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9.26.2003
Por outro lado creio que a interioridade afectiva de "A Pérola" se estabelece em termos mais intimistas... Quando, se pensarmos que a literatura é aquela maneira particular com que as pessoas se dizem "amo-te" aos seus semelhantes, às coisas, à natureza ou aos animais, o que para uns se faz com duas palavras mas para os escritores mais inventivos pode chegar às centenas de milhar de páginas, a relação primordial estabelecida entre os personagens principais se estende à humanidade, no caso de "Um Estranho...", em "A Pérola", há um dizer sentimental mais restrito, singularmente nomeado pela música da família. Família esta que está em constante desassossego e posta em risco pela sociedade burguesa e mercantil, pelo capitalismo desenfreado e anárquico... É o mundo dos monopólios, do poder que se dispersa como um polvo e estende os seus tentáculos a todos os cantos rentáveis da mesma, manipulando os canais de escoamento, produção e valorização das pérolas. E creio, também, que estas são metáforas de uma sentimentalidade profunda... Em cada um de nós está sempre aquela pérola, talvez escondida sob a concha da nossa personalidade, onde a esperança e o amor se fundem como algo precioso. Não achas?
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