A CIDADE DOS FURIMENTOS
As máquinas abrem furimentos na cidade.
Não descansam e abrem furimentos
mais furimentos, muitos furimentos.
Depois os homens tapam os furimentos
e as máquinas abrem os furimentos outra vez.
E os homens ficam cansados e as máquinas não.
Mas os homens não podem parar e descansar
porque as máquinas não descansam e não param.
E as máquinas abrem, abrem, abrem os furimentos
e os homens tapam, tapam, tapam os furimentos
mas um dia qualquer ficam lá dentro tapados
pelos homens novos que vêm tapar
os furimentos.
Constança Parelho
(Portalegre, 05.04.2006)
A RAZÃO QUADRA(DA)
A razão não se perde
A razão não se ganha,
É chama que nos arde
Na luta contra a manha!