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vou combater os teus laços programados, ó multidão
de objectos abjectos rectos
que se corroem a si próprios como corroem os outros
em vão, se hão-de perder também
como aqueles sublimes construtores da torre de Babel
estão a cair insectos mortos
da atmosfera cinzenta de poluições
enquanto eu e tu vomitamos, noutro consumo sem sumo com abuso
enquanto eu sinto
a falta de ti, ó ninfa, musa perdida num antro perdido nos meus neurónios
apenas porque sinto.
Se vos deixo cair é porque sou obrigado a cair também. Talvez prefira cair
antes.
NO FIM DOS TEMPOS ESCRITO
NÃO DIGO O DIA DA ORDEM
SOU COMPLETAMENTE CONTRA ELA.
João Löbe in "Chagas de uma revolta lacrimosa"
Convite para partilhar caminhos de leitura e uma abertura para os mundos virtuais e virtuososos da escrita sem rede nem receios de censura. Ah, e não esquecer que os e-mails de serviço são osverdes.ptg@gmail.com ou castanhoster@gmail.com FORÇA!!! Digam de vossa justiça!
5.26.2004
Na sessão de ontem, 23 de Maio, ficou estabelecido que iríamos estudar a maneira de regressar à leitura de Franz Kafka, em virtude de O PROCESSO merecer maior aprofundamento, e o autor uma melhor abordagem. Estabeleceremos uma sessão pública para tal, em moldes a definir nas próximas reuniões semanais.
5.15.2004
5.07.2004
SEGREDOS EFÊMEROS
Quem te disse que o segredo do amor é o sexo,
Para aliviar o teu sofrimento?
Sendo o amor o movimento do mundo, a verdade,
Para além do instante, para além do momento.
Quem te disse que o segredo do noite é a lua,
Para aliviar tamanho suspirar?
Sendo que o amor é a vida
Com menos lua e mais luar.
Quem te disse que o segredo da vida é triunfar,
Para aliviar os teus tormentos?
Sendo que o homem deve viver triunfando
E não terminar no triunfar dos momentos.
Quem te disse que o segredo é a verdade?
Mentiu.
ENCONTRO
Encontrei-te no meu caminho
Por entre toda a multidão,
Lá estavas tu meio sozinho
Tentando afastar a desilusão...
Sei que não te quero perder
Mas fica uma saudade,
E nesta pura verdade
Não te posso esquecer!
Agora, confusa na multidão
Sinto-me sozinha,
E esta dor no coração
Traz à razão uma verdade
Há algo espalhado no ar
E o amor é realidade!
Ana Aires
Quem te disse que o segredo do amor é o sexo,
Para aliviar o teu sofrimento?
Sendo o amor o movimento do mundo, a verdade,
Para além do instante, para além do momento.
Quem te disse que o segredo do noite é a lua,
Para aliviar tamanho suspirar?
Sendo que o amor é a vida
Com menos lua e mais luar.
Quem te disse que o segredo da vida é triunfar,
Para aliviar os teus tormentos?
Sendo que o homem deve viver triunfando
E não terminar no triunfar dos momentos.
Quem te disse que o segredo é a verdade?
Mentiu.
ENCONTRO
Encontrei-te no meu caminho
Por entre toda a multidão,
Lá estavas tu meio sozinho
Tentando afastar a desilusão...
Sei que não te quero perder
Mas fica uma saudade,
E nesta pura verdade
Não te posso esquecer!
Agora, confusa na multidão
Sinto-me sozinha,
E esta dor no coração
Traz à razão uma verdade
Há algo espalhado no ar
E o amor é realidade!
Ana Aires