOS OUTROS, O TEU SANGUE

 

As tuas irmãs roubam-te

E tu manténs-te em impávida serenidade…

 

Os teus amigos escondem-se no silêncio

Para que lhe não vejam a indiferença

O ódio a que te votam,

Mas tu continuas a fazer poesia…

 

Então,

Não te lastimes nem lamentes

Que afinal, são eles e elas

Quem te não merece!

 

Joaquim Maria Castanho

BALANÇO FINAL, de SIMONE BEAUVOIR (sugestão de leitura)

 


“Foi essencialmente no domínio da criação literária que utilizei a minha liberdade; escreve-se a partir da escolha que fazemos para a nossa personalidade, mas é sempre um acto novo.”

In Simone de Beauvoir, Balanço Final, p. 28