5.28.2023

dos outros, o teu sangue

 

DOS OUTROS, O TEU SANGUE

 

As tuas irmãs roubam-te

E tu manténs-te em impávida serenidade…

 

Os teus amigos escondem-se no silêncio

Para que lhe não vejam a indiferença

O ódio a que te votam,

Mas tu continuas a fazer poesia…

 

Então,

Não te lastimes nem lamentes

Que afinal, são eles e elas

Quem te não merece!

 

Joaquim Maria Castanho

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