Convite para partilhar caminhos de leitura e uma abertura para os mundos virtuais e virtuososos da escrita sem rede nem receios de censura. Ah, e não esquecer que os e-mails de serviço são osverdes.ptg@gmail.com ou castanhoster@gmail.com FORÇA!!! Digam de vossa justiça!
9.27.2022
9.24.2022
SERRA DE SÃO MAMEDE - Alto Alentejo | Guia Geológico
SERRA DE SÃO MAMEDE
ALTO ALENTEJO | GUIA GEOLÓGICO
Ana Paula D’Ascenção
c/ fotos de Carlos Marques Serra
e capa de Raquel Ferreira
(145 Páginas)
Edições Colibri
Teve lançamento público, ontem, 23 de setembro de 2022, pelas 18 horas, na sala de entrada do Palace Hotel, de Portalegre, o livro SERRA DE SÃO MAMEDE – ALTO ALENTEJO | GUIA GEOLÓGICO, com chancela das Edições Colibri, da autora Ana Paula D’Ascenção, natural de Portalegre, licenciada em Geologia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, e atualmente professora de Biologia e Geologia na Escola Secundária de São Lourenço, em Portalegre, mas acumulando funções docentes (na área da Biologia) no Instituto Politécnico de Portalegre, ante uma plateia bem recheada, maioritariamente qualificada e numerosa.
A apresentação esteve a cargo da autora, de Fernando Mão de Ferro (editor) e do Prof. Dr. Jorge Oliveira (arqueólogo), docente da Universidade de Évora, que discorreu acerca da interceção positiva existente entre o valor das “pedras” e as “pedras de valor” do Parque Natural e Serra de São Mamede (ou São Maomé), como este valor desenhou o território e se redesenhou nas gentes que o serviram (ou interpretaram) e dele se terão servido também, ressalvando igualmente a importância desta obra enquanto ponte interdisciplinar – Geologia, Agricultura, Economia, Antropologia, História, por exemplo – entre a clausura científica/académica e a cultura geral, o conhecimento especializado (fechado) e o quotidiano e narrativas das pessoas, quer elas sejam autóctones/indígenas ou sejam forasteiras/turistas.
Joaquim Maria Castanho
9.20.2022
SÓ SOMOS QUEM SOMOS
SÓ SOMOS QUEM SOMOS
Deslumbra a fidelidade intrínseca…
Não há metáforas para o teu olhar.
E quando a sombra se torna promíscua
Nenhuma lágrima o poderá lavar.
Hidrato basilar será a sua máscara
O pigmento da memória por colorido;
Mas no fim de tudo o corpo é chácara
Onde o fado destila poema (sofrido).
Que o ser se à alma se entrega de boa-fé
Nem resiste, enfim, à sua unificação,
É porque quer ser somente aquilo que é.
Abdica da mentira e representação,
Do logro, da iluminura e do rodapé,
Pra casar co’a verdade da sua condição.
Joaquim Maria Castanho
Portalegre,
20 de setembro de 2022
9.18.2022
NOTAR A AUSÊNCIA É DESEJAR
NOTAR A AUSÊNCIA É DESEJAR (VER)
Somente saudade resta depois de ti
Ao partir semeaste vazio no meu olhar,
E não fora o instante rasgar que senti
Só a memória habitaria este lugar.
O TEU SORRISO inventou-me por dentro
Como qualquer madrugada por fazer,
E agora se plas manhãs adentro entro
É tão-só na esperança d’O voltar a ver.
O TEU SORRISO é luar prestes a crescer
Entre aspas, até eclodir bem no centro
Onde a palavra entretece o puro tecer,
O que nem mil vocábulos têm pra contar,
Quanto unicamente em teus olhos li…
– Que a ausência é prenúncio de desejar!
Joaquim Maria Castanho
Portalegre, 18 de setembro de 2022
A grande INCÓGNITA
A GRANDE INCÓGNITA
Chamo-me Futuro, e não sou pra graças.
Nada sei do amanhã à exceção daquilo
Que é tão irrevogável como os braços de Milo
Na frugalidade do Agora e suas trapaças.
Podem não me ver sem lentes especiais
Esquecer-me entre as bagagens usuais
De quem pernoita nos desvãos e nas praças.
Nos arquivos, concertos e festivais
Ou nas partilhas por heranças e traças
Com que a inveja congemina planos, ameaças
Para se vingar dos que pensa serem mais.
Mais isto e aquilo, aqueloutro e coisa e tal
– Sabe-se lá! – Ou sinal intermitente
Tipo digital VIVO / MORTO, Virtual
Versus Real, em que existe tanta gente.
Chamo-me Futuro, e estou de partida
Para onde o passado não me encontre,
Perdendo de mim o rasto, sentido e norte,
Ainda que mui deseje repetir a vida!
Joaquim Maria Castanho
Com foto de Mia Teixeira
Portalegre, 11 de setembro de 2022
9.09.2022
título póstumo
TÍTULO PÓSTUMO
Era uma vez um poema sem título
Que fazia parte de um romance, vivo
Real, ativo, nada abstrato e cativo
Do enredo, sendo dele outro capítulo
Jovem, mas sensato e ilimitado,
Como a sustentabilidade infinita
A sua pele cor de mel enfeitiçado
Seu olhar de luar de outono-escuro
Que chamo num silêncio qu’apenas grita
Sentido amor que vai para lá dos sentidos.
Se me aproximo, seu sorriso é puro.
Se o nomeio, conta cantando Mil… Dois… Cem… Três…
E salta da História o tempo, o muro
Dos nomes, para ser Rainha… – Sim…: outra vez!
Joaquim Maria Castanho
Portalegre, 09 de setembro de 2022
9.06.2022
DA IMORTALIDADE DO SONHO
SOBRE A IMORTALIDADE DO SONHO
Na orla do movimento
Todo o caos desacontece:
Fenece plo sentimento
Que só teu rosto merece.
E esse sinal que sei de cor
Bem a jeitinho de beijar
Quase tão botão de flor;
Quase seio de nobre amor
Qu’até põe o sonho a sonhar.
Porque ao ver-te eu o digo
Posto fora de perigo
Já longe de qualquer mal:
S’até o sonho sonho contigo
Que não se passará comigo
Que sou simplesmente mortal!
Joaquim Maria Castanho
Portalegre, 06 de setembro de 2022





