Que saudade
Que saudade daquela tarde,
Daquela praia…
E o veleiro.
Balouçando na água,
Embalado pela brisa.
Que saudade daquela tarde,
Daquele dia…
E o forte.
Amparado pela encosta,
Decorado pela Era.
Que saudade daquela tarde,
Daquele passeio… que saudade.
JRCosta.05-08-2004
Convite para partilhar caminhos de leitura e uma abertura para os mundos virtuais e virtuososos da escrita sem rede nem receios de censura. Ah, e não esquecer que os e-mails de serviço são osverdes.ptg@gmail.com ou castanhoster@gmail.com FORÇA!!! Digam de vossa justiça!
8.12.2004
FANTASIA E FUGA EM SOL MAIOR
Perdoo-me esta insanidade de sentir-te
Solta sobre o meu corpo domando-o
Subjugando-o ao fogo arguto do voo
Redimensionado no táctil augúrio
Como arco-íris de Vénus em Mercúrio,
Manto azul terreno envolvendo Marte.
Mas já intemporal adormeço naufragado
Em sonhos de corromper o instante tido
Que das ondas sou sempre o outro lado
Fustigado, e nos corais de mim compartido.
Aí, a seiva que brota em espuma se desfaz...
Fui eu a rapariga, enquanto tu o cavaleiro
Que sulcando em lemes o mar todo e inteiro,
Tremes porém no imo abraço derradeiro
Ao que explodindo em ti a minha lava
De vulcão assim me (re)tornei rapaz
- E tu, a praia fértil que o (a)mar cava!
Havia silêncio no sol-pôr, depondo
A resvalada réstia dos ocasos alvorados
Astro a astro, uma sinfonia compondo
De dedilhar arcanjos amputados.
Asas? Só as que a imaginação nos dá!
Essas sim, que são seguras e verdadeiras
Não ícaras sombras do lado de lá do lá,
A fazer autênticos alqueives e sementeiras
De produzir o trigo que em nós há...
Pão de searas selvagens os corpos
Incandescentes de bem-querer a vida
Notas de solfejo na paleta colorida
Na magia simples de arrotear encontros
De eu e tu, tu e eu, do eis à flor da pele
Colhendo das pétalas a cor, e do pólen... o mel!
JC - 11.08.04
Perdoo-me esta insanidade de sentir-te
Solta sobre o meu corpo domando-o
Subjugando-o ao fogo arguto do voo
Redimensionado no táctil augúrio
Como arco-íris de Vénus em Mercúrio,
Manto azul terreno envolvendo Marte.
Mas já intemporal adormeço naufragado
Em sonhos de corromper o instante tido
Que das ondas sou sempre o outro lado
Fustigado, e nos corais de mim compartido.
Aí, a seiva que brota em espuma se desfaz...
Fui eu a rapariga, enquanto tu o cavaleiro
Que sulcando em lemes o mar todo e inteiro,
Tremes porém no imo abraço derradeiro
Ao que explodindo em ti a minha lava
De vulcão assim me (re)tornei rapaz
- E tu, a praia fértil que o (a)mar cava!
Havia silêncio no sol-pôr, depondo
A resvalada réstia dos ocasos alvorados
Astro a astro, uma sinfonia compondo
De dedilhar arcanjos amputados.
Asas? Só as que a imaginação nos dá!
Essas sim, que são seguras e verdadeiras
Não ícaras sombras do lado de lá do lá,
A fazer autênticos alqueives e sementeiras
De produzir o trigo que em nós há...
Pão de searas selvagens os corpos
Incandescentes de bem-querer a vida
Notas de solfejo na paleta colorida
Na magia simples de arrotear encontros
De eu e tu, tu e eu, do eis à flor da pele
Colhendo das pétalas a cor, e do pólen... o mel!
JC - 11.08.04