ETERNIDADE
Não, não há maior e sublime poema
Que as ancas da minha companheira
Que são fortes e firmes e seguras
E fazem o mundo parecer um templo
Onde cada casa é um púbis em flor.
Não, não há metáfora mais certeira
Que as suas coxas tenazes e duras
Que do querer são fé de férreo exemplo
Quando me alicatam com febril fervor
E me prendem se expludo ao dar-lhe amor.
Não, não há maior enredo nem torpedo
Que mais me rasgue, abata, dilacere
Que o silêncio apertado gritado em segredo
Que o seu convulso estertor desfere
Quando na noite da noite vencemos o medo
E nos exilamos no degredo de fazer amor.
Não, não há... E quem puder que mo prove
Com prova riscada em matemática a preceito
Que a eternidade não é aquela astronave
Com que a abraço e lhe desfaleço sobre o peito!
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