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6.28.2017
6.27.2017
6.25.2017
SILVO COLORIDO
SILVO DE COLORIDA LUZ
Só quando te não vejo
Posso refugiar-me em ti,
Dizer que penso, que sinto
Que anseio, que desejo
Como foi o dia que vivi
Sem viver, se dele pinto
O esgar sonhado e ali
Refugiado atento
Mais caminho de pronto
Com os poemas que avento
À Sol num cruel rodopio
Pelas fisgas do assobio
Que sufi me deixa tonto…
Joaquim Maria Castanho
6.23.2017
6.16.2017
(RE)GANHAR A PASSADA
(RE)GANHAR A PASSADA
Plo óculo do infinito
Na descoberta incolor
Sonhos travam, e o atrito
Se refaz próprio propor
E propósitos propõem
As singelas alegrias
Que pouco a pouco compõem
Pegadas pra pegar os dias…
Então, o verbo floresce
Pelas pétalas completo
No beijo que não esquece
Carinhos d'avó e neto.
Joaquim Maria Castanho
6.02.2017
Excerto de NOTA a OS SIMPLES, de Guerra Junqueiro
“Quis mentalmente viver a vida singela e primitiva de boas e santas criaturas, que atravessavam um mundo de misérias e injustiças, de vícios e de crimes, de fomes e de tormentos, sem um olhar de maldição para a natureza, sem uma palavra de queixume para o destino. E então encarnei, por assim dizer, no pastor grandioso e asceta, na moleirinha octogenária e sorridente, no cavador trágico, nos mendigos bíblicos, na mansidão dos bois arroteando os campos e nas labaredas de oiro do castanheiro, aquecendo a velhice, alegrando a infância, iluminando a choupana. E, depois de uma existência de sacrifício e pureza, de abnegação e bondade, deitei esses ingénuos e pobres aldeões na terra misericordiosa e florida do campo santo, pondo-lhes por cima das sepulturas rasas o Céu maravilhoso e cândido, que em vida sonharam e desejaram.
É claro que essas figuras não são inteiramente reais, da realidade estrita, efémera e tangível. Criei-as, ou antes, completei-as com a minha alma, com o meu próprio ideal.”
14 de Maio de 1892
Guerra Junqueiro - Excerto da NOTA à edição de OS SIMPLES






