6.26.2004

ANA...

Antes da palavra o verbo, o verso
Não a intenção, sim primeiro ela
Assim espontânea do azul universo

Aberto para o futuro qual janela
Momento feito aqui, feito de agora
Onde a saudade de ti me dói, implora
Tortura, mas não mata não, põe cela
Experimenta o medo, o pica de espora.

Antes da palavra, o puro anagrama
Nascido do princípio ao fim para o início
A eito de mim, como fogo me arde e chama:

Ana!

Pedro Ramus